Grande pescaria em defesa do rio Xingu, contra Belo Monte

Evento será realizado em Altamira, Pará, dia 14 de março a partir das 9 horas

Na próxima segunda-feira, 14 de março, acontecerá uma grande pescaria em defesa do rio Xingu e contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O ato, que será realizado em Altamira (PA), é promovido pelos pescadores e pescadoras da região, que retiram do rio a sobrevivência de suas famílias.

O evento terá início às 9 horas com a concentração dos participantes no Cais de Altamira, em frente ao prédio da Eletronorte. De lá o grupo segue para a pescaria, momento em tecerão uma grande rede de pesca representando a união dos povos do Xingu contra Belo Monte. O retorno ao cais está previsto para às 16 horas, quando haverá uma coletiva de imprensa e a doação do pescado aos moradores da região.

A pescaria tem por objetivo denunciar as ameaças que pensam sobre os povos do Xingu com a construção de Belo Monte, bem como tornar público o desrespeito às leis e aos direitos humanos. As populações de Altamira que precisam diretamente do rio para garantir o sustento de suas famílias – indígenas, pescadores, ribeirinhos, têm sido vitimas constantes de ameaças e investidas de empresas que serão beneficiadas diretamente pela obra. Continue lendo “Grande pescaria em defesa do rio Xingu, contra Belo Monte”

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Video muestra racismo de Carabineros de Chile

Si por arriba se destapa que ministros de Estado reciben llamadas de embajadores de otros países para que intervengan en decisiones de la Corte Suprema y permitan la construcción de contaminantes termoeléctricas, por abajo Carabineros de Chile cumple su rol de ser guardianes de este orden público detectando la más pequeña falta de alguna persona.

Y si esa persona es afroamericano el dispositivo policial se acentúa más aún. Así queda demostrado en un video que ha viralizado en la red provocando repudio al accionar de Carabineros.

La secuencia, grabada por el usuario Evil Metal Attack y exhibida en Youtube el 8 de marzo, muestra la detención de un hombre afroamericano frente al Palacio de La Moneda por cruzar la calle con luz roja mientras iba en su bicicleta. ¡Plop! Continue lendo “Video muestra racismo de Carabineros de Chile”

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Reporter Brasil lança documento sobre BNDES e cita Baixo Parnaíba Maranhense

“Outro setor em que o BNDES atua com forte apoio e participação – inclusive como sócio de algumas empresas – é o da produção de papel e celulose e outras atividades relacionadas à produção de madeira em larga escala. Um setor que coleciona conflitos com comunidades tradicionais, povos indígenas e outros segmentos, sem que isso motive um diálogo mais próximo entre o banco e os atingidos pelos empreendimentos.

No Maranhão, Mayron Régis, militante do Fórum Carajás, explica que desde a década de 1980 existe uma relação “intrínseca” do BNDES com o eucalipto na região em que os Estados de MA, PI, TO e PA fazem fronteira. No Baixo Parnaíba, região em que se localizam os municípios maranhenses de Santa Quitéria, Urbano Santos e Anapurus, a disputa pelas terras entre o eucalipto e a soja tem vitimado de maneira crescente as comunidades tradicionais. Os desmatamentos atingem áreas de extrativismo (do pequi, bacuri, babaçu e outros), e os conflitos agrários se multiplicam. O potencial da região para produção de madeira despertou a cobiça de grandes empresas de setores variados, da celulose à siderurgia, passando pelo carvão e móveis. Vale, Gerdau, Margusa, Suzano e outros grupos de destaque da economia brasileira promoveram então uma corrida às terras da região, marcada por complexas engenhariasde compra, repasses, arrendamento, terceirizações e outros mecanismos de uso da terra. Tal processo trouxe marcas de violência e ilegalidades. As denúncias de grilagem dasterras são muitas, e recentemente envolvem a Suzano Papel e Celulose26. Se os métodos são duvidosos, os objetivos não são modestos. A empresa pretende chegar em 2015 à produção de 7,2 milhões de toneladas anuais de papel e celulose. Do total, 1,3 milhões viriam de uma nova unidade no Sul do Maranhão, e mais 1,3 milhão de uma nova fábrica no Piauí – as duas novas linhas estariam entre as maiores do mundo.

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Comunidade Pataxó Hã-Hã-Hãe encontra cemitério antigo em área retomada

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia confirmaram, no dia 1 de março, que se trata de artefatos indígenas

Por Cimi Regional Leste – Equipe Itabuna

No final do mês de janeiro, um grupo de indígenas Pataxó Hã-Hã-Hãe encontrou uma urna funerária e várias cerâmicas antigas na área retomada que fica na região de Água Vermelha, município de Pau Brasil, sul da Bahia. Os indígenas aravam a terra para plantar uma roça de feijão e milho, quando começaram a aparecer vários pedaços de cerâmicas, algumas com detalhes e depois acabaram encontrando um pote, enterrado aproximadamente 1,5 m no chão.

De acordo com o indígena Sinhozinho Pataxó, coordenador do grupo de roça, eles só perceberam a importância do achado quando um índio escutou o barulho de algo se trincando e, ao se aproximar do objeto, veio a surpresa do grande pote enterrado. “Ao observar mais de perto, percebemos que dentro do pote havia ossos, continuamos o trabalho em outro local próximo e foram encontrados mais dois potes. Decidimos então informar as nossas lideranças sobre o achado!”, relatou. Continue lendo “Comunidade Pataxó Hã-Hã-Hãe encontra cemitério antigo em área retomada”

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Controle conservador sobre a reforma agrária

A forma como a estrutura burocrática de reforma agrária foi concebida, desde a criação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pela ditadura militar (1964-1985), é a antítese do que se entende por política pública. A excessiva autonomia das superintendências regionais, e o avanço de grupos políticos sobre elas depois da redemocratização, tiraram do governo federal qualquer capacidade de formular e executar políticas nessa área. O superintendente nacional do Incra não consegue, via de regra, penetrar nos redutos políticos que tornaram a questão agrária um negócio entre amigos em alguns Estados, em especial nas fronteiras agrícolas, onde o interesse econômico incentiva um clima permanente de conflito. É impossível controlar políticas e evitar desvios numa estrutura como essa. O comentário é de Maria Inês Nassif e publicado pelo jornal Valor, 10-03-2011.

Segundo reportagem de Roldão Arruda publicada no jornal “O Estado de S. Paulo”, na edição de ontem, o governo Dilma Rousseff estuda formas de aumentar o controle sobre as superintendências regionais do Incra. Isso pode encontrar resistências corporativas de funcionários do instituto, que atuam na ponta burocrática, e de setores que detém o controle regional da política agrária nos Estados em que a pressão por indicação do superintendente tende a favorecer grupos interessados em legitimar a ocupação de terras públicas ou de áreas de preservação ambiental. Aliás, nessas regiões, a questão ambiental e a agrária andam tão próximas que é impossível elaborar uma política de meio ambiente eficaz sem resolver com muita clareza o problema de titularidade da terra.
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Universidades Federais vão formar 6.700 pessoas em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça

Curso gratuito será ministrado em 18 universidades federais das cinco regiões do País e atenderá pessoas de nível médio e superior.

Formar 6.700 gestores e gestoras para a condução das políticas públicas de gênero e raça. Esse é um dos objetivos do curso gratuito de formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça que será desenvolvido por 18 universidades federais das cinco regiões do país para pessoas de nível médio e superior.

A iniciativa é resultado da parceria entre Ministério da Educação, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – UNIFEM Brasil e Cone Sul, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA e Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – CLAM/UERJ.

O curso utiliza a plataforma da Universidade Aberta do Brasil, composto por um sistema integrado de universidades públicas através da metodologia da educação à distância com uso de ferramentas de aprendizagem e conteúdo ministrados pela internet. Estão programados de dois a três encontros presenciais.
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Salvador, uma cidade de bolhas e de vãos

Suzana Varjão
Por Suzana Varjão (*)

[…]

— “Quem é você, adivinha… “

Ao soarem os primeiros acordes do bloco, o formigueiro multicolorido agita-se. Braços erguidos, acompanha, em uníssono, as estrofes do velho hit carnavalesco. A Cleópatra loura acerca-se da havaiana morena, sorri, estende as mãos, canta a plenos pulmões.

— “…se gosta de mim…”

O Batman barrigudo sai metendo o cotovelo, abrindo caminho (vai sem Robin. Não parece contaminado pela alegria coletiva); a enfermeira de bigode segura a saia da bailarina de pernas peludas e rodopia, rodopia, rodopia…

— “O amor de Julieta e Romeu. O amor de Julieta e Romeu. Igualzinho ao meu e ao seu…”

A luz da câmera de uma TV encandeia a multidão. O samurai vira o rosto, cutuca o baixinho de sunga preta, vai saindo de fininho. O cortejo segue pelas ruas bêbadas de luz, luxúria e som.

O Menino nem-tão-menino-assim Maluquinho entorna a lata de cerveja, joga-a no chão. Um homem abaixa-se, pega o recipiente e sorve-o sofregamente. É negro e esquálido. Veste colete verde numerado e bermuda jeans estilo esfarrapado. No rosto, uma cicatriz.

Após o gesto rápido, furtivo, o moço retorna ao posto de trabalho, junto a outras dezenas de mulheres e homens, quase todos negros e fardados, que margeiam o mundo de fantasia do bloco.

Eles quase não vêem o que acontece à volta. Os olhos de quase todos varrem, ansiosos, o chão. Espreitam latas vazias, que recolhem, amassam e colocam nos sacos de lixo amarrados ao cós da calça.
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“Questão urbana foi rifada pelo governo Lula, pelo PT e aparentemente pelo governo Dilma”

No que já se tornou uma regra, o verão brasileiro mais uma vez foi permeado por desastres oriundos de chuvas. Chuvas e catástrofes são praticamente sinônimas nestes tristes trópicos. Em São Paulo, maior metrópole do país, a espiral de problemas trazidos pelas chuvas tem tornado a cidade cada vez mais insustentável, bastando alguns minutos de chuva para deixar de funcionar.

Em entrevista ao Correio da Cidadania, a urbanista e professora da FAU-USP Ermínia Maricato descreve um panorama desalentador a respeito da gestão de uma cidade, que, mesmo afundando, não traz indícios de reversão das atuais lógicas predatórias de ocupação do solo. O domínio da especulação imobiliária e a incessante construção de vias asfaltadas, que agrava o quadro de “uma das maiores áreas impermeáveis do mundo”, articulam-se a partir de poderosos grupos e interesses econômicos, que imperam cada vez mais soberanos em meio ao descaso público e à apatia social.

Em face destas constatações, a recente tomada do Ministério das Cidades por interesses políticos imediatos, assim como o estrondoso corte de verbas de que foi vítima, em pleno começo de uma nova gestão presidencial, nem mesmo chegam a ser surpreendentes. “Os governantes começam obras que eles podem acabar em quatro anos. Drenagem e sistema de transporte de massa não são obras para quatro anos. Toda a criação de uma gestão sobre o solo não é coisa de curto prazo”.
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Juez de Sucumbios se ratifica en sentencia condenatoria a la Chevron-Texaco y acepta apelación de los demandantes

La denominada sentencia del siglo está ahora en manos de tres jueces en la corte de justicia de Sucumbíos. Lo menos que esperan los afectados por la contaminación de la Chevron Texaco es que este fallo sea ratificado en esta nueva instancia jurídica.

Nueva Loja 9 de Marzo 2011.- El Juez Nicolás Zambrano ratificó su sentencia contra la transnacional petrolera Chevrón-Texaco la que el pasado 14 de febrero fue condenada a pagar más de 9.5 mil millones de dólares por la contaminación dejada en la Amazonía ecuatoriana durante sus 24 años de operaciones en el Ecuador.

Chevron–Texaco pidió una aclaración y ampliación de la sentencia emitida por el juez de Sucumbíos. Ante estas peticiones el Magistrado Zambrano profundizó su análisis inicial llegando nuevamente a la conclusión de que el daño ambiental es responsabilidad de la Chevron-Texaco. Aún más el juez se vio en la obligación de llamar la atención de la petrolera por su descarado abuso del derecho por intentar, una vez más, inducir a error al juez solicitando una ampliación y aclaración de una sentencia que estuvo y está completamente clara. Continue lendo “Juez de Sucumbios se ratifica en sentencia condenatoria a la Chevron-Texaco y acepta apelación de los demandantes”

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Militares hacen un cerco contra los campesinos en Honduras

Foto: Honduras - ¿policía de civil? ¿O guardia del terrateniente Miguel Facussé como acusan los campesinos? / Autora: Mirian Huezo Emanuelsson

Dick Emanuelsson – Mirian Huezo Emanuelsson (especial para ARGENPRESS.info)

Los campesinos organizados en el MUCA, Movimiento Unificado Campesinos del Aguan, acusan que buques de guerra de Estados Unidos, 7500 militares y policías contrainsurgentes hondureños, helicópteros y grupos paramilitares al servicio a los terratenientes, están haciendo un cerco a los asentamientos campesinos en el norte de Honduras, lo cual ha alertado la opinión internacional.

Según una Misión Internacional, constituida por seis redes europeas y organizaciones internacionales *, la guerra contra el campesinado en el Bajo Aguan cobró las vidas de 19 campesinos durante el último año.

Ese fue el informe que dio la Misión Internacional el viernes pasado en una rueda de prensa en la sede COFADEH (El Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos en Honduras). Continue lendo “Militares hacen un cerco contra los campesinos en Honduras”

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