Comunidades de Cerro Tijeras denunciam confronto armado em seu território

Comunidades de Cabildo Indígena de Cerro Tijeras, na Colômbia, denunciaram, anteontem (3), um confronto com armas de fogo entre dois helicópteros da Polícia Nacional e um grupo fortemente armado, que durou duas horas, causando indignação e medo na população.

“Nos opomos diante das anunciadas políticas oficiais de erradicação dos ‘mal chamados cultivos de uso ilícito’, sobre isso lhes manifestamos que a ‘coca’ é nossa planta sagrada e não permitiremos que a demonizem sob nenhum argumento de controle político militar em todo o território nacional. Não admitimos as pulverizações aéreas como uma única solução, senão que pelo contrário se retire a solução dentro do marco de guerra e se resolva dentro de um contexto social”, enfatizam em comunicado público.

Indignadas, as comunidades indígenas disseram que na região está localizada a Escola Rural de Santa Ana onde se encontravam 38 crianças, no momento do confronto. Eles explicaram que a região de Cerro Tijeras é um território pacífico, que “está total e abertamente contra os fenômenos de guerra, assim como suas nefastas consequências”.

Por isso, os moradores exigiram aos envolvidos no conflito social e armado que parem ‘suas ações bélicas e de confronto no interior de sua parcialidade’. Eles também pediram respeito pela vida dos civis que ficaram feridos por causa de um enfrentamento.

Os indígenas solicitaram ainda o apoio de ‘todas as organizações sociais para que se pronunciem sobre o caso e não permitam um novo derramamento de sangue dentro de seu território’. Pedem ainda que organizações sociais enviem comunicados de solidariedade e protesto para o Governo Nacional, para os seguintes endereços:

Presidência da República, Juan Manuel Santos, Estrada 8, nº 7 – 26, Palácio de Nariño, Bogotá; Vice-presidência, Angelino Garzón – [email protected]; Ministério da Defesa – [email protected], Procuradoria Geral da Nação – [email protected]; Wolmar Antonio Perez Ortiz, Defensor Público – [email protected] e Alejandro Ordóñez, Procurador Geral da Nação – anticorrupció[email protected]

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=56149

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