Após vitória de Dilma, coronel Paulo Telhada, do PSDB, pede independência do Sul e do Sudeste

Post em página de Paulo Telhada (PSDB) no facebook‘Porque devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo norte e Nordeste?’, diz o texto

Alvaro Magalhães, do R7

Após a vitória de Dilma Rousseff, um texto postado na página pessoal do vereador por São Paulo Coronel Paulo Telhada (PSDB) pede “um São Paulo livre da corrupção e do PT”.

Ex-comandante da Rota, Telhada foi o segundo deputado estadual mais votado nestas eleições e assumirá uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo a partir de janeiro.

“Já que o Brasil fez sua escolha pelo PT entendo que o Sul e Sudeste (exceto Minas Gerais e Rio de Janeiro que optaram pelo PT) iniciem o processo de independência de um país que prefere esmola do que o trabalho, preferem a desordem ao invés da ordem, preferem o voto de cabresto do que a liberdade”, afirma o vereador.

“Porque devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo norte e Nordeste?? Eles que paguem o preço sozinhos…”

Abaixo do texto, foi postado um dos cartazes que chamavam os paulistas para lutar na Revolução de 1932, levante que contestava o governo de Getúlio Vargas.

Em uma hora, o texto teve 8.414 curtidas e 4.832 compartilhamentos.

O R7 tentou contato, por telefone e e-mail, com o gabinete do vereador na noite deste domingo (26) para confirmar a autenticidade do texto.

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Frente quer investigar crimes contra índios na ditadura

Os problemas com os militares foram registrados principalmente nas comunidades indígenas instaladas na rota de grandes rodovias construídas na época na região amazônica

Agência Estado

Os casos de graves violações de direitos humanos contra povos indígenas durante a ditadura militar no Brasil poderão ganhar uma frente especial de investigações após o encerramento das atividades da Comissão Nacional da Verdade, em dezembro. Um requerimento sobre o colegiado especial deve ser encaminhado nesta semana à comissão nacional. Um de seus principais argumentos é o de que, embora os índios estejam entre as principais vítimas do período de exceção, a maioria dos casos ocorridos com eles ainda não foi investigada.

Se concordar com os termos do requerimento, a Comissão Nacional poderá incluir, no capítulo final do relatório que conterá as recomendações ao governo brasileiro sobre o que se deve fazer daqui para a frente, a proposta de uma comissão especial para os povos indígenas. Essa ideia, que já vinha sendo discutida por antropólogos e historiadores, ganhou corpo na semana passada, durante uma sessão da Comissão da Verdade de São Paulo, que tratou da questão indígena.

Na ocasião, a jornalista Memélia Moreira, autora de reportagens sobre violência contra indígenas na ditadura, relatou ter evidências de que militares utilizaram napalm para atacar aldeias na região da Amazônia. O napalm é uma espécie de gasolina gelatinosa que se tornou mundialmente conhecida após ter sido utilizada pelas tropas norte-americanas na Guerra do Vietnã. Continue lendo “Frente quer investigar crimes contra índios na ditadura”

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“No necesitamos alimentos de Qali Warma… sino que respeten nuestros bosques”

Imagen: Agencia Andina
Imagen: Agencia Andina

Califician de “hipocresía” anuncio de alimentos del presidente Ollanta mientras entrega bosques a mineras y petroleras y criminaliza dirigentes, denunció Santiago Manuin

Servindi – El líder indígena awajún Santiago Manuin Valera consideró como una “hipocresía” la reciente visita del presidente Ollanta Humala a la ciudad de Santa María de Nieva, en Amazonas, para lanzar la ampliación del programa alimenticio escolar Qali Warma a los colegios de la zona, así como otros programas.

En una entrevista para la emisora Radio Marañón, Manuin rechazó la llegada de los programas sociales y consideró “un insulto” la presencia de representantes del Gobierno -el pasado 20 de octubre- porque promueven la entrada de empresas mineras y petroleras en la zona a pesar de haber ofrecido “defender los bosques”, indicó. Continue lendo ““No necesitamos alimentos de Qali Warma… sino que respeten nuestros bosques””

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Cientista político implica com a reforma política. “Indispensável é o imposto sobre as grandes fortunas”

“Tenho uma implicância muito grande com a reforma política porque não sei o que eles propõem que seja reformado. Sou favorável a mais de 90% da Constituição atual. O que eles querem reformar? Acho que essa é a questão. Uma Constituinte exclusiva, como faz parte do programa da presidenta Dilma, desde logo me oponho a este programa”, afirma Wanderley Guilherme dos Santos, cientista político, em entrevista publicada pelo jornal Valor.

“Em princípio, -continua – como tese geral, não vejo que [a reforma política] seja importante para o país. Importante para o país, aí sim, é o imposto sobre grandes fortunas. Ele é absolutamente indispensável. É necessário que as grandes fortunas contribuam de forma mais generosa para o desenvolvimento social do país. Eles têm que assumir uma contribuição maior, porque afinal é o país que os enriquece. Segundo lugar, acredito que o fator previdenciário não pode mais deixar de ser reconsiderado. O sistema tributário brasileiro em geral tem que ser revisto. Em particular, o fator previdenciário é uma exigência de sacrifício excessiva dos assalariados para a construção nacional”.

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Sem-terra e sem-teto planejam intensificar ações em 2015

Os principais grupos de sem-terra e de sem-teto do país já se organizam para intensificar as mobilizações em 2015. Tanto o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) quanto o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) não declararam apoio a nenhum dos candidatos no primeiro turno, mas declararam o voto em Dilma Rousseff (PT) no fim da corrida, em rejeição declarada a Aécio Neves (PSDB), considerado uma ameaça às conquistas do período anterior

Camilla Veras Mota – Valor

Para Gilmar Mauro, coordenador nacional do MST, o esgotamento do modelo de crescimento em que “trabalhadores e patrões ganham” – inaugurado pelo PT e defendido em parte no discurso eleitoral do candidato tucano – e a composição mais conservadora do Congresso recém-eleito, onde a bancada ruralista contará com 273 deputados e senadores a partir de janeiro (33% mais que na legislatura anterior), deve estimular a atuação dos movimentos sociais. “O próximo governo terá de escolher quem vai sair perdendo, e nós precisamos lutar para que não sejam os trabalhadores”.

A agenda de ações começa a ser debatida ainda neste ano. A reforma política está no topo da lista, segundo Mauro, além de uma maior articulação com outros movimentos sociais, entre eles os de sem-teto. Fora do debate eleitoral, a reforma agrária, ele diz, dificilmente será proposta pelo Executivo ou Legislativo. “Essa é uma mudança que só vai acontecer de baixo para cima, por uma pressão da sociedade.”

O coordenador do MST avalia como pontuais as medidas da gestão petista implementadas em favor das famílias mais pobres da zona rural nos últimos 12 anos – “algumas desapropriações” no primeiro mandato do ex-presidente Lula, iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que dá prioridade à a agricultura familiar, a maior facilidade de acesso ao crédito para consumidores de baixa renda. “O que o PT fez não foi reforma agrária, foi política de assentamento”, diz Mauro. Continue lendo “Sem-terra e sem-teto planejam intensificar ações em 2015”

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Os mitos do sistema alimentar, artigo de Esther Vivas**

EcoDebate*

Dizem-nos que o sistema agrícola e alimentar é o melhor dos possíveis. Um modelo altamente produtivo que permite dar de comer a todo o mundo, muito eficiente, que oferece uma grande variedade de alimentos, que facilita o trabalho aos agricultores e o melhor… que nunca antes tínhamos comido de uma maneira tão segura. A sério?

No entanto, quando analisamos em detalhe, e com números na mão, a cada uma destas afirmações vemos que são falsas. Quem as diz pensa que pelas repetir muitas vezes nós vamos engoli-las. A verdade é que o atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos assenta numa série de mitos que são mentira.

Acabar com a fome
Um dos ‘mantras’ mais repetidos é que a agricultura industrial e intensiva, com a sua alta produtividade, pode acabar com a fome. De facto, na atualidade, segundo dados de Jean Ziegler que foi relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, há comida no mundo para 12.000 milhões de pessoas, e no planeta somos 7.000 milhões. Não deveria haver ninguém sem comer. A realidade, porém, é bem diferente: um em cada oito habitantes no mundo, quase mil milhões, passa fome. Comida há, e muita, mas não acaba nos nossos estômagos… só no daqueles que se podem permitir a isso.

Mais comida não significa poder comer. Porquê? Os alimentos no sistema agroalimentar converteram-se numa mercadoria. A cadeia que une o campo à mesa está nas mãos de umas poucas empresas do agronegócio e dos supermercados que converteram o direito à alimentação num privilégio. Em consequência, ou tens dinheiro para pagar o preço cada dia mais caro da comida ou o acesso àquilo que dá de comer (terra, água, sementes) ou não comes. Não temos um problema de falta de produção ou superpopulação, mas de democracia, de acesso aos alimentos.

E quando nos falam de eficiência… que eficiência? A de um sistema que desperdiça anualmente, segundo dados da FAO, um terço da comida que produz para o consumo humano: um total de 1.300 milhões de toneladas. Alimentos para comer ou desperdiçar? Eis a questão. A agroindústria é o negócio da fome, assim como a banca é o negócio da pobreza. Continue lendo “Os mitos do sistema alimentar, artigo de Esther Vivas**”

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Reeleita, Dilma destaca união e reforma política em primeiro discurso

Presidente reeleita Dilma Roussef disse que fará uma reforma política com a realização de um plebiscitoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Presidente reeleita Dilma Roussef disse que fará uma reforma política com a realização de um plebiscito. Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

A presidente reeleita Dilma Rousseff falou em união e reformas em seu primeiro discurso após o resultado das urnas. Em Brasília, Dilma negou que o país esteja dividido e pediu paz entre todos. “Conclamo, sem exceção, todas as brasileiras e brasileiros a nos unirmos em favor de nossa pátria, de nosso país, do nosso povo. Não creio que essas eleições tenham dividido o país. Entendo que elas tenham mobilizado ideias e emoções, às vezes contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca por um futuro melhor para o Brasil”, disse.

A presidente disse também que entendeu o recado das urnas sobre a necessidade de mudanças. “O caminho é muito claro. Algumas palavras e temas dominaram essa campanha. A palavra mais repetida, mais falada, foi mudança. O tema mais amplamente convocado foi reforma. Sei que estou sendo reconduzida para ser a presidenta que irá fazer as grandes mudanças que a sociedade precisa”, disse. Continue lendo “Reeleita, Dilma destaca união e reforma política em primeiro discurso”

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Depois das eleições, quero fundar uma igreja para o diabo, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Amanheci, neste domingo eleitoral, com o conto A Igreja do Diabo, de Machado de Assis, tilintando na cabeça. Fiz a heresia de cortar alguns trechos para que ele fosse publicável no blog, dado o seu tamanho e a preguiça da internet em absorver com cuidado tudo o que seja maior do que este parágrafo.

Sei que o Diabo não existe. Deus também não. Mas desconfio que nós mesmos sejamos peça de ficção.

Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma igreja. Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem cânones, sem ritual, sem nada. Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos. Nada fixo, nada regular. Por que não teria ele a sua igreja? Uma igreja do Diabo era o meio eficaz de combater as outras religiões, e destruí-las de uma vez.

— Vá, pois, uma igreja, concluiu ele. Escritura contra Escritura, breviário contra breviário. Terei a minha missa, com vinho e pão à farta, as minhas prédicas, bulas, novenas e todo o demais aparelho eclesiástico. O meu credo será o núcleo universal dos espíritos, a minha igreja uma tenda de Abraão. E depois, enquanto as outras religiões se combatem e se dividem, a minha igreja será única; não acharei diante de mim, nem Maomé, nem Lutero. Há muitos modos de afirmar; há só um de negar tudo. Continue lendo “Depois das eleições, quero fundar uma igreja para o diabo, por Leonardo Sakamoto”

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