Historiador caça torturadores baseado na decisão do STF de que enquanto sequestrado não aparecer crime não prescreve

Ele vive de caçar torturadores. Jair Krischke persegue ex-agentes há 4 décadas

Por Leonencio Nossam em O Estado de S.Paulo

O historiador gaúcho Jair Krischke, 74 anos, é um caçador de criminosos das ditaduras latino-americanas. Referência da luta por direitos humanos no continente, ele está por trás dos processos de extradição de ex-agentes uruguaios e argentinos julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

Tido como ativista independente e rigoroso, conhecedor das legislações estrangeiras, Krischke – que desde o período de repressão no Brasil já defende as vítimas de agentes da ditadura – tem acionado a Polícia Federal e outros órgãos de governo para que entreguem a Buenos Aires e Montevidéu os acusados de crimes contra a humanidade. Em conversa com o Estado, ele revela que, no momento, está à caça de um ex-agente uruguaio refugiado em uma cidade brasileira.

Krischke sabe que, para garantir a extradição, precisa provar que o homem que procura sequestrou algum militante político. Na interpretação do STF, o crime de sequestro de uma pessoa ainda desaparecida não prescreve. Os crimes de tortura e homicídio prescrevem em 20 anos. “Se a pessoa não for acusada por desaparecimento, que é crime permanente, o resto prescreve”, lamenta o historiador. Segundo ele, o Brasil “é o país da impunidade, por isso que eles (ex-agentes) vêm para cá”. Continue lendo “Historiador caça torturadores baseado na decisão do STF de que enquanto sequestrado não aparecer crime não prescreve”

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Análise: Bois e bodes na pior seca dos últimos 60 anos

NÃO VAI FICAR NENHUMA VACA.
Foto republicada de novembro de 2012. Autoria não identificada

Por Eduardo Scolese, coordenador da Agência Folha

A atual seca no semiárido é uma das mais duras dos últimos 60 anos, mas chegar à essa conclusão por causa daquelas clássicas imagens de bois e vacas mortos na caatinga não faz sentido.

As duas constatações acima são de gente que entende e convive com o tema. A primeira é do Instituto Nacional de Meteorologia. Continue lendo “Análise: Bois e bodes na pior seca dos últimos 60 anos”

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Espionagem dos EUA intercepta proposta de Brasil e Alemanha por sanções na ONU

 

 Snowden denunciou a rede de espionagem dos EUA também na China e em Hong Kong
Snowden denunciou a rede de espionagem dos EUA também na China e em Hong Kong

Correio do Brasil

Contatos entre o Brasil e a Alemanha para a formulação de uma diretriz das Nações Unidas (ONU) contra a espionagem que os EUA vêm promovendo às economias destes dois países, entre outros nos demais quadrantes do planeta, foram captados pela Agência Nacional de Segurança (NSA). Os dados foram passados, em forma de boletim, para segmentos ligados à inteligência norte-americana, na noite passada, segundo nota de contrainformação que circulou por Brasília, à qual o Correio do Brasil teve acesso apenas para observação.

Neste sábado, o presidente Barack Obama viu estampado, na internet, que seus tradicionais parceiros no Ocidente estão preparando uma resolução para a Assembleia-Geral da ONU que vai exigir “o fim da espionagem excessiva e da invasão de privacidade”, disse um diplomata, também em caráter confidencial, depois que o espião de agências de inteligência dos Estados Unidas revelou grandes programas de vigilância internacionais. Continue lendo “Espionagem dos EUA intercepta proposta de Brasil e Alemanha por sanções na ONU”

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MS – Na retomada da TI Yvy Katu, Guarani Kaiowá são cercados e atacados por jagunços. Mas resistem

Ivy Katu - mulheres e crianças

Baseado em Informes da Aty Guasu, postados no início da madrugada de hoje, 27 de outubro:

Informativo da Aty Guasu 1: Na Yvy Katu, em Japorã, MS, agentes da segurança particular Gaspem armados começam a disparar armas de fogo nas comunidades Guarani e Kaiowá. Agora à noite [por volta das 23 horas], cercaram a área da comunidades e já lançaram mais de 150 tiros sobre os Guarani Kaiowá. Segundo a comunidade, os pistoleiros estão a cerca de duzentos metros, e  a “cada meia hora, agentes da Gaspem lançam 50 tiros nas vidas da crianças, mulheres, idosos”.

“Não vamos correr, não. Já estamos em nossa terra; vamos morrer todos aqui”, reafirma a comunidade diante de centenas de tiros em direção de suas vidas. “Se acertassem já teriam matado mais de duzentos indígenas” comunica comunidade Guarani e Kaiowá. Continue lendo “MS – Na retomada da TI Yvy Katu, Guarani Kaiowá são cercados e atacados por jagunços. Mas resistem”

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Uma chacina mata sete no Rio. Mas quem se importa de verdade?, por Leonardo Sakamoto

Luto-300x225Blog do Sakamoto

Preste atenção nesta notícia:

Sete pessoas foram vítimas de uma chacina em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na última quinta (24). Os assassinos, provavelmente milicianos vestidos de preto, portavam pistolas e fuzis e não foram identificados.

Leu? Pois bem, em alguns dias ou semanas você já terá a esquecido e nem vai ouvir falar sobre o caso porque ele acabou soterrado entre tantas outras mortes sem sentido nas grandes cidades e no interior do país.

Vez ou outra um caso é adotado pela mídia ou pelos movimentos sociais e se mantém vivo, servindo de símbolo contra a violência policial ou visando repudiar organizações criminosas. Essa adoção é justa, claro, mas não deve ser encarada como um fim para si mesma e sim um instrumento para alguma coisa. A busca por uma resposta no caso do desaparecimento, tortura e morte de Amarildo serve também como instrumento para fazer Justiça sobre os casos que vieram antes dele, além de garantir que não ocorram outros depois.

Porque há um rosário de gente assassinada ao lutar por seus direitos que permanece anônima. Como anônimo viveu e morreu este trabalhador da foto abaixo que, cansado de lutar contra a servidão que lhe foi imposta, fugiu da fazenda e acabou atingido e enterrado em uma vala comum. A mesma vala comum para onde vão as lideranças sociais ou pessoas comuns que estavam na hora errada e no lugar errado, mas que lá permanecem porque não houve ninguém a denunciar o seu paradeiro ou, mesmo havendo, não conseguiu-se obter a atenção da mídia e do poder público. Este sujeito, apelidado de “Negão Maranhense”, não tinha documentação civil básica, não existia para o Estado. Nasceu e morreu como um fantasma – fantasma que não deixou de dar sua contribuição, pelo suor e pela pedra, ao desenvolvimento econômico da pecuária brasileira. Continue lendo “Uma chacina mata sete no Rio. Mas quem se importa de verdade?, por Leonardo Sakamoto”

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Falta médico em cidade amazônica que oferece salário de até R$ 40 mil

Vista área do município de Pacajá, localizado às margens da transamazônica no sudoeste paraense
Vista área do município de Pacajá, localizado às margens da transamazônica no sudoeste paraense

A prefeitura do município de Pacajá (355 km de Belém), localizado às margens da transamazônica no sudoeste paraense, oferece mais de R$ 40 mil para médicos que quiserem trabalhar por lá, mas mesmo assim não consegue completar o quadro mínimo de profissionais para atender a população.  Continue lendo “Falta médico em cidade amazônica que oferece salário de até R$ 40 mil”

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‘Dilma tem grande insensibilidade social’, diz Boaventura

Foto: Fabio Braga/Folhapress
Foto: Fabio Braga/Folhapress

Referência de militantes de esquerda em todo o mundo, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos diz que há retrocessos em segmentos dos direitos humanos no Brasil e critica a presidente Dilma por demonstrar “insensibilidade social”. Segundo ele, isso fica “ainda mais evidente por conta […] do estilo Lula, que era de muito mais aproximação com os movimentos sociais”.

Para Boaventura, no entanto, Marina Silva (PSB) não representa uma alternativa para a esquerda. Ele diz que sua eleição fortaleceria correntes religiosas conservadoras. Além disso, entende que, na economia, Marina seria um retorno ao que havia antes de de Lula. “Ela é uma cara nova para a direita”, afirma. Continue lendo “‘Dilma tem grande insensibilidade social’, diz Boaventura”

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Mulheres do Rio Negro: A Avó do Mundo, por José Ribamar Bessa Freire

Bessa 1Em Taqui Pra Ti

Durante uma semana, de 16 a 22 de outubro, convivi com três índias em Canafé, no município de Santa Isabel (AM). Adelina Sampaio, Larissa Duarte e Adilma Lima participaram com mais 50 índios do II Curso de História Indígena no Médio e Alto Rio Negro. Elas são netas legítimas da Ye´pá-Bahuári-Mahsõ, a Avó do Mundo que criou o universo, tarefa realizada em outras mitologias por um Deus masculino, descartado no mito Tukano porque, sem útero, não pode fazer gentes. Aqui quem cria o mundo e gera os primeiros seres é uma entidade feminina. Faz sentido. Continue lendo “Mulheres do Rio Negro: A Avó do Mundo, por José Ribamar Bessa Freire”

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BA – Ativistas acusam Demétrio Magnoli de racismo e impedem fala de palestrante na Flica

Manifestantes não aceitam  participação do sociólogo Demétrio Magnoli
Manifestantes não aceitam participação do sociólogo Demétrio Magnoli

Da Redação de A Tarde, com informações de Verena Paranhos

Ativistas do movimento negro protestam na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece no município do Recôncavo Baiano até este domingo, 27. Cerca de 30 manifestantes interromperam a mesa “Donos da Terra? – Os Neoíndios, Velhos Bons Selvagens” com o sociólogo Demétrio Magnoli e a historiadora Maria Hilda Baqueiro Paraíso logo após o início da discussão.

O grupo acusa o sociólogo, que é contra a política de cotas para negros, de ser racista. Por isso, eles não aceitam que Demétrio, que também é colunista dos jornais Estado de São Paulo e Globo, participe do evento. Continue lendo “BA – Ativistas acusam Demétrio Magnoli de racismo e impedem fala de palestrante na Flica”

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Ameaças contra a retomada Tekoa Eukalipto

Em Passa Palavra

Membros da aldeia Tenondé-Porã, junto com os krukutus, estão em luta para retomar uma área abandonada que lhes pertencia há algumas décadas, localizada no extremo sul de São Paulo. No dia 16 de outubro eles ocuparam essa área, e alguns dias depois foram disparados tiros contra o acampamento, as barracas foram destruídas e as ferramentas jogadas num rio que cruza o terreno.

Diante disso, ao invés de desistir, os guaranis reforçaram a presença na área, e intensificaram a luta. Todo apoio à retomada das terras indígenas! Vida longa à Tekoa Eukalipto! Todo Poder ao Povo!

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