Preso na Febem quando adolescente, professor universitário denuncia prejuízos da redução da maioridade penal

Cristiano Morsolin – Adital

O professor doutor Roberto da Silva, docente do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), foi uma criança internada e privada de sua liberdade na Febem [Fundação Estado do Bem Estar do Menor] de São Paulo. Já adulto, ativou uma campanha de mobilização internacional, que teve como resultado o fechamento dessa entidade estatal, denunciada pela Anistia Internacional como lugar de abuso policial. Ele sabe bem o que é a violência institucionalizada do Estado e fala sobre os efeitos negativos da redução da maioridade penal no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional. Continue lendo “Preso na Febem quando adolescente, professor universitário denuncia prejuízos da redução da maioridade penal”

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Um negro em eterno exílio, por Eliane Brum

A longa travessia de Carlos Moore, o ativista e intelectual que denunciou o racismo em Cuba e passou a vida perseguido pelos dois lados da Guerra Fria, até chegar ao Brasil e encontrar um país mergulhado numa crescente tensão racial

Eliane Brum* – El País

Aos 22 anos, Carlos Moore já tinha vivido mais do que a maioria das pessoas numa existência inteira. Já tinha conhecido a fome e a violência na pequena cidade cubana onde nasceu, já tinha desejado não ser preto e se esforçado por alisar o cabelo, clarear a pele com produtos arriscados e desachatar o nariz com prendedores, já tinha emigrado para os Estados Unidos e descoberto a luta pelos direitos civis, já tinha se apaixonado por Patrice Lumumba, o célebre líder congolês, e planejado um atentado ao consulado belga em Nova York para vingar-se de seu assassinato, já tinha se encantado com a revolução depois de um encontro com Fidel Castro, já tinha se tornado comunista e voltado a Cuba para colaborar com o processo revolucionário, já tinha descoberto que o regime cubano era tão racista quanto aquele que tinha derrubado, já tinha sido encarcerado uma vez por denunciar que o racismo persistia na revolução, já tinha sido condenado a quatro meses num campo de trabalhos forçados uma segunda vez pelo mesmo motivo, depois de abordar o próprio Fidel Castro em público, já tinha feito uma confissão, para não ser morto, de que havia se equivocado e de que não havia racismo em Cuba, já tinha se refugiado na embaixada da Guiné quando percebeu que seria executado de qualquer modo, já tinha fugido para o Egito e depois para a França, sem nenhum documento, já tinha sido rejeitado por um Jean-Paul Sartre convencido de que ele era “agente do imperialismo”, já tinha sido acolhido por um dos ideólogos da negritude, o grande poeta surrealista martinicano Aimé Césaire, já tinha virado segurança do ativista negro Malcolm X, quando este esteve em Paris, e já tinha sofrido de todas as formas pelo seu assassinato. Isso tudo aconteceu até os seus 22 anos. Depois, aconteceu muito mais. Continue lendo “Um negro em eterno exílio, por Eliane Brum”

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“El Gobierno nos está haciendo pelear entre hermanos”

ORIAP, la organización cuya participación en la consulta previa del lote petrolero 192 el Estado peruano legitimó, fue la causante de un enfrentamiento entre nativos el jueves último. Así lo denunció Tedy Guerra, apu de la comunidad de Nuevo Andoas, en la cuenca del río Pastaza

Servindi, 31 de agosto, 2015.- El jueves 27 de agosto, un grupo de personas ingresó violentamente a la sede de reunión de la comunidad nativa Nuevo Andoas, en Loreto, generando un enfrentamiento entre dicho grupo y cerca de cincuenta nativos de la comunidad, entre hombres y mujeres. Continue lendo ““El Gobierno nos está haciendo pelear entre hermanos””

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Boaventura: Para ler em 2050

“Por isso, aconteceu o que aconteceu. O quão terrível foi está inscrito no modo como tentamos curar as feridas da carne e do espirito ao mesmo tempo que reinventamos uma e outro”

Por Boaventura de Sousa Santos – Outras Palavras

Quando um dia se puder caracterizar a época em que vivemos, o espanto maior será que se viveu tudo sem antes nem depois, substituindo a causalidade pela simultaneidade, a história pela notícia, a memória pelo silêncio, o futuro pelo passado, o problema pela solução. Assim, as atrocidades puderam ser atribuídas às vítimas, os agressores foram condecorados pela sua coragem na luta contra as agressões, os ladrões foram juízes, os grandes decisores políticos puderam ter uma qualidade moral minúscula quando comparada com a enormidade das consequências das suas decisões. Foi uma época de excessos vividos como carências; a velocidade foi sempre menor do que devia ser; a destruição foi sempre justificada pela urgência em construir. O ouro foi o fundamento de tudo, mas estava fundado numa nuvem. Todos foram empreendedores até prova em contrário, mas a prova em contrário foi proibida pelas provas a favor. Houve inadaptados, mas a inadaptação mal se distinguia da adaptação, tantos foram os campos de concentração da heterodoxia dispersos pela cidade, pelos bares, pelas discotecas, pela droga, pelo facebook. Continue lendo “Boaventura: Para ler em 2050”

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Seppir inaugura casas do Minha Casa Minha Vida em comunidade quilombola de Pernambuco

A atividade fez parte da cerimônia simultânea de inauguração de unidades habitacionais do programa em quatro estados, com a participação da presidenta Dilma Rousseff

SEPPIR

A ministra Nilma Lino Gomes representou, na tarde da última sexta-feira (28), a presidenta Dilma Rousseff na cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida na comunidade quilombola Angico, em Bom Conselho, no estado de Pernambuco, onde foram entregues 141 moradias. Continue lendo “Seppir inaugura casas do Minha Casa Minha Vida em comunidade quilombola de Pernambuco”

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Enquanto se intensificam os ataques contra os povos indígenas no MS, governo federal segue inerte

No Cimi

Na noite deste domingo, 30, por volta das 21 horas, famílias indígenas de Ñanderú Marangatú sofreram novamente com ataques paramilitares de fazendeiros armados e seus jagunços. Os indígenas, fragilizados, famintos e aterrorizados, não esboçaram resistência, pois segundo eles o que houve ontem à noite “não foi confronto, foi uma nova tentativa de massacre”.

Desta vez o acampamento de retomada das famílias Guarani e Kaiowá foi invadido por mais de 60 pistoleiros, que entraram realizando disparos e ameaçando crianças, velhos, mulheres e homens. O novo ataque foi realizado sobre o território sagrado de Ñanderú Marangatú, na local onde se encontra a fazenda denominada Piquiri, sobreposta aos 9.300 hectares de chão tradicional homologados pela Presidência da República. Continue lendo “Enquanto se intensificam os ataques contra os povos indígenas no MS, governo federal segue inerte”

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MS pede ação do Exército em área de conflito entre indígenas e fazendeiros

Nota: seria cômico se não fosse ridícula, em vez de trágica, a atual tentativa da imprensa empresarial de manipular o sentido das palavras, transformando em “retomada” a ação dos por ela chamados de “proprietários rurais”. Como pode ser visto no exemplo abaixo, agora indígenas “invadem” e “ocupam”; ruralistas, jagunços e pistoleiros “retomam”. Como se não bastasse, as referências a Simião Vilhalva, o jovem assassinado, são tão cheias de condicionais (como se não bastasse as declarações de advogados e políticos, ontem, de que o corpo teria de 24 a 36 horas de morto), que só falta efetivamente dizerem ter ele cometido suicídio! (Tania Pacheco).

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Pedido foi enviado nesta segunda-feira (31) à Presidência da República. Indígena foi morto a tiros em área de conflito em Antônio João, no sábado.

Por Gabriela Pavão do G1 MS

O governo de Mato Grosso do Sul quer que o Exército atue na área de conflito entre indígenas e fazendeiros na região de Antônio João, a 301 km de Campo Grande, onde um indígena foi morto a tiros no sábado (29). A informação foi divulgada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nesta segunda-feira (31), após reunião com representantes da segurança pública. Continue lendo “MS pede ação do Exército em área de conflito entre indígenas e fazendeiros”

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OAB MS: Nota de Esclarecimento e Crítica à demora do Governo Federal na resolução de conflitos de terra

“A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) informa a nomeação de um grupo de observadores que seguirá nesta segunda-feira (31) para o município de Antônio João com a finalidade de acompanhar in loco o conflito entre indígenas e proprietários rurais. A OAB/MS ressalta ainda a indispensável intervenção do Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, para solucionar o conflito”.

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OAB/MS critica demora do Governo Federal na resolução de conflitos de terra em MS

OAB MS

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Júlio Cesar Souza Rodrigues, classifica como irresponsável o descaso do Governo Federal na resolução de conflitos no Estado. Neste final de semana, houve evidências de violência no conflito entre indígenas e proprietários rurais, no município de Antônio João. Continue lendo “OAB MS: Nota de Esclarecimento e Crítica à demora do Governo Federal na resolução de conflitos de terra”

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STF deverá julgar demarcação da terra indígena no Morro dos Cavalos

A legalidade da demarcação da terra indígena no Morro dos Cavalos, na Grande Florianópolis, somente poderá ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Portal da Ilha

A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre, que, na quinta-feira, 27/08, anulou sentença de primeira instância que tinha considerado lícita a demarcação, em ação popular que questionava o ato da União. Continue lendo “STF deverá julgar demarcação da terra indígena no Morro dos Cavalos”

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Povo Gamela manifesta solidariedade aos Guarani e Kaiowá de Ñanderú Marangatú

Povo Gamela do Maranhão, no Cimi

CARTA AOS PARENTES GUARANY E KAIOWÁ

Parentes, nós, Povo Gamela, do estado do Maranhão, sentimos profundamente a dor dos parentes Guarani e Kaiowá do TEKOHA ÑANDERU MARANGATU – ANTONIO JOÃO, Mato Grosso do Sul, por causa dos ataques de pistoleiros/fazendeiros que assassinaram a jovem liderança SIMIÃO VILHALVA. Continue lendo “Povo Gamela manifesta solidariedade aos Guarani e Kaiowá de Ñanderú Marangatú”

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