Acampamento Vida Nova, em Minas Gerais, sofre novas ameaças

A Comissão Pastoral da Terra em Minas Gerais (CPT-MG) denuncia novas ameaças e tentativa de agressão aos acampados de Vida Nova, no município mineiro de Jordânia. A Nota destaca também a morosidade dos órgãos competentes em relação ao conflito. Confira:

No dia 26 de setembro de 2015, compareceu no Acampamento Vida Nova, no município de Jordânia, em Minas Gerais, um indivíduo por nome Adilson de Oliveira Sousa, juntamente com 03 homens, ambos aparentemente armados, ameaçaram e tentaram agredir os acampados. Só não houve agressão física porque os acampados fugiram e conteve a fúria dos agressores.

Este caso não é o primeiro ato cometido pelo Adilson. Ele já foi denunciado muitas outras vezes por ameaças e, também, é o principal suspeito de colocar fogo em 05 casas das famílias entre 2014 e 2015, levando as famílias a perder todos os pertences e até perda de animais devido ao fogo. Todos estes casos foram denunciados e representações contra o mesmo foram feitas em vários órgãos competentes.

Mas devido não ter acontecido nenhuma punição, este cidadão acredita que nada vai acontecer com ele. As famílias têm a sensação que, devido à impunidade, ele (Adilson) e seus comparsas serão capazes de muito mais que já fizeram e temem atos mais violentos, incluindo possibilidade de mortes na área e as famílias estão revoltadas.

O Acampamento está distante da sede do município e, com isso, demora a chegada da Polícia Militar e nem sempre tem policiais disponíveis em Jordânia. No caso do dia 26/09/2015, só chegaram ao acampamento muitas horas depois e como sempre a Polícia Militar fez o Boletim de Ocorrência. Mas desta vez, fez mais, trouxe o Adilson detido até Almenara, mas foi liberado logo depois.

Diante de mais um ato de ameaças e violência que este cidadão comete, viemos repudiar e cobrar das autoridades competentes providências. Ou vão esperar que aconteça morte de trabalhadores/as?

Belo Horizonte/MG – 28/09/2015.

Comissão Pastoral da Terra – MG.

Deixe uma resposta

O comentário deve ter seu nome e sobrenome. O e-mail é necessário, mas não será publicado.