Minas Gerais pode receber depósito de rejeito nuclear

Iêva Tatiana – Do Hoje em Dia

Até 2018, Minas Gerais poderá contar com um repositório nacional de rejeitos de baixo e médio níveis de radioatividade, o primeiro do país. Após as eleições municipais deste ano, o governo federal, por meio da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM), vai começar a analisar os municípios com potencial para abrigar o empreendimento, avaliado em R$ 230 milhões.

Atualmente, as usinas nucleares brasileiras armazenam os rejeitos radioativos (roupas, filtros, papéis e demais materiais utilizados) dentro de suas próprias instalações.

O novo reservatório é uma exigência do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que Angra 3 entre em operação, o que deverá acontecer a partir de 2016, dentro do Programa Nuclear Brasileiro.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo são os estados mais cotados para receber o repositório, devido à facilidade de locomoção. “Mas os outros estados ainda não foram descartados. A escolha da cidade passará por critérios de exclusão e de inclusão, e é claro que os de exclusão são maioria”, ressalta o coordenador técnico substituto de Rejeitos de Baixo e Médio Nível (RBMN) do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), Rogério Mourão.

O projeto, que está sendo detalhado pelo CDTN, em Belo Horizonte, já foi apresentado ao ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, Marco Antônio Raupp, e agora segue para a fase de escolha do terreno.

Segundo Mourão, as obras começarão em 2015 e vão durar cerca de três anos, já que o repositório é modular. A princípio, serão construídos dois módulos, que vão operar durante 60 anos.

“Após esse período, eles serão fechados e o local será recuperado, de forma que volte a parecer com o que era antes. Depois do fechamento, a região será monitorada por 300 anos, para avaliar se há radiação e impedir construções inapropriadas”, adianta.

Embora o cronograma tenha sofrido atrasos em decorrência do acidente no complexo de Fukushima, no Japão, o projeto do repositório segue em ritmo acelerado. “Já temos definidos estrutura analítica, cronograma técnico, análise de risco, projetos conceituais baseados em modelos da França e da Espanha, e equipe montada”, destaca o coordenador.


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