O contato com a sociedade não indígena nos trouxe uma dependência de artigos industrializados que se tornaram de primeira necessidade, tais como sabão, panelas de alumínio, anzol e outros. Para adquirir esses produtos, trocávamos nossos artefatos com comerciantes ou com a missão católica. Essas pessoas nos davam em troca os artigos industrializados, porém em quantidades e valores que nunca correspondiam ao real valor dos nossos produtos. Era sempre uma troca injusta, pois eram eles que ditavam o preço a ser negociado. Por exemplo, cestarias que demoravam meses para ficarem prontas eram trocadas por uma barra de sabão, ou um par de roupas usadas. Porém ao adquirirem nossos artefatos, esses comerciantes os vendiam com valor muito mais acima do que pagavam. Isso fez com que muitos artesãos se desanimassem e deixassem de produzir artesanatos, porque viam que seus produtos não tinham valor. Continue lendo “A Foirn e a valorização do artesanato indígena do rio Negro”










