Relatório oficial: “altamente provável” que Neruda tenha sido assassinado

Até agora a morte do poeta, em setembro de 1973, era atribuída a um câncer de próstata

Winston Manrique Sabogal, El País

Um documento oficial do Ministério do Interior do Governo do Chile reconhece pela primeira vez que é bem possível que Pablo Neruda tenha sido assassinado. Segundo o documento, ao qual EL PAÍS teve acesso, o poeta e Prêmio Nobel de Literatura de 1971 não morreu “em consequência do câncer de próstata de que padecia”, mas é “claramente possível e altamente provável a intervenção de terceiros”. Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, um domingo, às 10 e meia da noite na Clínica Santa María, de Santiago, no Chile. Nesse dia, segundo “está comprovado no processo”, diz o documento oficial, aplicaram-lhe uma injeção ou o fizeram ingerir algo que teria precipitado a sua morte, seis horas e meia depois. Tudo isso, poucas horas antes de o Nobel partir em um avião rumo ao México, onde, como diz o texto do ministério, possivelmente iria liderar um Governo no exílio para denunciar a atuação do general Augusto Pinochet, que havia dado o golpe de Estado em 11 de setembro. Continue lendo “Relatório oficial: “altamente provável” que Neruda tenha sido assassinado”

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Incra e Ouvidoria Agrária buscam solução para conflito agrário na região Centro Ocidental do Paraná

Incra/PR

A Ouvidoria Agrária Regional (OAR) do Incra no Paraná participa, nesta quinta-feira (5), de audiência no fórum da Comarca de Barbosa Ferraz, na região Centro Ocidental do estado, a fim de apresentar propostas e soluções para a resolução de conflitos agrários na região. A ocupação da fazenda São Paulo é um dos conflitos agrários mais emblemáticos no Paraná. Ao todo, 35 famílias ocupam a área no acampamento Irmã Dorothy desde 2005. Continue lendo “Incra e Ouvidoria Agrária buscam solução para conflito agrário na região Centro Ocidental do Paraná”

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CPRM monitora risco de enchentes em 12 municípios de MG e 3 do ES, na evolução da onda de cheias provocada pelas barragens da Vale/Semarco

Rompimento de barragens de rejeito motiva o início do monitoramento 24 horas do Sistema de Alerta do Rio Doce

CPRM

A partir de hoje, 6 de novembro, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), por meio da Superintendência Regional de Belo Horizonte, antecipa o início da operação 24 horas de monitoramento contínuo do Sistema de Alerta da Bacia do Rio Doce, que abrange diversos municípios do leste de Minas Gerais e do Espírito Santo. O início da operação estava previsto para o dia 23 de novembro, mas entrou em caráter de urgência para acompanhar a evolução da onda de cheias provocada pelo rompimento de barragens da Mina Germano, em Mariana – MG. Continue lendo “CPRM monitora risco de enchentes em 12 municípios de MG e 3 do ES, na evolução da onda de cheias provocada pelas barragens da Vale/Semarco”

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Cacica Eunice: “Disseram que a TI Morro dos Cavalos não era mais indígena porque a PEC tinha sido aprovada”

Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no Cimi

Em entrevista, a cacica Eunice, da Terra Indígena (TI) Morro dos Cavalos, explica como foi a invasão ocorrida no último sábado (1º) e qual o papel que o principal jornal do estado, o Diário Catarinense, teve neste episódio, em que trinta pessoas ocuparam uma casa dentro da terra, já reconhecida pela União, como de tradicionalidade indígena. Continue lendo “Cacica Eunice: “Disseram que a TI Morro dos Cavalos não era mais indígena porque a PEC tinha sido aprovada””

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Barragem que rompeu em Mariana era empreendimento de alto risco

Empreendimento tinha grande potencial de dano, o que levou Ministério Público a exigir medidas especiais para licenciamento. promotor alerta: ‘diques não se rompem por acaso’

Por Márcia Maria Cruz /Estado de Minas, Gustavo Werneck

A Barragem do Fundão, localizada no complexo Germano da Samarco, apresentava alto potencial de dano ambiental, de acordo com o Inventário de Barragem do Estado de Minas Gerais ano 2014, elaborado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam). No documento, o dique é tratado como de classe III. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou inquérito para apurar as causas do rompimento da barragem e os responsáveis pelo acidente. “Trata-se de uma tragédia sem precedentes na história de Minas Gerais”, afirmou, na noite de ontem, o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto. Continue lendo “Barragem que rompeu em Mariana era empreendimento de alto risco”

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Laudo técnico alertou para instabilidade em área de barragem em Mariana

Segundo o relatório, o contato entre a pilha e a barragem era “inadequado para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”

Por Pedro Rocha Franco, no EM

Em laudo técnico concluído em 21 de outubro de 2013, época da revalidação da licença de operação da barragem de rejeitos do Fundão, o Instituto Prístino – instituição de pesquisa e diagnósticos de conservação e uso racional do patrimônio natural –, destacou a sobreposição de áreas afetadas pela barragem e por uma pilha de material estéril da mineradora Vale. Segundo o relatório, o contato entre a pilha e a barragem era “inadequado para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”. Como consequência disso, previa a possibilidade de “desestabilização do talude” resultando em “colapso da estrutura”.

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Relatório indica que 8% das barragens de contenção em Minas não são seguras

Relatório mais recente da Feam indica que 8% das 754 barragens de contenção de rejeitos em Minas Gerais não são seguras e têm alto risco de dano ambiental

Por Márcia Maria Cruz /Estado de Minas, Gustavo Werneck

O Inventário de Barragem do Estado de Minas Gerais (Ano 2014), elaborado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), mostrou que 8% das estruturas de contenção de rejeitos no estado – marcado pela atividade minerária – não têm as necessárias condições de segurança declaradas pelos auditores dos empreendimentos. Além disso, outras não dispõem de informações técnicas suficientes para esse tipo de garantia. Continue lendo “Relatório indica que 8% das barragens de contenção em Minas não são seguras”

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Bombeiros confirmam segunda morte após rompimento de barragens em Minas

Da Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou há pouco a segunda morte após o rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana. O corpo foi encontrado na cidade de Rio Doce.

Treze pessoas continuam desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros.

As barragens do Fundão e de Santarém, pertencentes à empresa Samarco, romperam ontem por volta das 16h30 e inundaram a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração. Continue lendo “Bombeiros confirmam segunda morte após rompimento de barragens em Minas”

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Pelas vítimas!, por Andréa Zhouri

O face me pergunta: No que você esta pensando? Pois então. Hoje eu me levantei pela manhã (não posso dizer que acordei, não sei se dormi) pensando em Bento Rodrigues, nas vítimas, na dor, na lama…meus primeiros pensamentos foram em solidariedade às vítimas. Eu não conheço Bento Rodrigues, mas logo penso em Água Quente, no município de Conceição do Mato Dentro, comunidade que fica debaixo da barragem de rejeitos da Anglo American. Comunidades a jusante de barragens, seja de rejeitos ou hidrelétricas, não são consideradas atingidas no processo de licenciamento ambiental. Mas Água Quente vive um cotidiano de insegurança e de medo, condição que lhe foi imposta pela empresa e pelo Estado. Temo por Água Quente e sua gente. Como temo pelas comunidades a jusante de Irapé, que perderam a agricultura de vazante e, ainda assim, em estado de penúria administrada desde 2006, não são consideradas atingidas pela barragem. Que sensação horrível de impotência…

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Do Maranhão ao Pré-Sal: continuam os ataques contra o licenciamento ambiental do petróleo e gás natural

A Associação dos Servidores Federais da Área Ambiental no Estado do Rio de Janeiro (ASIBAMA/RJ) vem a público, novamente, se manifestar contra a atual gestão da Diretoria de Licenciamento Ambiental (DILIC) do IBAMA no gerenciamento dos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos marítimos de petróleo e gás natural no Brasil. Após a divulgação da Carta Aberta da ASIBAMA/RJ publicada em 20.08.2015, intitulada “Licenciamento Ambiental Federal: Resistindo aos Ataques” e, em seguida, do manifesto “Intervenção na Coordenação Geral de Petróleo e Gás”, recebemos manifestações de apoio vindas de inúmeras entidades da sociedade — às quais enviamos nossos sinceros agradecimentos. Dentre elas, encontram-se instituições públicas, entidades privadas, organizações sindicais, universidades, organizações não governamentais da área ambiental, associações de trabalhadores e de estudantes, movimentos sociais e órgãos de controle. As cartas da ASIBAMA/RJ e a lista completa das manifestações de apoio estão disponíveis aqui. Continue lendo “Do Maranhão ao Pré-Sal: continuam os ataques contra o licenciamento ambiental do petróleo e gás natural”

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