Pai é espancado e o filho assassinado por homens da Garra e Fibria Celulose no município de Mucuri

O jovem Henrique de Souza Pereira, o “Hique”, 24 anos, morto com um tiro na cabeça por seguranças da Garra, deixou esposa e um filho de 4 meses

O jovem Henrique de Souza Pereira, o “Hique”, 24 anos, morto com um tiro na cabeça por seguranças da Garra, deixou esposa e um filho de 4 meses. Na foto ao lado, seu pai.

http://www.itabatanews.com.br/leitor.php?cod=2088

Dois trabalhadores rurais, pai e filho radicados há 23 anos numa pequena propriedade rural na Praia dos Coqueiros na região da comunidade de Costa Dourada no litoral sul do município de Mucuri, foram interceptados sobre uma motocicleta perto de casa no final da manhã desta quarta-feira (17/03), por 4 homens a serviço da Fibria Celulose (antiga Aracruz Celulose), e um deles foi morto com um tiro à queima roupa na cabeça.
O jovem Henrique de Souza Pereira, o “Hique”, 24 anos, levou um tiro à queima roupa em cima do olho esquerdo que transfixou na nuca. O pai dele, Osvaldo Pereira Bezerra, “Osvaldinho”, 53 anos, teve o braço esquerdo quebrado em dois lugares em razão dos ataques sofridos pelos homens que fazem vigilância para a empresa de Celulose, que depois da união da Aracruz com a Votoratim em 16 de novembro de 2009, a empresa passou a se chamar Fibria Celulose S/A., com sua fábrica estabelecida no município de Aracruz/ES., onde domina o norte e extremo-norte capixaba e o extremo sul da Bahia com seus plantios de eucaliptos.
Os homens que promoveram o ataque contra pai e filho resultando na morte de um deles, são integrantes da empresa Garra Escolta Vigilância e Segurança Ltda., empresa de prevenção responsável pela guarda de toda a floresta da Fibria Celulose na região extremo sul. Segundo uma terceira pessoa que acompanhava as vítimas, porém a pé, os homens fizeram abordagem repentinamente e já chegaram agredindo sob acusação que o senhor e o jovem, eram os responsáveis pelos furtos constantes de madeiras da empresa na região.
Tanto a Fibria Celulose quanto a Suzano Papel e Celulose, proíbem que os trabalhadores de carvoarias e outros operários aproveitem dos restos dos eucaliptos que são deixados em meio as derrubadas, inclusive com vários episódios já registrados nesta região de perseguições e tiroteios promovidos pelos seguranças das empresas. Mesmo diante de tantas tentativas de formar associações para que as empresas possam fazer a doações dos chamados gravetos para os usuários que aproveitariam do material para carvão, o esforço não tem dado certo, pelo contrário, tem resultado em ataques, e desta vez com morte. Sendo que as empresas de celulose na região são acusadas permanentemente de cometer crimes ambientais e promover desagregação social tirando o homem do campo e empurrando-os para os centros urbanos sem dar a mínima parcela de contribuição social a estas comunidades que elas ajudam a empobrecer a cada dia.
Segundo a vítima Osvaldo Pereira Bezerra, “Osvaldinho”, 53 anos, que teve o braço quebrado pelos matadores, ele teria apelado para os homens não fazer nada mais com eles, mas teria entrado em desespero quando viu um dos homens atirando certeiramente na cabeça do seu filho e após receber as pancadas de bastão que lhe fizeram cair, teria pedido aos homens que matassem ele também. O terceiro jovem que lhe acompanhava conseguiu correr dos ataques, mas ele ficou no local tentando reanimar o filho morto. Logo que cometeram o crime, os quatro fugiram em um Fiat/Uno e voltaram ao local cerca de 40 minutos depois na companhia de outros 2 vigilantes armados, desta feita com uma ambulância e levaram o corpo do jovem, simulando que teriam prestado socorro à vítima, mesmo sabendo que o rapaz teve morte instantânea após ter levado um tiro no meio da cabeça com transfixação de projétil.
Os 4 homens da Garra que mataram o jovem em Costa Dourada a serviço da Fibria Celulose, se apresentaram logo após o crime, ao titular da Polícia Civil no município de Mucuri, delegado Sanney Simões que ainda está apurando a ocorrência do crime com a ouvida de oitivas e realizações de perícias a partir da subdelegacia de Itabatã. Os acusados disseram que o jovem morto teria lhes enfrentado após a abordagem com um moto-serra ligado a ponto de conseguir derrubar um dos vigilantes e o próprio vigilante caído se viu obrigado a executá-lo com um tiro no olho. Já o pai da vítima, teve um braço quebrado por eles, quando um vigilante utilizou um bastão numa ação de desarmá-lo de um facão que possuía na mão com qual tentava golpear o vigilante que havia matado seu filho.
A nossa reportagem perguntou e fez um teste com o senhor “Osvaldinho” e percebemos que ele é destro, ou seja, usa a mão direita para qualquer ação de primeira necessidade, contudo o seu braço quebrado é o esquerdo. “Osvaldinho” assumiu que realmente apanhava restos de madeiras de eucaliptos nos locais de derrubadas e confirma que o filho carregava uma moto-serra na mão, mas não assume que o filho tenha tentado enfrentar os vigilantes com o aparelho ligado.
O delegado de Mucuri, Sanney Simões já ouviu todos os 4 vigilantes envolvidos no episódio e os encaminhou ao Departamento de Polícia Técnica em Teixeira de Freitas, para serem submetidos a exame de pólvora combusta objetivando identificar qual deles atirou fatalmente no jovem, embora o vigilante Alexandre Santos Silva, já tenha assumido a autoria do delito. Os outros três vigilantes da guarnição são Willian Dias da Hora, Benedito Soares de Souza e Paulo Souza Falcão.
O delegado Sanney Simões disse que ainda está concluindo seu convencimento sobre o episódio e não está descartando nenhuma hipótese e aceita qualquer colaboração da comunidade em relação ao fato, se por ventura existir. Contudo, a priori diz o delegado, que existem duas linhas iniciais em torno do fato, se ação por legitima defesa ou se realmente tratou-se de um crime de execução. Mas o delegado Sanney Simões, adverte que ainda não formulou seu convencimento processante e já acionou o seu coordenador regional Marcus Vinicius e a regional da Polícia Técnica, no intuito de promover diligências e realizar todas as periciais possíveis, objetivando esclarecer os fatos em detalhes para que ele tome todas as medidas cabíveis, devidamente amparado por provas materiais concretas e cientificamente corretas.
O jovem Henrique de Souza Pereira, o “Hique”, 24 anos, morto com um tiro na cabeça por seguranças da Garra, deixou esposa e um filho de 4 meses de idade. O episódio provocou revolta em dezenas de pessoas vizinhas ao local onde o rapaz morava, inclusive com perseguição a um carro da Garra e principalmente em Itabatã, onde os autores do crime se apresentaram a Polícia Civil. Agentes da CAEMA e da 5ª Companhia da Polícia Militar foram chamados para manter a ordem sobre a fúria de populares revoltados com o crime que se aglomeraram em frente a subdelegacia.is trabalhadores rurais, pai e filho radicados há 23 anos numa pequena propriedade rural na Praia dos Coqueiros na região da comunidade de Costa Dourada no litoral sul do município de Mucuri, foram interceptados sobre uma motocicleta perto de casa no final da manhã desta quarta-feira (17/03), por 4 homens a serviço da Fibria Celulose (antiga Aracruz Celulose), e um deles foi morto com um tiro à queima roupa na cabeça.

O jovem Henrique de Souza Pereira, o “Hique”, 24 anos, levou um tiro à queima roupa em cima do olho esquerdo que transfixou na nuca. O pai dele, Osvaldo Pereira Bezerra, “Osvaldinho”, 53 anos, teve o braço esquerdo quebrado em dois lugares em razão dos ataques sofridos pelos homens que fazem vigilância para a empresa de Celulose, que depois da união da Aracruz com a Votoratim em 16 de novembro de 2009, a empresa passou a se chamar Fibria Celulose S/A., com sua fábrica estabelecida no município de Aracruz/ES., onde domina o norte e extremo-norte capixaba e o extremo sul da Bahia com seus plantios de eucaliptos.

Os homens que promoveram o ataque contra pai e filho resultando na morte de um deles, são integrantes da empresa Garra Escolta Vigilância e Segurança Ltda., empresa de prevenção responsável pela guarda de toda a floresta da Fibria Celulose na região extremo sul. Segundo uma terceira pessoa que acompanhava as vítimas, porém a pé, os homens fizeram abordagem repentinamente e já chegaram agredindo sob acusação que o senhor e o jovem eram os responsáveis pelos furtos constantes de madeiras da empresa na região.

Tanto a Fibria Celulose quanto a Suzano Papel e Celulose, proíbem que os trabalhadores de carvoarias e outros operários aproveitem dos restos dos eucaliptos que são deixados em meio as derrubadas, inclusive com vários episódios já registrados nesta região de perseguições e tiroteios promovidos pelos seguranças das empresas. Mesmo diante de tantas tentativas de formar associações para que as empresas possam fazer a doações dos chamados gravetos para os usuários que aproveitariam do material para carvão, o esforço não tem dado certo, pelo contrário, tem resultado em ataques, e desta vez com morte. Sendo que as empresas de celulose na região são acusadas permanentemente de cometer crimes ambientais e promover desagregação social tirando o homem do campo e empurrando-os para os centros urbanos sem dar a mínima parcela de contribuição social a estas comunidades que elas ajudam a empobrecer a cada dia.

Segundo a vítima Osvaldo Pereira Bezerra, “Osvaldinho”, 53 anos, que teve o braço quebrado pelos matadores, ele teria apelado para os homens não fazer nada mais com eles, mas teria entrado em desespero quando viu um dos homens atirando certeiramente na cabeça do seu filho e após receber as pancadas de bastão que lhe fizeram cair, teria pedido aos homens que matassem ele também. O terceiro jovem que lhe acompanhava conseguiu correr dos ataques, mas ele ficou no local tentando reanimar o filho morto. Logo que cometeram o crime, os quatro fugiram em um Fiat/Uno e voltaram ao local cerca de 40 minutos depois na companhia de outros 2 vigilantes armados, desta feita com uma ambulância e levaram o corpo do jovem, simulando que teriam prestado socorro à vítima, mesmo sabendo que o rapaz teve morte instantânea após ter levado um tiro no meio da cabeça com transfixação de projétil.

Os 4 homens da Garra que mataram o jovem em Costa Dourada a serviço da Fibria Celulose, se apresentaram logo após o crime, ao titular da Polícia Civil no município de Mucuri, delegado Sanney Simões que ainda está apurando a ocorrência do crime com a ouvida de oitivas e realizações de perícias a partir da subdelegacia de Itabatã. Os acusados disseram que o jovem morto teria lhes enfrentado após a abordagem com um moto-serra ligado a ponto de conseguir derrubar um dos vigilantes e o próprio vigilante caído se viu obrigado a executá-lo com um tiro no olho. Já o pai da vítima, teve um braço quebrado por eles, quando um vigilante utilizou um bastão numa ação de desarmá-lo de um facão que possuía na mão com qual tentava golpear o vigilante que havia matado seu filho.

A nossa reportagem perguntou e fez um teste com o senhor “Osvaldinho” e percebemos que ele é destro, ou seja, usa a mão direita para qualquer ação de primeira necessidade, contudo o seu braço quebrado é o esquerdo. “Osvaldinho” assumiu que realmente apanhava restos de madeiras de eucaliptos nos locais de derrubadas e confirma que o filho carregava uma moto-serra na mão, mas não assume que o filho tenha tentado enfrentar os vigilantes com o aparelho ligado.

O delegado de Mucuri, Sanney Simões já ouviu todos os 4 vigilantes envolvidos no episódio e os encaminhou ao Departamento de Polícia Técnica em Teixeira de Freitas, para serem submetidos a exame de pólvora combusta objetivando identificar qual deles atirou fatalmente no jovem, embora o vigilante Alexandre Santos Silva, já tenha assumido a autoria do delito. Os outros três vigilantes da guarnição são Willian Dias da Hora, Benedito Soares de Souza e Paulo Souza Falcão.

O delegado Sanney Simões disse que ainda está concluindo seu convencimento sobre o episódio e não está descartando nenhuma hipótese e aceita qualquer colaboração da comunidade em relação ao fato, se por ventura existir. Contudo, a priori diz o delegado, que existem duas linhas iniciais em torno do fato, se ação por legitima defesa ou se realmente tratou-se de um crime de execução. Mas o delegado Sanney Simões, adverte que ainda não formulou seu convencimento processante e já acionou o seu coordenador regional Marcus Vinicius e a regional da Polícia Técnica, no intuito de promover diligências e realizar todas as periciais possíveis, objetivando esclarecer os fatos em detalhes para que ele tome todas as medidas cabíveis, devidamente amparado por provas materiais concretas e cientificamente corretas.

O jovem Henrique de Souza Pereira, o “Hique”, 24 anos, morto com um tiro na cabeça por seguranças da Garra, deixou esposa e um filho de 4 meses de idade. O episódio provocou revolta em dezenas de pessoas vizinhas ao local onde o rapaz morava, inclusive com perseguição a um carro da Garra e principalmente em Itabatã, onde os autores do crime se apresentaram a Polícia Civil. Agentes da CAEMA e da 5ª Companhia da Polícia Militar foram chamados para manter a ordem sobre a fúria de populares revoltados com o crime que se aglomeraram em frente a subdelegacia.

Comments (2)

  1. Émuito chocante hoje a miséria a fome e até mesmo a pobresa em nósso pais, sei que é dodloroso a perca de um filho, mas infelismente o ser humano hoje acha que as grandes empresa são obrigadas e cuidar de problemas sociais que ja seria então um caso de politica e não de uma empresa privada,pois a FIBRIA tem grandes plantações de eucaliptos em alguns estados e eu acho que o que ela tem hoje foi conquistado em meio as crises e em meio a pobreza,ou seja que escolhe o ambiente de viver e o cenário de nóssas vidas somos nós mesmos nada justifica pegar o que não é seu, se este jóvem que foi morto pelos vigilantes tivésse deixado o eucalito da fibria em pé com certesa hoje ele tambem estaria de pé.

  2. Nao é de estrannar essa barbarie, as papeleiras fazem isso em todo lugar onde vao.sao verdadeiros assasinos da dignidade humana.

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