Protesto no Rio cobra punição à Vale por desastre ambiental em Mariana

Mineradora é 1 das donas da Samarco, responsável por barragem rompida. Manifestação ‘Não foi acidente’ jogou lama na porta da empresa.

Por Cristina Boeckel, no G1 Rio

Cerca de 600 pessoas, de acordo com a organização da manifestação, fizeram um protesto no Centro do Rio, no fim da tarde desta segunda-feira (16), para cobrar punição ao desastre ambiental na região de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais. A partir das 17h, os manifestantes caminharam pela a Avenida Graça Aranha até a porta prédio da empresa Vale, que junto com a anglo-australiana BHP Billiton é dona da Samarco, responsável pela barragem rompida. A Av. Graça Aranha estava parcialmente interditada por volta das 18h20. Continue lendo “Protesto no Rio cobra punição à Vale por desastre ambiental em Mariana”

Ler maisProtesto no Rio cobra punição à Vale por desastre ambiental em Mariana

Tragédia que começou em Mariana é a maior da história com barragens de rejeitos

Volume de material despejado é duas vezes e meia superior ao segundo maior

Por Ana Lúcia Azevedo, em O Globo

RIO – A tragédia de Mariana é o maior acidente da História em volume de material despejado por barragens de rejeitos de mineração. Os 62 milhões de metros cúbicos de lama que vazaram dos depósitos da Samarco no dia 5 representam uma quantidade duas vezes e meia maior que o segundo pior acidente do gênero, ocorrido em 4 de agosto de 2014 na mina canadense de Mount Polley, na Colúmbia Britânica, diz o pesquisador Marcos Freitas, coordenador executivo do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), ligado à Coppe/UFRJ. Continue lendo “Tragédia que começou em Mariana é a maior da história com barragens de rejeitos”

Ler maisTragédia que começou em Mariana é a maior da história com barragens de rejeitos

Mariana, a dependência da mina que paga pouco à região que devastou

Heloisa Mendonça, El País

A tragédia de Mariana trouxe à tona novamente os riscos da mineração para as áreas do entorno das minas ao mesmo tempo que evidenciou a lógica de dependência econômica dessas cidades que contam com a atividade como principal fonte de renda dos municípios. O rompimento das duas barragens da Samarco, que contabiliza ao menos 7 mortos, 18 desaparecidos e causou danos incalculáveis, também deixou claro que o retorno econômico que a mineradora dá a cidades, como Mariana, se torna muito pequeno diante dos estragos gerados pela atividade. Continue lendo “Mariana, a dependência da mina que paga pouco à região que devastou”

Ler maisMariana, a dependência da mina que paga pouco à região que devastou

“Lama de Mariana pavimentou rios por onde passou. Dano é irreversível”

Heloisa Mendonça, El País

A avalanche de rejeitos gerada em Minas Gerais pelo rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, controlada pela Vale e a australiana BHP, causou danos ambientais imensuráveis e irreversíveis. Apesar da lama não ter um teor tóxico, ela pavimentou os mais de 500 km por onde passou devastando, com impacto ainda difícil de calcular completamente para grande parte do ecossistema da região. “Podemos dizer que 80% do que foi danificado lá é perda, não há como pensar em um plano de recuperação ambiental”, explica Marcus Vinícius Polignano, coordenador do Projeto Manuelzão. O projeto ambiental, da Universidade Federal de Minas Gerais, monitora a atividade econômica e seus impactos ambientais nas bacias hidrográficas e trabalha com a revitalização dos principais rios mineiros. Continue lendo ““Lama de Mariana pavimentou rios por onde passou. Dano é irreversível””

Ler mais“Lama de Mariana pavimentou rios por onde passou. Dano é irreversível”
quilombo

MA – Quilombolas de Matões sofrem ameaças

por

Quilombolas do Território Lago do Coco no município de Matões do Norte-MA, denunciam que políticos, empresários e fazendeiros estão retirando madeira, extraindo pedras e fazendo caça predatória de animais silvestres dentro do Território.

O Território Lago do Coco é composto por cerca de 15 comunidades, formadas há mais ou menos 200 anos. Em 2013, a Fundação Palmares conferiu a Certidão de Auto definição dos remanescentes de quilombo. Continue lendo “MA – Quilombolas de Matões sofrem ameaças”

Ler maisMA – Quilombolas de Matões sofrem ameaças

MPF em São Paulo pede imediata proibição de agrotóxicos com Captan no país

Fungicida que causou câncer em animais foi liberado em meio a escândalo de corrupção na Anvisa em 2002

MPF/SP

O Ministério Público Federal em São Paulo requereu à Justiça a imediata proibição dos agrotóxicos  que contêm Captan em território brasileiro. Em testes com animais, o fungicida causou câncer em ratos e camundongos, sendo considerado um possível carcinógeno para o homem. O produto foi reavaliado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2002, período em que a autarquia esteve envolvida em escândalo de corrupção na liberação de agrotóxicos sem a devida avaliação toxicológica. Continue lendo “MPF em São Paulo pede imediata proibição de agrotóxicos com Captan no país”

Ler maisMPF em São Paulo pede imediata proibição de agrotóxicos com Captan no país

MPMG e MPF assinam Termo de Compromisso Preliminar com a Samarco, garantindo montante mínimo de R$ 1 bilhão para tutela ambiental emergencial

MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Ministério Público Federal (MPF) firmaram Termo de Compromisso Preliminar com a Samarco Mineração S.A. estabelecendo caução socioambiental de R$ 1 bilhão para garantir custeio de medidas preventivas emergenciais, mitigatórias, reparadoras ou compensatórias mínimas decorrentes do rompimento das barragens de rejeitos em Mariana, região Central de Minas. Continue lendo “MPMG e MPF assinam Termo de Compromisso Preliminar com a Samarco, garantindo montante mínimo de R$ 1 bilhão para tutela ambiental emergencial”

Ler maisMPMG e MPF assinam Termo de Compromisso Preliminar com a Samarco, garantindo montante mínimo de R$ 1 bilhão para tutela ambiental emergencial

Medo e controle em Angola

No primeiro dia do julgamento dos ativistas, nossas repórteres revelam como é estar na mira dos tentáculos invisíveis do governo angolano

por Eliza Capai, Natalia Viana, A Pública

Esta reportagem não deveria ser escrita. Foi o que nos alertou um membro da comunidade brasileira em Luanda alguns dias antes de deixarmos o país, no início de setembro. Estávamos em Angola havia mais de 20 dias. “Eu, se fosse vocês, não publicava o material que vocês gravaram. Pode deixar a nós que as ajudaram numa situação complicada.” Naquele mesmo sábado, segundo relatos, membros das forças de segurança nos procuravam pela quarta vez no local onde nos hospedávamos. De posse de cópias do nosso passaporte, queriam saber onde estávamos. Era mais um recado com o objetivo de impedir que publicássemos o que vimos e ouvimos no país africano, aonde viajamos para investigar o impacto das empresas brasileiras. Continue lendo “Medo e controle em Angola”

Ler maisMedo e controle em Angola

Em Defesa do Estado Laico, Contra a Intolerância Religiosa

12 entidades deram o primeiro passo para a constituição do Fórum de Defesa da Liberdade das Religiões de Matriz Africana, Afro-Brasileira e Ameríndia – FDL

Hamilton Pereira (Pedro Tierra), na Carta Maior

Ecoaram atabaques no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta sexta-feira 13 de novembro. Um momento histórico para a Casa e para a Capital do país. Doze entidades que organizam as expressões religiosas afro-brasileiras deram o primeiro passo formal para a constituição do FÓRUM DE DEFESA DA LIBERDADE DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA, AFRO-BRASILEIRA E AMERÍNDIA – FDL. A relevância desse momento, não reside apenas no aspecto de que se trata de um fato inédito. Continue lendo “Em Defesa do Estado Laico, Contra a Intolerância Religiosa”

Ler maisEm Defesa do Estado Laico, Contra a Intolerância Religiosa

O assassinato das mineradoras

O Estado mostrou incapacidade de proteger a população no desastre de Mariana

Por Francisco Câmpera, em El País

A ganância do homem nunca teve limite. Em busca do lucro vale tudo: matar, mentir, manipular, e sabe-se lá o que mais. Sempre foi assim na história da humanidade e hoje não é diferente. O caso do rompimento das duas barragens da mineradora Samarco em Minas Gerais é um exemplo perfeito. Primeiro vamos voltar ao fim do século XVII, época em que descobriram ouro na região onde está aSamarco. O cobiçado metal era tão farto que era fácil achá-lo com uma peneira no leito do Rio Doce, o mesmo rio onde ocorreu o desastre. A empresa conseguiu fazer em poucos dias o que a exploração de ouro não fez em séculos – destruir o rio, envenenado pelos dejetos das barragens, como o mercúrio e outras substâncias tóxicas. Continue lendo “O assassinato das mineradoras”

Ler maisO assassinato das mineradoras