A importância da mulher na sociedade Kaiowá

Do site Povo Guarani Grande Povo

Por: Márcia Junges

Figura materna é fundamental na estrutura do povo Kaiowá, frisa o antropólogo Levi Marques Pereira. Os homens indígenas desse povo legitimam a importância da mulher e as crianças têm um convívio prolongado e próximo com suas mães.

Um papel de destaque. Esse é o lugar conferido à mulher Kaiowá dentro de sua sociedade. De acordo como antropólogo Levi Marques Pereira*, “é possível dizer que as mães têm sido o principal sustentáculo dessas sociedades. São elas as principais responsáveis pela reprodução cultural, ensinando a língua e uma série de procedimentos culturais para as crianças, além de estarem presentes no dia a dia, oferecendo carinho e proteção”. O processamento dos alimentos e o fogo culinário que também serve para aquecer a família e espantar insetos, também estão a cargo da mulher. “Os homens compreendem que a figura materna é essencial para sua sociedade. Tal figura se inspira no comportamento dos deuses, que nos patamares celestes vivem com suas mulheres e filhos”, aponta Levi. Quanto às crianças, o pesquisador afirma que desde pequenas elas “desenvolvem sentimento de liberdade e autonomia e, consequentemente, pouca disposição de seguirem um líder autoritário”. As reflexões fazem parte da entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line. Continue lendo “A importância da mulher na sociedade Kaiowá”

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Nota sobre a prisão de lideranças indígenas do Povo Terena da Terra Indígena Buriti, MS

Nós, representantes do Conselho Indigenista Missionário, Conferência dos Religiosos do Brasil, Comissão Pastoral da Terra, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e lideranças indígenas, presentes na Assembleia Regional do Cimi/MS, vimos manifestar nosso repúdio e indignação pela prisão das lideranças do Povo Terena da Terra Indígena Buriti, município de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. A prisão foi executada ontem (29/08) por força de decisão da Justiça Federal de Campo Grande.

A detenção das 6 (seis) lideranças se mostra arbitrária, confusa e injustificável. De acordo com o depoimento dos indígenas, eles foram convidados a prestar esclarecimentos acerca da luta pela terra na sede da Policia Federal em Campo Grande e lá chegando foram surpreendidos com a decretação da prisão.

Mais uma vez, foram violados direitos constitucionalmente garantidos, inclusive o de se comunicar imediatamente com seus familiares e advogados.

A Terra Indígena Buriti já foi identificada e declarada pelo Governo Federal como sendo de ocupação tradicional do povo Terena. Recentemente, a Justiça Federal assegurou a posse das terras atualmente retomadas por este povo. Continue lendo “Nota sobre a prisão de lideranças indígenas do Povo Terena da Terra Indígena Buriti, MS”

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SP: Mão-de-obra escrava no interior

Há 10 anos, indentificamos oficinas de confecção na zona leste de São Paulo, que mantem trabalhadores em condições analogas a escravidão, todas/os provinientes da Bolivia. Para o Ministério Publico investigar estes casos, basta ter acesso aos registros de usuários das unidades de saúde, onde irá encontrar até 60 pessoas em mesmo endereço. Muitos destes procuram os serviços médicos-hospitalares com doenças causadas pelas exaustivas horas que passam sentados, costurando. Homens e mulheres quando procuram, ou melhor, quando são liberados para ir a unidade de saúde é porque a situação de saúde está bem agravada.

Hoje, com todo sistema de cadastro de usuarias/os do SUS digitalizado, é facil buscar usuários por endereços, os que apresentarem mais de 7 em mesmo endereço, aí poderá ser uma dessas oficinas.

do site Carta Capital

Gianni Carta

Alojamentos sem janelas, camas e cobertores. Os 21 trabalhadores rurais mantidos em condições de escravidão protegiam-se com sacos de adubo durante noites sob temperaturas a oscilar entre seis e 11 graus. Como se isso não bastasse, os trabalhadores recebiam salários abaixo do piso, descontos irregulares, e não tinham contrato de trabalho, segundo a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal do Estado de São Paulo. Continue lendo “SP: Mão-de-obra escrava no interior”

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Cotas na UFPB: E agora? A permanência em debate

Cotas na UFPB: E agora? A permanência em debate

06/09/2011 (Terça-feira)

Local: Auditório do CCHLA/UFPB – 9 às 12h

Pró-reitora de Ação Comunitária: Lúcia Guerra

Pró-reitor de Graduação: Valdir B. Bezerra

Representações dos Movimentos Negro e Estudantil

Mediador: Prof. José Neto/CCJ

Coordenação: NEABI/UFPB

14 às 17h – Debate: Permanência dos cotistas na UFPB

Pró-reitor de Pós-Graduação: Isaac Almeida

Pró-reitor de Assistência e Promoção Estudantil – Severino Lima

Representações dos Movimentos Negro e Estudantil

REUNI: Prof. Guido Lemos

Coordenadora do PET Conexões de Saberes: Suelídia Calaça

Mediador: Prof. José Neto/CCJ

Coordenação: NEABI/UFPB

Realização:

NEABI – Núcleo de Estudos e Pesquisas Afrobrasileiros e Indígenas – UFPB

Enviada por Eduardo Fernandes.

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Nuq debate sobre ciganos Calon

Nessa quinta-feira (01/09) teremos a participação da Prof. Ana Gomes, especialmente convidada para discutir a tese de Florência Ferrari (O mundo passa – uma etnografia dos Calon e suas relações com os brasileiros). O objetivo é refletir a partir de dois pontos de vista: a etnografia e a experiência vivida recentemente em trabalho realizado com os ciganos Calon do Bairro São Gabriel. A discussão está aberta aos interessados e será realizada na sala do NuQ (4218) às 18h.

http://www.fafich.ufmg.br/nuq/nuq-debate-sobre-ciganos-calon/

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RJ: Autoridades fazem pouco caso com crimes ambientais na Figueira – Duque de Caxias

Fábio Pereira

Fui convidado por moradores, que me ligaram em desespero, a visitar o bairro Figueira, em Duque de Caxias. Mais precisamente nos arredores da empresa AMBIENTAL LIXO ZERO.

O que vi, ouvi e senti foi aterrorizante, indigno: um mau cheiro insuportável, essa empresa é um deposito de lixo constante, com chorume no chão, trabalhadores sem equipamentos básicos, desrespeito aos moradores vizinhos que, após a instalação dessa empresa, têm sua saúde e bem estar violados pelo constante e terrível mau cheiro.

Só para que o leitor tenha uma ideia, eu fiquei pouco menos de 3 (três) horas no entorno da empresa, ouvindo relatos desesperados dos vizinhos e sai dali com ardência nas vias nasais e dor de cabeça. Fico imaginando aquela população que é obrigada a suportar aquilo todos os dias, com esse martírio já durando anos. Continue lendo “RJ: Autoridades fazem pouco caso com crimes ambientais na Figueira – Duque de Caxias”

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Ações para proteção de nascentes

Cristina Ávila

O Ministério do Meio Ambiente prepara novas medidas para a proteção das 33 nascentes do Rio São Francisco. A divulgação das ações será feita em eventos que serão realizados nas principais cidades da bacia hidrográfica, em outubro, mês em que se celebra a memória do santo, considerado o padroeiro da ecologia.

Uma oficina no MMA, em setembro, com a participação de técnicos de sete ministérios, definirá as estratégias e uma agenda comum de trabalho. Entre os assuntos da pauta estão o zoneamento ecológico-econômico da bacia do São Francisco, ações de fiscalização por parte do Ibama, monitoramento da qualidade da água, pela Agência Nacional de Águas, estruturação do Centro Integrado de Revitalização (construído em parceria entre MMA e Universidade Federal de Alagoas), ações de educação ambiental, plano para a criação de pontos de cultura, além de estudos de fauna e projetos para novas unidades de conservação. Questões relacionadas à saúde também estão entre as prioridades. Continue lendo “Ações para proteção de nascentes”

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Lançamento: “Insurreição de Saberes”

Desenvolvido por pesquisadores do curso de especialização “Sociologia das Interpretações do Maranhão: povos e comunidades tradicionais, desenvolvimento sustentável e políticas étnicas”, que capacitou pesquisadores, gestores públicos, profissionais do movimento social, quilombolas e militantes para pensar a situação dos povos e comunidades tradicionais do Maranhão, o livro Insurreição de Saberes: práticas e pesquisas em comunidades tradicionais terá evento de lançamento no dia 31 de agosto, às 9h, no auditório do CECEN-UEMA-Maranhão.

Criado no ano de 2008 a partir de um convênio da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA/GESEA) com a Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e a Secretaria de Igualdade Racial (SEIR), o curso de Especialização “Sociologia das Interpretações do Maranhão: povos e comunidades tradicionais, desenvolvimento sustentável e políticas étnicas” capacitou pesquisadores, gestores públicos, profissionais do movimento social, quilombolas e militantes para pensar a situação dos povos e comunidades tradicionais do Maranhão. Continue lendo “Lançamento: “Insurreição de Saberes””

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‘Ameaça esquerdista’ – WikiLeaks revela Vaticano querendo governar América Latina

De acordo com o WikiLeaks, os EUA ajudam diretamente a Igreja Católica venezuelana como forma de neutralizar a influência de Chávez. Irmãos Castro e outros líderes de esquerda também preocupam o Vaticano

A eleição de presidentes esquerdistas na América Latina preocupou o Vaticano, conforme mostrou um documento diplomático escrito em 2007 e divulgado pelo Wikileaks. Em conversas entre o ex-embaixador norte-americano Francis Rooney no país e o cardeal argentino Leonardo Sandri, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi definido como “um perigo para os governos da América Latina”.

Segundo o despacho, Rooney e Sandri compartilhavam a ideia de que a Venezuela exerce um “influência nefasta” na região e ambos demonstraram “preocupação com Chávez e os outros esquerdistas”.
Para o Vaticano, os presidentes de esquerda que governam países da América Latina, como Chávez e os irmãos Fidel e Raúl Castro, em Cuba, estão “conectados entre si”. De acordo com Sandri, que também era prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais no Vaticano, o assunto despertou a preocupação do próprio Bento XVI, que na mesma época visitou o Brasil.  Continue lendo “‘Ameaça esquerdista’ – WikiLeaks revela Vaticano querendo governar América Latina”
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Chega ao fim à história de Marimop Suruí Paiter

A Nação Surui Paiter fica órfã de um grande homem, uma pessoa que carregava consigo um balaio de conhecimento sobre suas tradições, respeito à natureza e adaptação às bruscas mudanças em sua cultura impostas pelo contato compulsório com o mundo ocidental eurocêntrico.

Marimop Surui Paiter viveu no planeta Terra por mais de oitenta anos, não se sabe ao certo em que ano nasceu, isto não parecia importante para ele. Tempo suficiente para apreender as formas, ritos e sons de uma sociedade onde o bem estar coletivo era prioridade.

À época do contato com os “brancos”, Marimop já deveria ter quarenta e poucos anos, se pudéssemos ver, assitiríamos em seus olhos suas memórias dos tempos em que, com os seus, às margens de algum rio Amazônico, quando participava do Mapimaí (ritual de purificação inter-clãns Surui Paiter). Quando se defendia dos ataques de outros povos que eventualmente cruzavam os mesmos caminhos e interesses ou quando viu o homem branco pela primeira vez. Continue lendo “Chega ao fim à história de Marimop Suruí Paiter”

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