4 casos recentes de racismo e discriminação nas empresas

Supermercado Extra
Hipermercado Extra: garoto de dez anos é discriminado por seguranças

São Paulo – Dizer que empresas são feitas, antes de tudo, de pessoas entra na categoria do “óbvio ululante” de Nelson Rodrigues. Mas tão óbvia – ou ululante – é a dificuldade das companhias em mudar comportamentos e cortar maus hábitos de seus funcionários.

É claro que, nem sempre, a alta direção de uma empresa está diretamente envolvida, ou mesmo incentiva, práticas de discriminação contra consumidores e clientes. Mas os casos a seguir, ocorridos neste ano, mostram que este é um assunto no qual as empresas não podem relaxar – sob pena de arranharem sua imagem e sofrerem punições bem concretas.

Sony Music é condenada por música do Tiririca

O palhaço Tiririca, deputado federal mais votado do país, está bem comportado no Congresso Nacional, mas sua carreira artística está rendendo dores de cabeça à Sony Music.

Em fevereiro de 2004, a gravadora foi condenada pela Justiça a pagar uma indenização de 300.000 reais a entidades de luta contra a discriminação. O motivo foi a divulgação da música “Veja os cabelos dela”, de Tiririca, no qual o agora parlamentar compara a cabeleira de uma mulher a palha de aço, entre outras gracinhas. No final de março deste ano, a Justiça determinou a revisão do valor a ser pago – que pode praticamente dobrar.

Metrô é multado por discriminar transexual

No início de maio, a Secretaria de Justiça e Defesa à Cidadania do Estado de São Paulo multou o Metrô paulistano em 87.250 reais por discriminar uma transexual. Em 2010, a mulher requereu um bilhete único especial no Metrô.

Ela apresentou um laudo médico com seu nome social (feminino) e seus documentos civis (com o nome masculino). Pela diferença das nomenclaturas, o funcionário do Metrô negou-se a emitir o bilhete. A Defensoria Pública do Estado entrou no caso, e a estatal foi punida.

Devassa é notificada por racismo em publicidade

Em 30 de maio, a cerveja Devassa foi notificada pelo Procon de Vitória por racismo. Uma de suas peças publicitárias exibia uma mulher negra em trajes sumários, ao lado do slogan: “É pelo corpo que se conhece a verdadeira negra.”

Na ocasião, o Procon afirmou que a peça era “explicitamente desrespeitosa em relação às mulheres”. A cervejaria foi multada e obrigada a lançar uma campanha de contrapropaganda.

Extra, do Pão de Açúcar, indeniza garoto por racismo

Nesta quinta-feira (21/7), O Estado de S.Paulo noticiou que o Extra, uma das bandeiras do Grupo Pão de Açúcar, aceitou pagar uma indenização de 260.000 reais a um garoto de dez anos.

A criança foi abordada por seguranças do hipermercado, no bairro paulistano da Penha, sob a suspeita de que tivesse roubado produtos da loja. Levado a uma “sala reservada”, sofreu ofensas racistas e foi obrigado a ficar nu para ser revistado. O garoto só foi liberado quando os seguranças viram a nota fiscal da compra. Poderiam ter pedido antes, não?

http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/4-casos-recentes-de-racismo-e-discriminacao-nas-empresas

Comments (1)

  1. Sou advogado na zona Sul do Rio Grande do Sul, e quanto ao racismo acho fútil; até mesmo idiota a atitude de críticos e gente que escreve e fala, impondo a minha, a sua etnia, cor, raça. Entendo que branco é branco, pardo é pardo e negro é negro. Pretender dizer e classificar pardo como negro ou como branco é um absurdo; mais do que isto, é querer aviltar o indivíduo. Entendo, outrossim, que cada indivíduo deve orgulhar-se de sua raça, idem, procurar conviver em harmonia com raças outras. Para finalizar: eu me orgulho de ser mestiço! Haja vista que na próximo vinda aqui, desejo vir mestiço, ok.

Deixe um comentário

O comentário deve ter seu nome e sobrenome. O e-mail é necessário, mas não será publicado.