Pagot diz que DNIT não deve para índios: “malandro tem em qualquer lugar”

O presidente do DNIT, Luiz Pagot, disse, agora há pouco, ao Só Notícias, que o Departamento Nacional de Infra-estrutura- cumpriu todos os acordos de compensação firmados com índios no que se refere as obras de pavimentação da BR-163, do Nortão de Mato Grosso a Santarém (PA) que afetariam as etnias que estão no Parque Nacional do Xingú.  Ontem, um grupo cogitou protestar e impedir o tráfego na rodovia, cobrando cumprimento de suposto acordo.

“O DNIT não deve nada para os índios.  Foi feito acordo de licenciamento da BR-163 e estamos cumprindo 100%.  A Funai (Fundação Nacional do Índio) fez um plano de trabalho, avaliado em R$ 13 milhões ( para estradas, compra de ambulâncias, micro ônibus, equipamentos para aldeias, barcos, motores, rádios para comunicação, e muitas outras ações) com os índios e foram integralmente pagos.  Posteriormente, eles informaram que ficaram fora 3 aldeias.  Apresentou-se complemento de mais R$ 6 milhões, integralmente pagos”, rebate Pagot.

O presidente do DNIT apontou que “os índios Caiapós, no Mato Grosso, liderados pelo Megaron, fora da área de influência do Xingu, apresentaram reivindicação extra.  A juíza federal Sandra Lopes Santos de Carvalho, da 9ª Vara no Pará, indeferiu pedido complementar determinando que não sejam enviados mais recursos e que os índios já foram atendidos”, informou o presidente.  “Têm algumas aldeias totalmente fora da área de influência da BR-163”, emendou.  Este trabalho para a região é feita por grupo com aproximadamente 400 pessoas que trabalham só na área sócio-ambiental.

Pagot expôs também que a Funai apresentaria plano de trabalho sócio ambiental.  É obra do PAC e tem um grupo no Ministério do Planejamento que aceita ou nao as complementações sócio ambientais.  Antes que este grupo avaliasse isso veio determinação judicial.  Estamos impedido de fazer novos investimentos”, reiterou.

O presidente do DNIT concluiu criticando o organizador do novo manifesto dos índios.  Sem citar nomes criticou: “malandro tem em qualquer lugar, inclusive no Parque Nacional do Xingu.

 

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