SNJ repudia ação de “justiceiros”: “A violência não colabora com o estabelecimento da justiça”

A história de um grande país só se faz com a sua Juventude Viva - slogan da campanha Juventude Viva
A história de um grande país só se faz com a sua Juventude Viva – slogan da campanha Juventude Viva

Nota compara cenas dos jovens negros submetidos à crueldade aos trágicos tratamentos utilizados no Brasil escravocrata

SEPPIR – Divulgadas esta semana, as imagens dos jovens negros, nus, espancados e, um deles acorrentado pelo pescoço a um poste, e o outro amarrado com rosto virado para o chão sob o sol quente, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, chocam, doem na alma e indignam aqueles que acreditam na democracia, e nas lutas contra o racismo e por um mundo fraterno e solidário. Apesar de passados mais de 100 anos, as cenas dos jovens negros submetidos à crueldade exposta nos remetem aos trágicos tratamentos utilizados no Brasil escravocrata.

Em plena Democracia, nada pode autorizar ou justificar tamanha violência. A atuação destes “justiceiros” pode ser equiparada à formação de milícias, o que é intolerável e contra a lei. A violência não colabora com o estabelecimento da justiça.

Também é lamentável, perversa e perigosa a aprovação dada à ação destes “justiceiros” por uma parcela da população, seja na internet, nas redes sociais e até mesmo nos meios de comunicação tradicionais, como a televisão. É uma verdadeira irresponsabilidade sentenciar sem provas, reforçar preconceitos, legitimar a barbárie e incitar a violência. Mais do que a agressão física, o respaldo à desumanidade das agressões psicológicas e simbólicas que aqueles jovens sofreram nos causa profunda indignação. Continue lendo “SNJ repudia ação de “justiceiros”: “A violência não colabora com o estabelecimento da justiça””

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Desmilitarização das polícias: ‘A UPP é o ápice da militarização da segurança pública’

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Delegado da Polícia Civil no Rio de Janeiro, Orlando Zaccone, 49 anos, é implacável na crítica à militarização da segurança pública

Fábio Nassif – Carta Maior

“A própria imprensa dá muita ênfase quando ocorre uma ação letal da polícia no fato da vítima ter ou não antecedente criminal. Eu acho que essa cultura tem a ver com resquícios da escravidão e da permanência do racismo.” Continue lendo “Desmilitarização das polícias: ‘A UPP é o ápice da militarização da segurança pública’”

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Uma contribuição à análise das mídias e das manifestações

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Foto: SelvaSP

Por Daniel Fonsêca* – Intervozes 

Vivemos novamente um contexto de intensos debates nas mídias sociais, nas organizações políticas, nos espaços públicos. Se em 2013 o que moveu multidões pelo Brasil foram, principalmente, as questões do direito à cidade, da violência do Estado e da atuação da mídia – tudo azeitado com o aumento da tarifa dos transportes e com a realização da Copa das Confederações –, dessa fez é o grande momento da realização do capital do espetáculo que se aproxima: a Copa do Mundo da Fifa 2014.

Igualmente, quase repetindo o script, em vários municípios, a exemplo do Rio de Janeiro, a prefeitura tem ameaçado (e já executado) o aumento das tarifas. O mundo virtual, fabuloso pela seara que estabelece, mas, muitas vezes, descolado da realidade, está em ebulição. Em São Paulo, uma vítima quase fatal da ação do Estado policial e o fusca que pegou fogo depois de o motorista avançar numa barricada já apontaram que o ano começou de vez. Continue lendo “Uma contribuição à análise das mídias e das manifestações”

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A Partir de Agora: As jornadas de junho no Brasil (Filme Completo)

Realizado a partir de entrevistas com ativistas de cinco capitais brasileiras, o material não é apenas uma ferramenta para o debate e a compreensão das Jornadas de Junho, mas também um instrumento de organização da luta política, característica marcante da militância audiovisual de Carlos Pronzato, que também dirigiu, entre outros, “O Panelaço – a rebelião argentina” (2002) e “Carlos Marighella – Quem samba fica, quem não samba vai embora” (2011). Continue lendo “A Partir de Agora: As jornadas de junho no Brasil (Filme Completo)”

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Encontro do BRICS será nos dias 15 e 16 de julho

BricsCeara.gov – Nos dias 15 e 16 de julho deste ano, o Ceará será o centro das atenções. Nesse período acontecerá o Encontro do BRICS que reunirá os chefes de estado dos cinco países que compõem o grupo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e ainda ministros, secretários e empresários. A previsão de participação é 750 pessoas, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos cinco países, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo. A data do encontro foi informada ao Governo do Estado pelo Ministério das Relações Exteriores.

Durante esta semana uma nova comitiva do Itamaraty esteve em Fortaleza para reuniões e visitas ao Centro de Eventos do Ceará (CEC), que foi o local definido pela presidenta Dilma Rousseff, ainda no ano passado, para sediar o Encontro. Segundo o assessor especial de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Hélio Leitão, todos ficaram impressionados com a estrutura do CEC. “Eles consideram que não existe uma estrutura com melhor para esse tipo de evento no Brasil e nem, por incrível que pareça, no mundo”, ressaltou Leitão. Ele destaca ainda que no fim do mês de abril acontecerá um seminário, na Universidade de Fortaleza (Unifor), com os representantes dos países que integram o BRICS, onde serão discutidos os pontos do Encontro e as expectativas.

A comitiva do Itamaraty foi composta por Graça Lima, subsecretário de Assuntos Políticos; Flavio Damico, coordenador de Eventos; Francisco Fontenele, do Cerimonial. Continue lendo “Encontro do BRICS será nos dias 15 e 16 de julho”

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MS – Guarani e Kaiowá se dirigem a Apyka’i para apoiar resistência do tekoha

Aty Guasu em Apyka'i

“Aty Guasu informa que diante de continuidade de ação genocida e extinção da comunidade Guarani e Kaiowá, INJUSTIÇA, a partir de hoje, 09/02/2013, a fim de proteger a vidas da comunidade de APYKA’I, apoiar a resistência Guarani Kaiowá, dezena de integrantes do povo Guarani e Kaiowá do MS em movimento começaram a chegar ao tekoha APYKA’I-DOURADOS-MS.

Assim, inicia os rituais religiosos de proteção no tekoha Apyka’i. Esses rituais religiosos de proteção será por tempo indeterminado. Visto que os membros do povo indígena está massacrado, morrendo, está sendo assassinado dia a dia. O governo e a justiça está agindo contra a existência do povo Guarani e Kaiowa. Para sobreviver o povo vai lutar e resistir no tekoha Apyka’i, é uma decisão definitiva do povo Guaranie Kaiowá. Continue lendo “MS – Guarani e Kaiowá se dirigem a Apyka’i para apoiar resistência do tekoha”

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Ivã Bocchini: “Não conhecem os Tenharim, e tiram conclusões preconceituosas” [Finalmente!]

Ivâ Bocchini numa cerimônia dos Tenharim
Ivâ Bocchini numa cerimônia dos Tenharim

Ivã Bocchini, coordenador da Funai exonerado após os conflitos do final do ano em Humaitá (AM), fala sobre seu trabalho, a visão dos índios e o futuro da Funai

Por Rodrigo Martins, na Carta Capital

O acirramento do conflito entre indígenas e colonos em Humaitá resultou na exoneração do coordenador regional da Funai na região do Madeira, Ivã Bocchini. Por solicitar uma investigação das circunstâncias da morte do cacique Ivan Tenharim e levantar a hipótese de homicídio, lastreada no relato de diversos indígenas descrentes na versão oficial de acidente de trânsito, o servidor sofreu uma intensa campanha difamatória pela internet.

São incontáveis os ataques em redes sociais nos quais o indigenista é apontado como responsável pela morte de três homens no trecho da Transamazônica que passa pela reserva dos Tenharim, vítimas de uma retaliação dos índios, segundo a Polícia Federal. O erro de Bocchini? Ter antecipado em um blog da Funai que havia indígenas inconformados e ciosos de vingança. O alerta foi acompanhado de ofícios às autoridades policiais, mas o esforço resultou inútil.

Após o desaparecimento dos três homens, e mesmo sem a confirmação da morte deles, grupos armados atearam fogo em casas da aldeia e destruíram as instalações da Funai em Humaitá. A sede da coordenação regional foi consumida pelas chamas, assim como carros e um barco do órgão de proteção indígena. Continue lendo “Ivã Bocchini: “Não conhecem os Tenharim, e tiram conclusões preconceituosas” [Finalmente!]”

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Amazônia em chamas: A morte do cacique Ivan Tenharim é parte de um rolo compressor anti-indígena

Cacique Ivan Tenharim, Foto: Funai
Cacique Ivan Tenharim, Foto: Funai

Por Rodrigo Martins, em Carta Capital

Na segunda-feira 3, a Polícia Federal localizou três corpos no trecho da Transamazônica que corta a reserva indígena dos Tenharim, em Humaitá, no Amazonas. Eram de três homens desaparecidos na região desde meados de dezembro. Antes mesmo de concluir as buscas, os investigadores já tinham uma conclusão. As vítimas foram sequestradas e assassinadas por índios em retaliação à morte do cacique Ivan Tenharim, de 55 anos.

Um inquérito concluiu que o indígena morreu em acidente de moto, mas as tribos locais não concordaram com a versão e teriam se vingado. Desde a quinta-feira 27, estão presos Gilvan e Gilson, filhos do falecido cacique Ivan; Domiceno, líder da aldeia Taboca; Valdinar e Simião, da aldeia Marmelos. O episódio está esclarecido, ao menos para quem acredita tratar-se de um simples caso de polícia. As raízes do conflito são, porém, mais profundas.

Erguida no entroncamento da Transamazônica com a BR 319, que liga Porto Velho a Manaus, a cidade de Humaitá registra conflitos entre índios e colonos desde o início do século XX, quando as violentas expedições do ciclo da borracha quase dizimaram os índios Parintintin. A partir dos anos 1940, surgiram as primeiras levas de garimpeiros na região. Com a abertura da Transamazônica, no início dos anos 1970, o fenômeno se intensificou. A região passou a abrigar extração ilegal de madeira, inclusive nas terras indígenas demarcadas a partir dos anos 1990.

No mais recente episódio de Humaitá, a população local apressou-se, contudo, a apresentar seu bode expiatório: Ivã Bocchini, então coordenador regional da Funai no Madeira. Foi o servidor quem alertou as autoridades sobre o risco de recrudescimento dos conflitos após a morte do cacique Ivan Tenharim. Acabou vítima de uma campanha ferroz na internet, acusado de incitar a vingança dos índios por pedir, em texto publicado num blog da Funai, a investigação das circunstâncias da morte do líder indígena e levantar a hipótese de homicídio. Continue lendo “Amazônia em chamas: A morte do cacique Ivan Tenharim é parte de um rolo compressor anti-indígena”

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No interior do Brasil, pelourinho nunca saiu de moda, por Leonardo Sakamoto

Trabalho escravoBlog do Sakamoto

O caso repugnante levado a cabo por desmiolados cariocas, prendendo um rapaz pelo pescoço em um poste, não é único. Tenho acompanhado operações do governo federal de libertações de trabalhadores em situação de escravidão contemporânea, nos últimos 13 anos e, ao longo do caminho, constatamos pessoas presas a árvores, como forma de punição ou para não fugirem. Sem contar aquelas que eram compradas e vendidas à luz do dia. Outras, torturadas por não fazer o trabalho direito ou tentarem escapar. E, é claro, os mortos.

A incidência de negros entre os escravos de hoje é bem maior do que a proporção de negros na sociedade brasileira. Consequência de um 13 de maio de 1888 incompleto, que aboliu a propriedade de uma pessoa por outra, mas não garantiu condições para uma real autonomia, nem de um exercício pelo de cidadania.

A gente acaba endurecendo um pouco a vista, diante de tanta bizarrice. Mas, por sorte ou azar, há aquelas histórias que ainda são capazes de nos envergonhar como brasileiros. O rapaz do pelourinho carioca é uma delas. E há outras tantas que nunca chegam ao conhecimento dos que vivem nas cidades, como a de Antônio.

O governo brasileiro libertou escravos das fazendas de Miguel de Souza Rezende nos anos de 2010 (45 pessoas), 2003 (65), 2003 (13) 2001 (69), 1997 (32) e 1996 (52), de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

Qual a desculpa para ser pego tantas vezes com escravos? Aí é que está, ela não existe. É simplesmente a impunidade plena que reina quando a Justiça, o Congresso Nacional e o Poder Executivo não cumprem devidamente o seu papel. Ou, melhor, quando cumprem sim um papel de manter as coisas como estão. Continue lendo “No interior do Brasil, pelourinho nunca saiu de moda, por Leonardo Sakamoto”

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