Começa juízo em Cañete contra 18 indígenas acusados de ‘terrorismo’

Adital – Mais ou menos às 10h30 desta manhã, começou o juízo oral contra 18 indígenas acusados de participar de ações de resistência mapuche na zona do Lago Lleu Lleu entre 2005 e 2009. Em primeira instância, o debate se centrará na estratégia da promotoria por meio de suas 36 testemunhas protegidas, que declararão por meio de videoconferência, o que dificulta o diálogo com eles e não dá garantia alguma de validade de seus dizeres.

Na audiência, encontra-se presente a grande maioria dos processados acompanhados de seus familiares. Recordemos que familiares dos prisioneiros pediram ao governo que se respalde hoje a petição da defesa de restituir os delitos deixando fora a Lei Antiterrorista. O ministro do Interior respondeu que “o avaliaremos e seguiremos conversando…”.
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Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas se reúne a partir de hoje

Tatiana Félix

Adital – Começou ontem (8) em Belo Horizonte, Minas Gerais, o I Encontro Nacional da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que reúne cerca de 200 pessoas, entre representantes de órgãos governamentais e de organizações não-governamentais, pesquisadores e outros, que lidam com o enfrentamento, prevenção ou atendimento às vítimas do tráfico humano. O evento segue até a próxima quarta-feira (10). Durante os três dias do encontro serão compartilhadas as mais diversas experiências na área. Um dos principais focos é a avaliação do I Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, desenvolvido pelo Governo Federal, com participação de vários ministérios, e o direcionamento para a elaboração do II Plano.
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Mulheres do MST ocupam Balsa em São Francisco

Mais de 250 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupam a Balsado município de São Francisco.

Nos dias 6 e 7 mulheres vindas de Montes Claros, Jequitaí, Patrocinio, Coração de Jesus,Capitão Enéas e Engenheiro Navaro se reuniram no Assentamento São Francisco para debater os desafios da reforma agrária e a situação atual dos assentamentos.

A luta pela reforma agrária tem enfrentado diversos entraves colocados pelo Estado, que vãodesde o descaso por parte do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INCRA), até a indiferençadas prefeituras locais que não cumprem com o papel de garantir as condições básicas de infraestrutura. Grande parte dos Assentamentos da região norte de Minas Gerais ainda se encontram sem água encanada, sem energia elétrica, com péssimas condições de estrada, sem atendimento médico, sem garantia de condições para as crianças frequentarem a escola. Continue lendo “Mulheres do MST ocupam Balsa em São Francisco”

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“Não gostava da ideia de que tinha que ‘riscar’ para entrar no Ilê Aiyê”

Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE
Tatiana Mendonça, para A Tarde

O soteropolitano Zulu Araújo, presidente da Fundação Cultural Palmares, é o entrevistado da Muito deste domingo. Leia trechos inéditos da conversa que ficaram de fora da revista:

Quando o senhor deixou de ser Edvaldo Mendes Araújo para se tornar Zulu?

Me tornei Zulu em 1965, quando eu tinha 13 anos. Tinha acabado de entrar no Severino Vieira. E estava passando um filme chamado África, Adeus. Eram uns documentários exóticos que passavam à época sobre o continente africano. E dentro desse filme falava-se sobre os zulus. Os zulus à época eram vistos quase como animais,  eram um tribo africana, extremamente guerreira. Eles eram baixos, magros, mas eram absolutamente furiosos e combatentes, agressivos. E o Rei Zulu era uma figura que segundo meus colegas que foram assistir ao filme  era muito parecida comigo. Eu era magro, pequeno, mas era danado. Aí ficou ‘Rei Zulu, Rei Zulu’. Com o tempo, o reinado foi caindo, ficou só o Zulu (risos). Quando eu entrei na escola de arquitetura [da Universidade Federal da Bahia] aí já era Zulu e eu só fiz a adequação do Araújo porque é meu sobrenome. E hoje é o meu nome público, particular, pessoal. Continue lendo ““Não gostava da ideia de que tinha que ‘riscar’ para entrar no Ilê Aiyê””

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Rede Brasileira de Justiça Ambiental se reorganiza em colegiado

Após três dias de debates intensos, dos quais participaram cerca de 60 entidades e pessoas físicas dos mais diferentes estados, a Rede Brasileira de Justiça Ambiental definiu uma nova composição. Fiel ao sempre defendido caráter de horizontalidade, a RBJA, após quase dez anos, deixará de ter a Fase como a entidade que a secretariou desde a sua criação, em 2001.

A nova organização da Rede será descentralizada e integrada por um colegiado de seus membros, escolhidos a partir de critérios que englobaram, entre outros, o respeito às diversidades e os programas e projetos considerados prioritários pelos participantes do seu IV Encontro, que aconteceu entre os dias 3 a 5, no Colégio Assunção, Rio de Janeiro.

O Colegiado da RBJA será integrado por representantes dos seus dois GTs – Articulação Mineração e Siderurgia (representado pelo PACS e pela Campanha Justiça nos Trilhos) e Combate ao Racismo Ambiental (representado pelo Conselho Pastoral dos Pescadores, a ser confirmado) -, pela Plataforma DESCHA, pelo Projeto Mapa da injustiça ambiental e Saúde no Brasil, por Amigos da Terra e pela RENAP.

As primeiras fotos do IV Encontro, feitas por Luciano Falcão, da RENAP/Rio Grande do Norte, podem ser vistas no link. Novas fotos, feitas por Ricardo Álvares, estão também disponíveis.

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Veracel e IMA são réus por improbidade administrativa

A Tarde – segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PROCESSO:  A empresa e o diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente, Pedro Moreira, são citados em ação civil pública por falhas em licenciamento ambiental

MÁRIO BITTENCOURT, de Eunápolis

A Veracel Celulose S.A., empresa que atua no plantio de eucaliptos para produção de celulose no extremo sul da Bahia, tendo sua base em Eunápolis, a 643kmde Salvador, e o diretor-geral do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Pedro Ricardo Silva Moreira, estão sendo acionados na Justiça por ato de improbidade administrativa. Procurado por dois dias, o IMA não deu retorno aos questionamentos de A TARDE.

Já a Veracel informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não é possível fazer comentário sem ter conhecimento sobre o conteúdo da ação”. E que “a única informação disponível para a empresa até o momento é que se trata de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa, conforme consulta processual no site do Tribunal de Justiça da Bahia”, comunica a assessoria. Continue lendo “Veracel e IMA são réus por improbidade administrativa”

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Belo Monte: o brilhante voto do Desembargador Federal Souza Prudente

Em 17 de junho de 2010 a Corte Especial do Tribunal Federal da 1ª Região julgou em caráter provisório a Ação Civil Pública ajuizada pelo  Ministério Público Federal do Pará, contra o leilão da usina de Belo Monte.  Em 18 de abri de 2010, o juiz Federal Antonio Carlos Almeida Campelo, de Altamira, havia concedido uma das três liminares que cancelava o leilão, mas ela foi cassada pelo Tribunal, em menos de 24 horas.

Telma Monteiro

O Desembargador Federal Souza Prudente, do Tribunal Federal da 1ª Região, no exercício de seu direito de votar no julgamento em caráter provisório da liminar que cancelou o leilão de Belo Monte, nos deu um presente inesperado. Seu voto, apesar de vencido, é uma linda peça em defesa do princípio da precaução, do Ministério Público Federal do Pará, do Juiz Campelo, do meio ambiente, dos povos indígenas e dos interesses difusos. Souza Prudente começou reforçando sua independência diante da questão e o fato de não concorrer a cargo público e de não dever favores ao governo. Continue lendo “Belo Monte: o brilhante voto do Desembargador Federal Souza Prudente”

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Kuntanawa: memórias de um povo amazônico

Fabíola Ortiz

Eles foram quase exterminados no início do século 20 com o avanço dos seringais no estado do Acre, na região norte do Brasil. Sua língua se extinguiu e sua cultura praticamente desapareceu. Os Kuntanawa são um povo que hoje luta pelo resgate de sua identidade e tradição. Eles se misturaram com a população cabocla local no oeste do Acre e estiveram prestes a perder seus traços indígenas.

Em 1911, durante as perseguições armadas aos povos indígenas que acompanharam a abertura e a instalação dos seringais em todo o Acre, a etnia Kuntanawa, ou inicialmente grafada ‘Kontanawa’ – o povo do côco –, contabilizava apenas cinco sobreviventes. Atualmente, soma cerca de 400. Eles não falam mais a sua língua tradicional, pertencente ao tronco linguístico Pano, falam apenas o português. Continue lendo “Kuntanawa: memórias de um povo amazônico”

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Encontro de mestres vissungos no Vale do Jequitinhonha (MG)

Programa do MinC promove encontro de mestres vissungos no Vale do Jequitinhonha (MG)

Nos dias 23 e 24 de outubro, um encontro entre duas figuras emblemáticas da cultura quilombola no Brasil, os cantadores de Vissungos (canto responsorial praticado em dialeto africano), Ivo Silvério, 77 anos, e Pedro de Alexina, 81 anos, reviveu a força da presença africana na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Com pouco mais de 700 habitantes, o vilarejo de Milho Verde, localizado a 348 km da capital Belo Horizonte (MG), foi palco de uma pequena mostra de filmes que resgatam elementos da cultura daquele povo, como o curta Ausência, biografia sobre o falecido cantador Antônio Crispim Veríssimo, e o premiado documentário Terra deu, terra come, de Rodrigo Siqueira. O evento contou com apoio do Ministério da Cultura, por meio de articulação da secretaria Executiva a partir do programa Cine Mais Cultura. Continue lendo “Encontro de mestres vissungos no Vale do Jequitinhonha (MG)”

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Favelização das cidades

O aumento generalizado da favelização é gritante no mundo, e mais intenso nos países em desenvolvimento onde o crescimento urbano vem ocorrendo de forma descontrolada. Os favelados compõem 6,0 % da população urbana nos países desenvolvidos e chega a 78,2% nos países menos desenvolvidos.

Ari de Oliveira Zenha

“Vi ontem um bicho/ Na imundície do pátio/ Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,/ Não examinava nem cheirava:/ Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,/ Não era um gato,/ Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.”
Manuel Bandeira

O capitalismo tem transformado sistematicamente as cidades em mega cidades e mais ainda, em hipercidades, com população superior a 20/30 milhões de habitantes. Continue lendo “Favelização das cidades”

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