A luta de classes no funcionalismo público, por Elaine Tavares

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Lá se vão três meses de greve nas universidades e o governo federal insiste em não garantir, nem reajuste, nem aumento real para os técnico-administrativos. Desde o início da mobilização, em junho, a proposta tem sido a mesma: 21% dividido em quatro anos, ou 10% divididos em dois. Nas duas propostas, o índice anual deverá ficar em torno de 5%, ou seja, abaixo da inflação. Nesse caso, os trabalhadores já saem da greve perdendo. Não bastasse isso os trabalhadores ainda tem de ouvir, por parte de jornalistas a soldo do poder, ou da sociedade mesma, que eles são os vagabundos e os que não querem negociar.

Na verdade, seria bem legal se as pessoas pudessem compreender que mesmo na categoria dos funcionários públicos, a luta de classes se expressa de maneira muito clara. Ou como diria Orwell, há funcionários públicos que são mais iguais que outros. Continue lendo “A luta de classes no funcionalismo público, por Elaine Tavares”

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Varoufakis: “Não abandonei o navio. Ele é que mudou de rumo”

Numa longa entrevista a um escritor grego-australiano, o ex-ministro das Finanças faz revelações surpreendentes, como o ambiente de depressão que encontrou no gabinete do primeiro-ministro na noite da vitória do “não”, em contraste com a euforia das ruas, e a confidência pessoal de Schäuble de que não assinaria o acordo se fosse o ministro grego.

Por Christos Tsiolkas*, The Monthly, no Esquerda.net

Descendo a rua do meu estúdio, nos subúrbios do Norte de Melbourne, há um pequeno café ao lado de uma tabacaria. Ambos são propriedade de australianos de origem grega. Na semana anterior ao povo grego ter votado se queria aceitar a nova rodada de medidas de austeridade exigidas pela troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) de forma a libertar fundos de resgate, os donos dos estabelecimentos afixaram nas montras uma série de folhas A4 em preto e branco. Cada folha tinha uma palavra em destaque, OXI – “não” em grego. Continue lendo “Varoufakis: “Não abandonei o navio. Ele é que mudou de rumo””

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Quem não reagiu também está morto, por Marcelo Semer

Em Justificando

Na semana que passou, Osasco, na grande São Paulo, amanheceu com a notícia de uma grande chacina. Dezoito pessoas foram mortas a sangue frio.

As investigações da polícia civil se iniciaram apontando para uma possível vingança de policiais militares a um latrocínio ocorrido na semana anterior. O modus operandi das execuções, a separação de vítimas por antecedentes criminais, as armas privativas, detalhes de calçados flagrados nas câmaras ajudam a engrossar a hipótese, que levou inúmeros PMs a serem ouvidos nos dias que se seguiram ao massacre. Guardas municipais também foram chamados pela polícia. Continue lendo “Quem não reagiu também está morto, por Marcelo Semer”

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Você é guiado pelo amor às suas próprias ideias ou pelo ódio ao outro?, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Se você faz um comentário crítico sobre uma política de um grupo A, o torcedor do grupo B posta que você é “gênio da raça”. No momento seguinte, ao fazer um comentário ácido sobre uma bandeira de B, o mesmo tercedor diz que você é o “maior débil mental da face da Terra”. Se você goza de C, o cara de B volta a dizer que você é rei. Para, depois, sugerir que seja “processado” e “morto” quando fala novamente de B, quando B dá margem para isso. Continue lendo “Você é guiado pelo amor às suas próprias ideias ou pelo ódio ao outro?, por Leonardo Sakamoto”

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Deputado do PSDB-RN quer limitar debate político dentro da sala de aula

Rogério Miranda propõe que professores que promoverem “assédio ideológico” devem ser presos

Por Tâmara Teixeira, em O Tempo

Uma das atividades preferidas dos alunos do professor de geografia Giovanni Pinto é a que simula um júri para tratar política e temas polêmicos em sala de aula, como a discussão sobre maioridade penal. Curiosos para participar dos debates sobre temas importantes para o país, os jovens enchem o educador de perguntas sobre corrupção e economia. Os debates na sala do docente e em dezenas de milhares de outras escolas Brasil afora – tão comuns, principalmente, nesse momento de crise –, podem, no entanto, virar caso de polícia. Continue lendo “Deputado do PSDB-RN quer limitar debate político dentro da sala de aula”

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Urânio contamina água na Bahia

Há 15 anos extração em única mina explorada na América Latina é feita pela Indústrias Nucleares do Brasil, estatal federal que sempre negava problema

Por André Borges e Dida Sampaio, no Estadão

CAETITÉ E LAGOA REAL (BA) – Uma tampa de ferro cobre a boca do poço, no sítio de Osvaldo Antônio de Jesus. A proteção enferrujada tem um furo no meio. Abaixo dela, um reservatório com 90 metros de profundidade está cheio d’água. Osvaldo ergue a tampa e aponta o líquido, um bem precioso para quem vive por esses cantos de Lagoa Real, no sertão da Bahia. Por cerca de um ano, foi esse o poço que garantiu boa parte do consumo diário de sua família. Há poucas semanas, porém, nenhuma gota pôde mais ser retirada dali. Sua água está contaminada por urânio. Continue lendo “Urânio contamina água na Bahia”

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Após denúncia, água contaminada por urânio é vetada

Ministra do Meio Ambiente mandou suspender consumo: presença de metal em poço na Bahia foi revelada por reportagem do ‘Estado’

Por André Borges, no Estadão

O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinaram a suspensão imediata do consumo da água dos poços da região onde foi constatada contaminação por alto teor de urânio na Bahia. A decisão de apuração imediata da situação foi ordenada diretamente pela ministra Izabella Teixeira, assim que ela soube da denúncia em reportagem publicada neste sábado no Estado. Continue lendo “Após denúncia, água contaminada por urânio é vetada”

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Miçangas no Museu: o mundo se faz de contas, por José Ribamar Bessa Freire

“Aí está a miçanga que nós chamamos de samura. Está certo que é o branco que fabrica, mas quando chega na mão do índio ela vai se transformando. Então, na medida que a mulher vai trabalhando, enfiando a miçanga, ela já está enfiando o conhecimento dela dentro da miçanga” (João Tiriyó).

Em Taqui Pra Ti

Parece até que foi encomendado. O vento forte e a chuva de granizo que caiu nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, perfumou o Museu do Índio com cheiro de terra molhada durante a abertura da mega-exposição “No caminho da miçanga – um mundo que se faz de contas”. O Museu estava até o tucupi de gente. Tinha gente saindo pelo Cunha. Cerca de 500 pessoas se acotovelavam para ver os conhecimentos enfiados pelas mulheres indígenas dentro de 700 peças de rara beleza confeccionadas com miçangas coloridas, além de fotos, filmes, hipertextos e instalações multimídia. Continue lendo “Miçangas no Museu: o mundo se faz de contas, por José Ribamar Bessa Freire”

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O Cerrado é onde manda quem é forte?

Fronteira agrícola avança no Oeste Baiano e proximidade já preocupa o território do Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu

Em Mosaico

Uma atuação descompassada com as políticas de conservação ambiental vem chamando a atenção nos últimos meses no Brasil, no que diz respeito aos conflitos e impactos em torno do ambiente do Cerrado brasileiro e seus povos e comunidades. A mola propulsora desse movimento está atrelada a cultura da soja, como vetor de expansão da fronteira agrícola em áreas do interior brasileiro, nos “gerais”, onde as populações do Cerrado estão constantemente ameaçadas. Continue lendo “O Cerrado é onde manda quem é forte?”

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Mais de 60 mil pessoas morreram no maior manicômio do Brasil

Por Manuela Castro, da TV Brasil

Ao longo do século passado, a única solução para pessoas com transtornos mentais era o isolamento em manicômios. O maior do Brasil foi o Colônia, que começou a funcionar em 1903, em Barbacena (MG). Lá, pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida numa trajetória de quase um século de desrespeitos aos direitos humanos.

Hiram Firmino foi um dos poucos jornalistas a entrar no hospício, no fim da década de 1970. Ele escreveu diversas matérias com denúncias sobre os horrores que viu no Colônia. “Mulher é um símbolo de beleza. Para mim, foi chocante ver as mulheres do hospício no chão, sujas, igual bicho, quase todas nuas, no meio de fezes, urina, rato, dormindo em capim. Agora ver as crianças no mesmo estado, com um pneu velho o dia inteiro, que era a única coisa que tinham para brincar, foi ainda pior”, desabafa o jornalista. Continue lendo “Mais de 60 mil pessoas morreram no maior manicômio do Brasil”

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