APIB convoca mobilização nacional em defesa da Constituição Federal, dos Direitos Indígenas e da Mãe Natureza

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A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), composta pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Articulação dos Povos Indígenas do Sul (Arpinsul), Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE), Conselho dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul e pela Grande Assembleia do Povo Guarani (ATY GUASU), que, por sua vez, reúnem na sua base centenas de associações e comunidades indígenas, considerando:

– Que os direitos constitucionais dos povos indígenas, dos quilombolas e de outras populações tradicionais, assim como os seus territórios, encontram-se sob forte ataque por parte de interesses econômicos poderosos, que defendem o seu direito à propriedade mas não respeitam os nossos direitos coletivos à nossa terra sagrada, e ainda querem tomar para si as terras públicas e os seus recursos naturais;

– Que há uma ofensiva legislativa sendo promovida pela bancada ruralista contra os direitos originários dos nossos povos, os direitos de outras populações tradicionais e os direitos de todos os brasileiros ao meio ambiente saudável, por meio de dezenas de projetos de lei e emendas à Constituição – em especial a PEC 215/00, PEC 237/13, PEC 038/99, PL 1610/96 e PLP 227/12 – que afrontam, inclusive, acordos internacionais assinados pelo Brasil, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e a Declaração da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas; Continue lendo “APIB convoca mobilização nacional em defesa da Constituição Federal, dos Direitos Indígenas e da Mãe Natureza”

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MT – ‘Produtores rurais’ e jagunços fecham cidade, queimam casas de retireiros e ameaçam pesquisadores da UFMT, em conflito por terras da União

Casa de retireiro foi queimada em Luciara em conflito por terras da União. Foto: Associação dos Retireiros do Araguaia
Interior de casa de retireiro incendidada em Luciara, em conflito por terras da União. Foto: Associação dos Retireiros do Araguaia

Polícia informou que acesso à Luciara (MT) está impedido há três dias. ‘Fazendeiros’ e retireiros estão em conflito por áreas da União, disse ICMBio.

Por Pollyana Araújo, do G1 MT

Duas casas de moradores de comunidades localizadas em terras da União, em Luciara, a 1.180 quilômetros de Cuiabá, foram queimadas durante um conflito envolvendo retireiros e fazendeiros. Uma delas foi incendiada na manhã deste domingo (22) e outra, de propriedade do presidente da Associação dos Retireiros do Araguaia, Rubem Taverny Sales, na noite de quarta-feira (18). De um lado, os sitiantes defendem a criação de uma reserva florestal e, de outro, outros proprietários de terras temem ser expulsos do local, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A Polícia Militar do município informou ao G1 que os manifestantes, que fazem parte da Associação de Produtores Rurais da Região, estão bloqueando as estradas de acesso ao município desde a última quinta-feira (19). A polícia disse não ter sido comunicada sobre o protesto contra a criação dessa reserva. A reportagem não localizou o presidente dessa associação neste domingo. Continue lendo “MT – ‘Produtores rurais’ e jagunços fecham cidade, queimam casas de retireiros e ameaçam pesquisadores da UFMT, em conflito por terras da União”

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Chile lembra 40 anos da morte de Neruda e apura possível assassinato

Neruda.jpgProcesso apura se poeta foi morto pela ditadura de Pinochet. Neruda morreu poucos dias após o golpe que derrubou Salvador Allende

Da AFP/G1

O Chile lembra, na próxima segunda-feira, (amanhã, 23), os 40 anos da estranha morte do Nobel de Literatura Pablo Neruda, com a exumação dos restos mortais e um processo judicial para descobrir se ele foi assassinato pela ditadura de Augusto Pinochet.

Neruda, que além de poeta foi diplomata e senador pelo Partido Comunista, morreu em 1973, 12 dias depois do golpe que derrubou seu amigo, o presidente socialista Salvador Allende.

O atestado de óbito indica um agravamento do câncer de próstata que Neruda sofria como a causa de sua morte. Mas, em abril passado, os restos mortais foram exumados para verificar se ele foi assassinado com uma injeção misteriosa inoculada na mesma clínica onde morreu anos depois o ex-presidente Eduardo Frei, como denuncia o seu ex-motorista Manuel Araya.

Um dia após a morte, Neruda deveria viajar ao México, onde pretendia se exilar e mobilizar a oposição de Augusto Pinochet. Continue lendo “Chile lembra 40 anos da morte de Neruda e apura possível assassinato”

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O menino da guerrilha que o Brasil esqueceu

D. Maria mostra a única pista que tem do militar que levou Miraci: o nome e a sigla do 23º Batalhão
D. Maria mostra a única pista que tem do militar que levou Miraci: o nome e a sigla do 23º Batalhão

Garoto de 1 ano foi levado de casa por militares durante a guerrilha do Araguaia em 1972, e nunca mais foi visto. A mãe ainda chora e sonha em encontar o filho roubado

Por Alessandra Mello, no Estado de Minas

São Geraldo do Araguaia (PA) e Xambioá (TO) – Faltando 10 dias para completar 1 ano de vida, Miraci Bezerra, um menino “bem alvinho, dos olhinhos quase azuis”, foi levado de sua mãe, dona Maria Bezerra de Oliveira, de 83, na época com 42 anos. Desde então nunca mais foi visto. Era 7 de outubro de 1972. Abandonada pelo marido, dona Maria morava sozinha em Santa Cruz, povoado na zona rural de São Geraldo do Araguaia, no Pará, com seus cinco filhos. “Foi no tempo da guerra”, afirma, se referindo à guerrilha do Araguaia, menção ao rio de mesmo nome na divisa dos estados do Pará e Tocantins (na época Goiás), que batizou um dos maiores focos de resistência ao regime militar na Amazônia. Continue lendo “O menino da guerrilha que o Brasil esqueceu”

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De surpresa, com banda e música de carnaval, manifestantes “abrem alas” e invadem área externa do Palácio Guanabara esta madrugada!

No início da madrugada do dia 22 de setembro de 2013, após a realização de um Baile de Máscaras na Praça São Salvador, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, um grupo de manifestantes conseguiu de surpresa invadir o Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.

Durante o tempo que passaram nas varandas do edifício, o grupo que foi acompanhado por uma banda, gritava palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral, em ritmo de marchas de carnaval. Alguns manifestantes entraram em um dos halls do prédio e foram retirados rapidamente pela guarda palaciana que no momento da invasão só contava com quatro soldados no plantão. Continue lendo “De surpresa, com banda e música de carnaval, manifestantes “abrem alas” e invadem área externa do Palácio Guanabara esta madrugada!”

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Eu sou! E você? Este blog também é Xakriabá!

Xakriabá eu também sou

O Povo Xakriabá, maior etnia de Minas Gerais,cansado de esperar a FUNAI e demais órgãos responsáveis,iniciou processo de retomada de seu território no dia 01 de setembro. Desde 2007 relatórios antropológico e fundiário da área reivindicada foram concluídos. Falta vontade política! Enquanto isso, ruralistas incitam preconceito e ameaçam o Povo Indígena. O clima é de tensão

Um pouco da história do Povo Xakriabá, em Eu também sou Xakriabá

Como todos os povos indígenas do Brasil sua história passa a ser contada a partir da origem de seu nome. E com o povo Xakriabá não é diferente.  É definido pelo Handbook of Soth American Indians [1] como filiados ao trônco lingüístico jê, e subdivisão Akwên originários da parte meridional das terras entre o Rio São Francisco e o rio Tocantins. Continue lendo “Eu sou! E você? Este blog também é Xakriabá!”

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Presença do negro na educação

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Por Raiz Africana/Raça Brasil

Apesar de ter sido promulgado apenas em 2003, o projeto de transformar a história e a cultura da África em parte permanente da grade curricular brasileira teve uma trajetória longa. Na década de 40, Abdias do Nascimento tratava do assunto no teatro (onde protagonizou “Orfeu da Conceição”, entre outras peças com temática racial), sendo depois exilado durante a ditadura por seu “pensamento subversivo”. Seu exemplo inspirou muitos intelectuais e dramaturgos da cena cultural brasileira, que continuaram o processo de disseminação da identidade afrobrasileira mesmo durante o Regime Militar. Por esse esforço, ganhou-se na Assembleia Constituinte de 88 o devido respeito: as declarações antirracistas impressas na Carta Magna foram, sem dúvida, a maior vitória que a militância alcançou em uma centena de anos.

Anunciados os direitos, surgiu a necessidade de legislação específica para fazê-los existir. Mais 15 anos tiveram que passar antes que os então deputados Esther Grossi e Ben-Hur Ferreira dessem forma à Lei 10.639, que propôs a inclusão nas escolas do estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. Ela tramitou sob clima hostil nas Casas Legislativas, mas acabou aprovada por deputados e senadores em 2002, tornando-se a primeira lei assinada pelo então presidente Lula. Continue lendo “Presença do negro na educação”

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Médica cubana é recebida presentes e festa no interior de SP, mas não poderá começar a trabalhar amanhã, graças ao Cremesp

A médica cubana Silvia Maria Blanco, 44, é homenageada ao chegar para trabalhar em Santo Antônio de Posse, no interior paulista. Foto: Apu Gomes - Folhapress
A médica cubana Silvia Maria Blanco, 44, é homenageada ao chegar para trabalhar em Santo Antônio de Posse, no interior paulista. Foto: Apu Gomes – Folhapress

Blanco, contudo, ainda não poderá começar a trabalhar na segunda-feira (23), porque o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) não emitiu nenhum dos 55 registros provisórios solicitados no Estado pelo Ministério da Saúde, para médicos formados no exterior que vão participar do programa

Lucas Sampaio, enviado especial da Folha

A cidade de Santo Antônio de Posse, na região de Campinas (SP), recebeu neste sábado (21) a médica cubana que chegou para trabalhar no município por meio do programa Mais Médicos, do governo federal. Continue lendo “Médica cubana é recebida presentes e festa no interior de SP, mas não poderá começar a trabalhar amanhã, graças ao Cremesp”

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Para socióloga estadunidense, médico brasileiro teme concorrência com cubano

Feinsilver
“Cubanos têm uma ideologia muito diferente da dos brasileiros”, diz a socióloga

Cármen Guaresemin e Camila Neuman, do UOL, em São Paulo

Estudiosa da diplomacia médica cubana, a socióloga [estadunidense] Julie Feinsilver, formada pela Universidade de Yale, é uma exceção em seu país. Admiradora da medicina praticada no país governado pelos irmãos Raúl e Fidel Castro, ela lançou em 1993 o livro “Healing the Masses” (“curando as massas”, em tradução livre), no qual abordava o modelo implantado na ilha.

Hoje, tanto o livro como artigos da socióloga se transformaram em referências para quem quer se aprofundar em medicina cubana. Feinsilver, que vive em Washington, já contou em entrevistas que teria sido vigiada pela CIA e FBI, com direito a telefone grampeado.

“Acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres”, disse Feinsilver em entrevista, por e-mail, aoUOL. “Houve protestos por parte de algumas sociedades médicas por causa de um medo infundado: a concorrência.”

UOL – No Brasil, o salário de um médico cubano que participa do programa Mais Médicos será de R$ 10.000, ou cerca de US$ 4.000. No entanto, 85% desse valor vai para o governo cubano. Cuba sempre faz esse tipo de acordo?

Julie Feinsilver – Sim, o governo oferece educação gratuita e muito mais para os médicos, e atua como um headhunter encontrando os postos de trabalho e gerenciando a contratação. Em um país capitalista, os profissionais pagariam impostos por todos os serviços e necessidades sociais básicas fornecidas, além de uma taxa para o headhunter. Não é razoável que o governo cubano negocie um acordo que seja bom para ele e para os médicos? Continue lendo “Para socióloga estadunidense, médico brasileiro teme concorrência com cubano”

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A dor do outro, por Elaine Tavares

mercadoEm Palavras Insurgentes

Tenho um amigo que diz que a dor singular não deve nos comover, que precisamos atentar para o coletivo. Mas, adelmiana que sou, é do singular que eu caminho para o universal. Talvez, por isso, a dor do outro, que tem nome e sobrenome, me toque tão profundo. Penso firmemente que na história de uma pessoa singular está escondido o mundo. Daí que toda história pode ser um caminho para se entender o universal.
Na madrugada dessa sexta, alguém, talvez um pequeno grupo de jovens, agrediu de forma brutal um homem bom. Não sei o seu nome, mas todos os dias eu o vejo. Sentado como um rei africano, muito ereto, olhar fixo em alguma coisa que me escapa. Seu rosto é como uma esfinge e os olhos, perdidos, são como um lago profundo, escuro, e repleto de imagens que só a ele compete ver. O cabelo é branco e comprido. As roupas em trapos. Ainda assim, há uma majestade nele. Não o vejo pedindo, ou falando com alguém, nada. Sempre que passo no centro lá está ele, sentado, impávido, mergulhado no mundo interior. Hoje pela manhã o encontraram, o rosto sangrando, o olho vazado. “Não sei o que aconteceu. Eu acordei assim”.
Testemunhas falaram de quatro jovens a dar-lhe pontapés. E ele, tão abandonado em si mesmo, que nem se apercebeu. Chamam-no de o “Barba”, por ostentar uma barba longa. Não fala com ninguém, ninguém sabe de sua história. É um homem só. Ao vê-lo ali, indefeso e assombrado com a maldade humana, bate aquela desesperança com a raça. O que leva um guri a ver um homem pobre como um nada? Por que aquele que está na rua, sabe-se lá porque, precisa ser eliminado? O que temem os que veem os pobres como lixo?  Continue lendo “A dor do outro, por Elaine Tavares”
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