”A economia fracassou, o capitalismo é guerra, a globalização é violência.” Entrevista com Serge Latouche

IHU On-Line – O teórico do decrescimento feliz intervém no Bergamo Festival, na Itália: “O comércio livre é como uma raposa livre no galinheiro livre”. E também critica a Expo Milão: “É a vitória das multinacionais, certamente não dos produtores. É preciso dar um passo para trás. Estamos obcecados pelo acúmulo e pelos números”

A reportagem é de Giuliano Balestreri, publicada no jornal La Repubblica. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“A globalização é mercantilização.” Pior: “O comércio livre é como a raposa livre no galinheiro livre”. E ainda: “A Expo é a vitória das multinacionais, certamente não dos produtores”. Continue lendo “”A economia fracassou, o capitalismo é guerra, a globalização é violência.” Entrevista com Serge Latouche”

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Comissão de Anistia divulga Nota Oficial sobre Carlos Lamarca e tentativa de judicialização do direito à anistia e à reparação integral

Comissão expressa preocupação com a judicialização do direito à anistia e à reparação integral

Ministério da Justiça

O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, divulga nota oficial sobre decisão de um juiz do Rio de Janeiro de revogar a anistia à família de Carlos Lamarca. Leia a Nota: Continue lendo “Comissão de Anistia divulga Nota Oficial sobre Carlos Lamarca e tentativa de judicialização do direito à anistia e à reparação integral”

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O dia seguinte ao fim da escravidão

Por Douglas Belchior

Imagine um amigo seu ou um parente que fosse tratado como um animal. Imagine as pessoas que você ama vivendo sem ter nenhum direito, podendo ser vendidos, trocados, castigados, mutilados ou mesmo mortos sem que ninguém ou nenhuma instituição pudesse intervir em seu favor. Imagine você, seu pai, sua mãe ou seu filho sendo tratados como coisa qualquer, como um porco, um cavalo, ou um cachorro. Imagine sua filha sendo levada ou mesmo ao seu lado, estuprada, todos os dias e depois, grávida à serventia do negócio de seu dono. Continue lendo “O dia seguinte ao fim da escravidão”

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Uso combinado de agrotóxicos não é avaliado na prática. Entrevista especial com Karen Friedrich

“Temos notificados quase 100% de casos de intoxicação aguda, os quais ocorrem logo após a exposição de agrotóxicos”, informa a toxicologista

Por Patrícia Fachin  – IHU On-Line

A atualização do Dossiê da Abrasco referente aos alimentos contaminados por agrotóxicos, não só indica que 70% dos alimentos analisados foram cultivados com o uso de inseticidas, como informa que o glifosato, “o agrotóxico mais usado no Brasil”, não foi analisado nos testes e, portanto, a expectativa é de que “a contaminação seja muito maior”, disse Karen Friedrich, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone. Continue lendo “Uso combinado de agrotóxicos não é avaliado na prática. Entrevista especial com Karen Friedrich”

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UFG aprova cotas raciais para todos os cursos de pós-graduação, em GO

Instituição é a primeira pública do país a utilizar métodos de forma abrangente. Ao menos 20% das vagas serão destinadas para pardos, negros e indígenas.

Por Silvio Túlio, no G1 GO

A Universidade Federal de Goiás (UFG) é a primeira instituição pública de ensino do país a adotar o sistema de cotas raciais para todos os seus 79 cursos de pós-graduação. Em reunião do Conselho Universitário, ficou decidido que ao menos 20% das vagas de cada um dos programas serão destinadas a candidatos negros, pardos e indígenas. Continue lendo “UFG aprova cotas raciais para todos os cursos de pós-graduação, em GO”

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Os saberes indígenas, muito além do romantismo

Não se trata de opor um fantasioso “espiritualismo” a um materialismo ocidental. Mas de desafiar nosso regime de sociabilidade com outras ideias, disposições e possibilidades

Por Ricardo Cavalcanti-Schiel – Outras Palavras

Houve um tempo em que falar de índios no Brasil era um exercício romântico. Tão romântico quanto fantasioso.

No começo do século XX, alguns doutos paulistas saíram pelo seu estado batizando os lugares com nomes tupi, do Anhangabaú a Araçatuba, movidos por ímpetos eruditos, não necessariamente por remissões mais escrupulosas à realidade. Quando a região de Guaianases, na cidade de São Paulo, foi batizada com esse nome, havia centenas de anos que os Guainá, que ali teriam sido aldeados à força no século XVI, já não mais existiam para contar qualquer coisa a respeito da sua história. Os índios daqueles eruditos paulistas, cultores do “tupi antigo”, eram algo bastante postiço. Realizando com perversa ironia os ideais antropofágicos dos mesmos tupi, que séculos antes iam à guerra, entre outras coisas, para caçar, para seus futuros filhos, os nomes daqueles que comeriam, acabaram eles agora transformados em não mais que nomes, desta feita como que nomes em conserva, para serem usados nessa curiosa salada toponímica. Continue lendo “Os saberes indígenas, muito além do romantismo”

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Combate ao trabalho escravo completa 20 anos sob forte ataque, por Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto

Brasília – Os 20 anos do sistema de combate ao trabalho escravo no Brasil foram celebrados, na manhã desta quarta (13), 127o aniversário da Lei Áurea, em evento no auditório do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília. Auditores, procuradores, juízes e autoridades que estiveram envolvidos nessa política ao longo das últimas duas décadas deram seus depoimentos. Continue lendo “Combate ao trabalho escravo completa 20 anos sob forte ataque, por Leonardo Sakamoto”

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MPF investigará se governo do Paraná violou direito de professores em protestos

Da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná informou ontem (13) que instaurou procedimento para investigar possíveis violações de direitos humanos por parte do governo do estado durante os protestos de servidores, a maioria professores, no dia 29 de abril, em Curitiba, em frente à Assembleia Legislativa. A ação da Polícia Militar (PM) para dispersar os manifestantes deixou mais de 200 feridos. Continue lendo “MPF investigará se governo do Paraná violou direito de professores em protestos”

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Negros são 2,5 vezes mais vítimas de armas de fogo do que brancos no Brasil

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Maioria na população brasileira, os negros também são as principais vítimas das mortes provocadas por arma de fogo no país, conforme levantamento mais recente do Mapa da Violência 2015, que será divulgado hoje (14), em Brasília. Das 39.686 vítimas de disparo de qualquer tipo de arma de fogo, em 2012, 28.946 eram negros e 10.632, brancos – a diferença nos números mostra que as vítimas desse tipo de morte foram 2,5 vezes mais de negros do que de brancos. Para cada grupo de 100 mil habitantes, a taxa de vítimas da cor branca ficou em 11,8 óbitos, enquanto a de negros registrou 28,5 mortes para cada 100 mil habitantes, diferença de 142%. Continue lendo “Negros são 2,5 vezes mais vítimas de armas de fogo do que brancos no Brasil”

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