Prefeito de Coari (AM) é acusado de abusar de meninas de 9 a 15 anos

Segundo denúncia, Adail Pinheiro oferecia dinheiro e presentes em troca de práticas sexuais com menores de idade.

Fantástico

O Fantástico denuncia uma vergonha nacional: um lugar onde meninas de 9 a 15 anos sofrem abusos sexuais por parte de um grupo de pedófilos que seria liderado por um prefeito.

“Eu tinha 9 anos. E a minha mãe cozinhava no barco. Eu ficava lá brincando, enquanto minha mãe estava trabalhando. Ele me estuprou dentro do barco mesmo, entendeu. Eu fiquei muito apavorada, com vergonha, nunca consegui colocar isso para fora. Hoje em dia, ele quer a minha filha”, conta uma vítima.

“Ela tem 11 anos, então ele está destruindo a minha vida inteira, porque aconteceu comigo, aconteceu com o meu sangue e agora ele quer a minha filha. É monstruoso demais”. Continue lendo “Prefeito de Coari (AM) é acusado de abusar de meninas de 9 a 15 anos”

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A cor da fé – relações estreitas entre intolerância, raça e religiões de matriz africana

intolerancia religiosaCasos de intolerância religiosa registrados no país subiram de 15 para 109 entre os anos de 2011 a 2012

Por Guilherme Lemos*, no Medium.com

Quando escuto notícias do tipo “Evangélicos tentam invadir terreiro em Olinda” ou “Traficante evangélico proíbe terreiros no Morro do Dendê”, me pergunto se os lideres religiosos estão realmente passando a mensagem escrita na bíblia ou se as pessoas se cegam diante de intolerâncias medíocres construídas outrora. Cresci num lar protestante e, mesmo me identificando hoje com religiões de matriz africana, faço questão de guardar mensagens para refletir episódios diversos na vida.

Lembro que o princípio teológico regente do cristianismo é a salvação pela fé, numa operação feita pelo Espírito Santo “… pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós é dom de Deus” (Ef 2:8). Diante disso, pergunto a alguns que se dizem cristãos: por que tomam o lugar de Deus tentando converter os outros a suas verdades se o próprio livro sagrado que seguem não lhes permite convencer ninguém? Não seria mais interessante exercer amor ao invés de perseguirem outras crenças? Parece-me que alguns estão muito ocupados com seu próprio umbigo, tão ocupados que só pensam na própria “prosperidade”. A ironia e a cegueira são tantas que destruir um templo umbandista e mantê-lo de portas fechadas é plausível ou ignorável, mas se torna um absurdo a forma como alguns países tratam os cristãos. Não percebem os fanáticos que incorrem no mesmo erro. Continue lendo “A cor da fé – relações estreitas entre intolerância, raça e religiões de matriz africana”

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Rastros de Brecht: o poeta-movimento

Por Sally Satler, em Desacato

Chegar na casa onde Brecht viveu os últimos anos de sua vida foi emocionante. Após 15 anos de exílio, em razão da ascensão de Hitler ao poder, Brecht finalmente conseguiu retornar a Berlim. Não era mais a cidade que deixou. Mas foi na Chaussestrasse, 125 que voltou a criar suas peças de teatro e escrever poesias, além de fundar, bem perto dali, a companhia de teatro ‘Berliner Ensemble’, junto com a esposa Helene Weigel, e que existe até os dias atuais.

Ao adentrar na casa, é perceptível a simplicidade do poeta. Na sala-escritório, os móveis eram bem simples, tal como nos demais cômodos. Foi ali que ele criou parte de sua obra, caminhando por entre as cinco mesas espalhadas pelos cantos, com cinzeiros à espera de seu charuto. Sim, o poeta era movimento, tal como sua vida de intelectual militante; e não foi difícil senti-lo naquele lugar, mesmo após tantos anos. Da janela ao canto da sala, ele observava o cemitério onde hoje está enterrado, próximo ao túmulo de Hegel. No outro canto, sua máquina de escrever, onde datilografava seus poemas e depois os percorria novamente corrigindo-os à caneta. Poemas hoje guardados em um armário de gavetas brancas, protegidos em plásticos transparentes, mas ao alcance da leitura daqueles que lhe visitam.

Brecht Escritório
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MT – Demarcação de terras quilombolas é exigida em ação civil pública em Cáceres

Fonte: Jornal Oeste
Foto: Expressão Notícias

Defensoria Pública da União

Nesta segunda-feira (20), a comunidade Pita Canudos foi representada pela Defensoria Pública da União (DPU) em Cáceres (MT), que ajuizou uma Ação Civil Pública para obrigar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a União a promoverem estudos e levantamentos necessários à regularização fundiária da área sobre a qual incide a gleba da comunidade.

Em setembro de 2013, a Comunidade Pita Canudos foi certificada pela Fundação Cultural Palmares, entidade veiculada à preservação de manifestações culturais afro-brasileiras, como remanescente de comunidades de quilombos. No entanto, a regularização do seu espaço ainda não teve início.

Segundo o defensor público federal Hendrikus Simões Garcia, que atua no caso, “a presente Ação Civil Pública tem por objetivo a tutela dos interesses difusos e coletivos de diversas famílias de trabalhadores rurais remanescentes de quilombos que se encontram destituídas de todo e qualquer amparo por parte do poder público, em razão da mora estatal em promover a regularização fundiária de uma considerável parcela de suas terras situada neste município de Cáceres, assim como em desenvolver os trabalhos necessários à implantação de um projeto de assentamento local”.

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Jornal Nacional veicula matéria que distorce posição do ISA em relação à construção de Belo Monte

LOGO ISAISA

Na última sexta-feira, 17 de janeiro, o Jornal Nacional, da TV Globo, levou ao ar uma reportagem sobre a construção da usina de Belo Monte , na qual a declaração do representante do ISA, Marcelo Salazar, foi distorcida. A entrevista tinha como pauta o não cumprimento das condicionantes envolvendo a construção da hidrelétrica, no Rio Xingu. O ISA monitora e acompanha o cumprimento dessas condicionantes – estabelecidas quando da concessão da licença de instalação do canteiro de obras, no início de 2011 – por parte da Norte Energia, construtora da usina. E tem denunciado constantemente o não cumprimento e o atraso nos compromissos assumidos pela empresa.

Marcelo Salazar recebeu a equipe do telejornal em Altamira e disponibilizou mapas, dados, referências e arquivos além de falar longamente sobre os problemas de Belo Monte, como as condicionantes não cumpridas e atrasadas, impactos sobre a saúde, sobre as populações indígenas e falta de transparência sobre os investimentos realizados. Salazar disse ao repórter que os projetos em curso poderiam trazer políticas públicas para a região, que isso já estava começando a acontecer, mas que tais políticas eram direitos dos cidadãos e deveriam acontecer independentemente de grandes obras.

O repórter Marcos Losekann gravou a conversa e na edição a declaração de Salazar foi cortada, distorcendo o sentido do que foi dito. Além disso, a reportagem deixou de mostrar alguns exemplos de condicionantes ainda não cumpridas ou em atraso, que Marcelo mencionou tais como: Continue lendo “Jornal Nacional veicula matéria que distorce posição do ISA em relação à construção de Belo Monte”

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Famílias do acampamento Cipó Cortado no Maranhão sofrem ameaça de despejo

size_590_bandeira-mstDa Página do MST

O Acampamento Cipó Cortado, com 160 famílias em Senador La Roque, sudeste do Maranhão, sofre mais uma ameaça de despejo. Desta vez o fazendeiro já prepara um churrasco para cerca de 60 policiais que farão a operação.

As famílias de trabalhadores rurais Sem Terra acampadas há quase sete anos no complexo de áreas chamado Cipó Cortado receberam nesta segunda-feira (20/01) ameaça de despejo para esta terça-feira (21/01). As informações da Coordenação do MST na Região apontam que já há PMs pela região.

A Coordenação do MST denuncia ainda que o comando da PM na região infringiu um acordo feito entre movimentos e o Governo do Estado, incluindo comando da Polícia e a Ouvidoria Agrária, de que nenhum despejo seria feito no Maranhão sem que fossem comunicado antes os envolvidos.  Continue lendo “Famílias do acampamento Cipó Cortado no Maranhão sofrem ameaça de despejo”

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Carta Nacional da CONAQ contra os ataques a Quilombolas em Minas Gerais

CONAQA CONAQ – Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – vem, por meio desta, cobrar da justiça e do estado Brasileiro uma resposta rápida e punição severa aos envolvidos no ataque à comunidade quilombola Brejo do Arapuim, na Zona Rural de Verdelândia, Minas Gerais. O ataque foi realizado na tarde de domingo, por volta de 14h. Os quilombolas foram surpreendidos por 10 homens encapuzados e fortemente armados, que chegaram em uma Toyota Hilux e uma Mitsubishi L200. Eles mandaram as pessoas deitarem no chão, atiraram e distribuíram pancadas. Os homens ainda roubaram dinheiro e celulares dos membros da comunidade e fugiram nos veículos, deixando duas pessoas baleadas e várias outras feridas.

Ataques como este em Minas Gerais fazem parte de um leque de inúmeros casos de violências contra lideranças quilombolas no Brasil. Casos como o acontecido nas últimas férias de final de ano na Bahia, onde lideranças quilombolas de Rio dos Macacos foram agredidas e torturadas por soldados da Marinha e que até o presente momento não foram apurados e punidos os envolvidos, são cada vez mais constantes. Tememos a não punição dos envolvidos, pois com o aumento das ameaças e a sensação de insegurança aos direitos constitucionais de acesso à terra, os quilombolas vêm sofrendo vários ataques nos últimos períodos. Direitos estes que são ameaçados diariamente por setores conservadores da sociedade Brasileira e pela bancada ruralista no Congresso  Nacional.

Garantir terra aos quilombolas é reconhecer o direito à cidadania desta  parcela da população  Brasileira que ainda vive a mercê das balas dos “Coronéis” e não sob proteção do estado Brasileiro.

A CONAQ e todos os quilombolas do país cobram justiça e agilidade nos processos de demarcação de terras para evitar massacres como este ocorrido em Minas Gerais.

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Os desafios das novas diretrizes do Curso de Jornalismo. Entrevista especial com Sérgio Mattos

Sérgio Mattos. Foto: arquivo pessoal“As diretrizes concentram-se em dois aspectos fundamentais: o perfil do jornalista e suas competências profissionais, sendo que o desafio principal é a qualidade do curso e a formação humanística”, avalia o professor

IHU On-Line – “De acordo com dados estatísticos do Ministério da Educação – MEC, existem 546 cursos de Jornalismo no país, sendo que, destes, 463 são oferecidos por instituições privadas. Na primeira década deste milênio ocorreu uma proliferação de cursos, que foram criados sem que a maioria deles possuísse um corpo docente capacitado e qualificado (com mestres e doutores), o que acabou contribuindo para a queda da qualidade dos cursos e, por consequência, do nível dos profissionais que chegavam ao mercado, completamente despreparados. Naturalmente que há instituições que primam pelo ensino de qualidade, o que não acontece com a maioria dos cursos existentes”, analisa o professor Sérgio Mattos.

Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, o docente analisa a adequação da formação jornalística à complexidade da sociedade atual, a qual exige do profissional da comunicação conhecimentos amplos de cultura ao mesmo tempo em que lhe pede domínio sobre as tecnologias implementadas. “Eu diria que os cursos de Jornalismo precisam ser repensados com urgência e que os métodos de avaliação desses cursos devem ser mais rigorosos para que continuem atuando no mercado. Acredito que as novas diretrizes, que não engessam os cursos, atendem plenamente às necessidades atuais se forem cumpridas. A flexibilidade curricular possibilita que os cursos se adéquem às realidades regionais e globais simultaneamente. Isto porque as diretrizes esboçam princípios norteadores que garantem a autonomia das universidades para organizar seus respectivos projetos pedagógicos”, pondera. Continue lendo “Os desafios das novas diretrizes do Curso de Jornalismo. Entrevista especial com Sérgio Mattos”

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Stedile: “O Brasil não será democrático se não democratizar a terra”

Por Roldão Arruda
Do Estadão

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, completa trinta anos neste mês de janeiro. Sua criação foi formalizada durante um encontro realizado em Cascavel, no Paraná, entre 20 e 23 de janeiro de 1984, com a presença de quase oitenta pessoas, de diversas partes do País.

Entre elas encontrava-se João Pedro Stedile, que havia começado a participar de ações em defesa da reforma agrária por meio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Teologia da Libertação.

Na entrevista abaixo, Stedile, que faz parte da coordenação nacional do MST, analisa algumas das principais mudanças ocorridas em três décadas e as perspectivas do movimento.

Ele afirma que defensores da reforma agrária são minoria no governo da presidente Dilma Rousseff, que estaria privilegiando cada vez mais o agronegócio. Na avaliação dele, é uma política errada, uma vez que o agronegócio promove a concentração de terras e “dá lucro para alguns, mas condena milhões à pobreza”. Continue lendo “Stedile: “O Brasil não será democrático se não democratizar a terra””

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