
Nota compara cenas dos jovens negros submetidos à crueldade aos trágicos tratamentos utilizados no Brasil escravocrata
SEPPIR – Divulgadas esta semana, as imagens dos jovens negros, nus, espancados e, um deles acorrentado pelo pescoço a um poste, e o outro amarrado com rosto virado para o chão sob o sol quente, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, chocam, doem na alma e indignam aqueles que acreditam na democracia, e nas lutas contra o racismo e por um mundo fraterno e solidário. Apesar de passados mais de 100 anos, as cenas dos jovens negros submetidos à crueldade exposta nos remetem aos trágicos tratamentos utilizados no Brasil escravocrata.
Em plena Democracia, nada pode autorizar ou justificar tamanha violência. A atuação destes “justiceiros” pode ser equiparada à formação de milícias, o que é intolerável e contra a lei. A violência não colabora com o estabelecimento da justiça.
Também é lamentável, perversa e perigosa a aprovação dada à ação destes “justiceiros” por uma parcela da população, seja na internet, nas redes sociais e até mesmo nos meios de comunicação tradicionais, como a televisão. É uma verdadeira irresponsabilidade sentenciar sem provas, reforçar preconceitos, legitimar a barbárie e incitar a violência. Mais do que a agressão física, o respaldo à desumanidade das agressões psicológicas e simbólicas que aqueles jovens sofreram nos causa profunda indignação. Continue lendo “SNJ repudia ação de “justiceiros”: “A violência não colabora com o estabelecimento da justiça””







