
Luiz Ribeiro, Estado de Minas
Como outras cidades do semiárido mineiro, o município de Pai Pedro – de 5,9 mil habitantes, a 582 quilômetros de Belo Horizonte, no Norte de Minas, sofre com a seca. A cidade tem cerca de 400 famílias que precisam ser abastecidas diariamente e a prefeitura tem dificuldade para atendê-las, já que conta somente com um caminhão-pipa. A saída para amenizar o problema é a perfuração de poços tubulares. Além da escassez de água doce na superfície, Pai Pedro enfrenta outro drama: a água subterrânea da região é salobra (tem alta concentração de sal), sendo imprópria para o consumo. Dessa forma, surgiu um novo comércio na cidade: a venda de água potável.
Todos os dias, o agricultor Santos Mendes da Silva, de 48 anos, deixa o seu sitio e desloca 15 quilômetros até a sede do município, dirigindo um trator, que puxa uma carretinha carregada com tambores d´água. A população recebe água tratada em casa. Só que água, captada em poço tubular, tem excesso de sal e não serve para matar a sede. Assim, a saída encontrada pelos moradores é comprar água doce ou, então, buscar o produto em Porteirinha, a 25 quilômetros de distância, medida adotada por aqueles que têm carro. Continue lendo “Cidade sofre com seca e usa como alternativa a água salobra dos poços tubulares”






