Desmate cresce 16% na Amazônia

Em 12 meses, o desmatamento na Amazônia medido pelo sistema de alerta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) superou o do mesmo período do ano passado em 16%. O temor é que taxa oficial do ano supere os 6.451 km2 medidos em 2010, um recorde histórico. A reportagem é de Marta Salomon e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 18-08-2011.

A taxa oficial, medida pelo sistema Prodes, deverá ser divulgada em novembro, com base no desmatamento medido no mesmo período, entre agosto de 2010 e julho deste ano.

“Realmente houve um aumento”, afirmou Mauro Pires, diretor do Departamento de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente. A alta interrompe a trajetória de queda registrada no País nos dois últimos anos.

Pires diz que a taxa poderia ser muito maior, diante da expectativa existente no governo a partir de abril, quando se verificou um aumento do ritmo das motosserras concentrado em Mato Grosso do Sul.

Na época, o surto do desmate no Estado foi associado às mudanças nas regras de proteção ambiental nas propriedades, discutidas na reforma do Código Florestal, e às novas regras definidas para Mato Grosso por meio do zoneamento econômico-ecológico. O recordista do desmate voltou a ser o Pará.

Cenário

No pior cenário traçado pelo governo, o desmatamento neste ano poderia superar 8 mil km2, ultrapassando o abate de árvores registrado em 2009, de 7.464 quilômetros quadrados, quase cinco vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

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