Fazendeiros atacam indígenas contra homologação no MA

Por Reynaldo Costa, da Página do MST

O povo indígena Krikati vive uma a situação de conflito praticamente permanente no sudeste do Maranhão, onde ficam cinco aldeias distribuídas numa área de 146 mil hectares, com as ameaças dos fazendeiros.

A área abrange quatro municípios maranhenses, em uma região marcada pela grilagem de terras por fazendeiros nas décadas passadas. Com a demarcação da área em 1997 e a homologação em 2004, a pressão têm aumentado sob os povos indígenas.

Em 9 de março, o indígena Bebeto Tum Krikati, de 24 anos, que vive na Terra Indígena Krikati, foi baleado no tórax enquanto caçava dentro de seu território. Ele ainda está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Imperatriz (MA) em estado muito grave.

Lideranças indígenas na região acreditam que esse ataque tem relação com o processo em curso de ‘desintrusão’ da terra, ou seja, a saída dos fazendeiros do território reservado aos índios.

O mandante da tentativa de homicídio foi um dos fazendeiros que invadiram as terras e tem que deixá-la, de acordo com as lideranças indígenas.

A situação na região está tensa. Para evitar o recrudescimento dos ataques, os indígenas cobram uma intervenção dos órgãos responsáveis na região.

Há anos os povos Krikati vêm solicitando a retirada dos fazendeiros da área. Esse problema não se limita a esse território.

Há lideranças indígenas ameaçadas, sendo que muitas foram assassinadas, em outras regiões do Maranhão, inclusive em áreas com terras já homologadas e sem ocupação de não-indígenas.

Nesses casos, os conflitos são causados pela ação ilegal de madeireiros para retirar madeiras dos territórios, como acontece na Terra Indígena Arariboia, onde os indígenas lutam pela preservação de suas matas.

http://www.mst.org.br/Fazendeiros-atacam-indigenas-contra-homologacao-no-MA

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