Carta de Repúdio dos Tembé, Quilombolas e Ribeirinhos de Tomé-Açu, Acará-PA, contra a Biopalma

“Nós Tembé e quilombolas e ribeirinho de Tomé-Açu, Acará /PA, tentamos por diversas vezes entrar em acordo com o grande projeto criminoso que se chama BIO-PALMA que se instalo a quatro anos entorno da nossa área, desmatando as cabeceiras dos nossos rios e igarapés para o cultivo do DENDÊ, onde na ultima terça-feira 08/12/15 foi encontrado um igarapé secando com muitos peixes morrendo, tudo isso esta contribuindo para perda de tradição cultural e ambiental para atual e futura geração, as altoridades Federal Estadual Municipal, veja com mais cuidado e com mais atenção a vida humana que é mais importante, aonde estar os direitos humanos? aonde esta os direitos a vida a flora, falna e os recursos hidricus? respeito com as pessoas mais humildes.

BIO-PALMA juntos com policiais e funcionários, estão fazendo ataques em árias ribeirinhos e quilombolas, fazendo humilhação usando de torturas carregando seus matérias de trabalhos queimando casas entre outros, revoltados comunidades indigenas, quilonbolas e ribeirinhos tomaram uma decisão de ir para a luta contra esta maldita empresa que trouxe com sigo venenos produtos químicos como agrotóxico e muito outros prejuizo as comunidades tradicionais, ameaçando até de morte índios, quilombolas e ribeirinhos.

Queremos dizer que não vamos recuar, quando prendem 10 dos nossos tem mas 200 para lutar.

Em torno de nossos território tem grandes plantações e DENDÊ, onde estar o dinheiro para fazer minimizar o inpactor que esse maldito projeto esta causando para as comunidades que estão a merce do abandono como na Saúde, Educação estrada, transporte e saneamemto para as árias aonde os garapés estão poluido por agrotóxico,? Se não pagar a BIO-PALMA vai ter que ir embora de perto de nosso povo, para não ficar atentando a nossa vida, como aconteuceu na ultima quarta-feria que preenderam 12 quilonbolas, so vamos para quando deixarem nossas terras e nosso povo em paz.

Vão plantar DENDÊ lá pro ixterior que é de onde vem os recursos financiando esses grande empreendimentos.

Cartas do povo indígena Tembé, quilonbolas e ribeirinhos.

Denunciamos para ONU, aqui no Brasil os nosso direitos estão sendo violados, estamos morrendo, isso é em todo território Nacional brasileiro, prova disso e a PEC215 que transfere do executivo para o congresso a competência da demarcação de terras indigenas, oque já e um direito conquistado.

Terra indígena turé mariquita, quilonbolas e ribeirinhos.”

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Isabel Carmi Trajber, via Paratê Tembe Paratê.

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Foto: Tembé, em cobertura realizada na Festa do Moqueado na aldeia Itaputyre, Novembro de 2013 / Mídia NINJA.

 

Comments (1)

  1. Nossa indignação e revolta contra o exterminio dos nossos irmãos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e todos os povos da floresta, camponeses, produtores rurais e pescadores. O agronegócio veio para expulsar nossos irmãos trabalhadores dos seus territórios e se apropriar deles sem nenhuma compensação. Vamos nos juntar para denunciar e resistir a mais essa violência. João de Deus – Presidente da Federação Estadual de Entidades Comunitárias do Pará – FECPA e Diretor Executivo da CONAM – Confederação Nacional das Associações de Moradores

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