Lideranças indígenas foram enganadas, e a tropa de choque deve estar na Aldeia Maracanã às 6 da manhã

Tania Pacheco, com informações de Mônica Lima

A Aldeia Maracanã está pedindo socorro como nunca! E desta vez o apelo provavelmente será definitivo, pois é improvável que algum milagre ocorra durante a madrugada, trazendo consciência e respeito pela “coisa pública” para quem nunca a teve.

No final da manhã, até mesmo o Defensor Público Federal Daniel Macedo, que vem sendo o grande apoio dos indígenas no que toca ao chamado sistema de Justiça, estava confiante na boa vontade do governo do estado em resolver o impasse. À tarde, veio o convite para uma reunião de negociações, fato que levou as lideranças da Aldeia a aceitarem inclusive deixar seu espaço, coisa que esta manhã mesmo ainda reafirmavam que jamais fariam.

O que se seguiu foi uma tarde inteira e um início de noite de falsas negociações com Zaqueu Teixeira e Andréa Sepúlveda, na chamada Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, buscando negociar uma solução que permitisse ao menos uma saída digna e pacífica. Até que se convenceram de que não havia qualquer intenção de diálogo, mas apenas a uma decisão velha  e irreversível, há muito tomada: entregar todo o entorno do Maracanã à especulação imobiliária. O único objetivo provável da convocação para o diálogo havia sido desmobilizar os indígenas e impedir que, com seus apoiadores, buscassem outras alternativas.

As notícias trazidas pelo grupo, no seu retorno, foram bem objetivas: nenhuma solução foi encontrada, e o Batalhão de Choque deve chegar à Aldeia às 6 horas da manhã, para expulsá-los.

Para os indígenas e seus apoiadores, a madrugada promete ser longa e tensa. E o apoio de todas as pessoas que puderem estar no antigo prédio do Museu do Índio, amanhã cedo, com certeza será muito bem vindo.

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