“Violar es una forma de disciplinamiento”

Susana Chiarotti Boero sostiene que por más modernidad que se trate “se arrastra algo atávico sobre la inferioridad de las mujeres” (Imagen: Alberto Gentilcore)
Susana Chiarotti Boero sostiene que por más modernidad que se trate “se arrastra algo atávico sobre la inferioridad de las mujeres” (Imagen: Alberto Gentilcore)

La abogada rosarina describe las diferentes variantes que persisten como método de dominación de las mujeres por los hombres. Apunta a que el Estado debe mostrar que no tolerará la discriminación y el atropello y que cada agresión tendrá una respuesta clara.

Por Mariana Carbajal, Página 12

“La violación es una herramienta política de disciplinamiento que el patriarcado utiliza desde sus orígenes para recordarle a la mujer que debe ocupar un rol de servidumbre y obediencia al hombre”, señaló la abogada Susana Chiarotti Boero, representante de Argentina ante el Comité de Expertas de la OEA que monitorean el cumplimiento por parte de los Estados de la Convención Interamericana para prevenir, sancionar y erradicar la violencia hacia las mujeres, conocida como Belém do Pará.

En una entrevista con Página/12 Chiarotti profundizó sobre la violencia sexual, una de las formas de la violencia machista, en un año en el que la sociedad se conmovió por varios casos de adolescentes que fueron abusadas y asesinadas, como la joven Melina Romero. Y advirtió que si al Gobierno “realmente le interesa prevenir estas conductas, tiene que contar con políticas de Estado, sostenibles y sustentables, que muestren que no se tolerará la discriminación y atropello a las ciudadanas; que cada agresión contará con una respuesta clara y contundente del sistema de justicia –y no con la impunidad o el festín mediático–; además de lanzar un plan federal de prevención de la violencia contra las mujeres, con capítulos provinciales, que tenga una partida presupuestaria importante, especialmente etiquetada para violencia contra las mujeres, niñas y adolescentes”. (mais…)

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Mulheres deveriam ganhar mais que homens. Mas é a gente que manda, por Leonardo Sakamoto

por Leonardo Sakamoto

Mulheres deveriam ganhar 10,4% a mais que os homens no Brasil, considerando sua formação, experiência e produtividade em relação à atividade econômica e à posição profissional. O dado faz parte do “Relatório sobre Salário Global”, divulgado Organização Internacional do Trabalho. Contudo, as brasileiras recebem salários 24,4% menores.

Um dos fatores apontados pela entidade das Nações Unidas é a discriminação – aqui muitas vezes travestida de “costume”, “cultura” e “tradição”. Até porque violência de gênero não se manifesta apenas através da porrada, mas possui mecanismos mais sutis.

Outro dado interessante: de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE, homens trabalham fora de casa 42,1 horas/semana e as mulheres 36,1 horas/semana – em média. Mas eles se dedicam a 10 horas/semana a afazeres domésticos e elas 20,8.

Na somatória, dá 52,1 horas/semana para eles e 56,9 horas/semana para elas.

O problema é que trabalho doméstico ainda não é considerado trabalho, mas sim obrigação, muitas vezes relacionado a um gênero que tem o dever de cuidar da casa. Dever este que não está no código genético da humanidade mas foi construído e imposto. E, transformado em tradição e cultura, é abraçado e dificilmente discutido. Como se mulher cuidar da casa e dos filhos fosse a coisa mais natural do mundo. (mais…)

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Encontro latinoamericano “Igrejas e Mineração” repudia PEC 215

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Cimi – Em moção, organizações da sociedade civil, leigos, leigas, religiosos e religiosas de toda a América Latina repudiam as medidas legislativas que colocam em risco a vida dos povos tradicionais e originários do Brasil em tramitação no Congresso Nacional. A PEC 215, a PL que regulamenta o art. 231 e o PL 1610 da mineração favorece interesses privados em detrimento dos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Facilitando a exploração e invasão dos territórios. Confira na íntegra, o documento:

Somos em torno de 100 pessoas de 13 países de toda a América Latina, partilhamos as experiências e lutas relacionadas à exploração mineral no continente. Celebramos os mártires e solidariamente apoiamos as resistências aos projetos de morte. Cantamos a vida ampliando os fios de esperança de milhões de atingidos pelos projetos de mineração no continente.  Estamos realizando o encontro sobre Igrejas e mineração, no Centro Cultural de Brasília, de 2 a 5 de dezembro. (mais…)

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Cresce número de conflitos ligados à mineração na América Latina

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Ivan Richard – Agência Brasil

Nos últimos dois anos, o número de conflitos em decorrência da atividade de mineração na América Latina passou de 169, em 2012, para 211 este ano. Levantamento feito pelo Observatório de Conflitos de Mineração da América Latina mostra que as disputas por novas áreas ou manutenção de locais de escavação provocaram a morte de mais de 70 pessoas nos últimos cinco anos. No Brasil, no mesmo período, o observatório, composto por 40 organizações que tratam do tema, identificou 20 conflitos, em seis estado.

Os números foram apresentados durante o encontro Igrejas e Mineração, que acabou ontem (5), em Brasília. No evento, mais de 90 pessoas, entre religiosos e especialistas, de 13 países do continente, discutiram os problemas relacionados à mineração. Eles debateram ações a serem adotadas pelos governos latino-americanos para minimizar os efeitos da atividade ao meio ambiente e às comunidades que vivem próximas às escavações. (mais…)

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Rede suspende anúncios com loiras após acusação de racismo no Peru

Crianças loiras na campanha da marca peruana: 'Nem na Finlândia'
Crianças loiras na campanha da marca peruana: ‘Nem na Finlândia’

Maravilha! Para justificar a campanha, o vice-presidente da Associação Peruana de Agências de Publicidade, Alberto Goachet, explicou à BBC: “É que às vezes na publicidade você tem de fazer sonhar um pouco. E isso não é alcançado usando-se a pessoa comum (em anúncios)”. Sem querer, disse tudo – para “fazer sonhar”, eles precisam de modelos que não nos reflitam. Aprendamos, pois -nós, pessoas comuns-, que o nosso sonho deve ser ter ter pele branca, cabelo louros e lisos e tudo o mais que conforma esse modelo europeu colonizante dos racistas! E ninguém critica essa declaração? (Tania Pacheco).

BBC Brasil

Quatro meninas loiras provavelmente jamais geraram tanta polêmica no Peru. Até uma foto do catálogo de Natal da Saga Falabella aparecer no Facebook da cadeia chilena para anunciar uma linha de bonecas da Disney.

Vários clientes imediatamente notaram que as loirinhas, assim como as bonecas que seguravam, não poderiam ser mais diferentes do que a maioria das meninas peruanas.

Em poucos minutos a seção de comentários da rede social foi preenchida com queixas contra a publicidade da Saga Falabella, acusada de racismo por privilegiar modelos mirins de aparência europeia – ou ariana, como vários chegaram a dizer – sem refletir a diversidade étnica do Peru. (mais…)

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Centro Nacional de Agroecologia: União em defesa do CEDAC

CDAC - reunião -

Movimentos sociais do campo de Goiás discutem com o Cedac a ampliação do Centro Nacional de Agroecologia Dom Tomás Balduíno

Jornal Cerrado em Rede

Está em curso um debate para a ampliação das ações do Centro Nacional de Agroecologia Dom Tomás Balduíno, coordenado pelo Cedac-Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado. Com a presença do ministro Gilberto Carvalho, várias entidades ligadas aos movimentos sociais do campo do Estado de Goiás: FETAEG, CPT, CONTAG, MST e FETRAF, como também o INCRA-GO, se reuniram em Goiânia para discutir detalhes desta ampliação.

Durante a reunião, vários representantes das entidades falaram da importância do trabalho desenvolvido pelo Cedac com agroecologia, produção orgânica e conservação do Cerrado junto a camponeses, agricultores familiares e extrativistas. O Centro Nacional de Agroecologia, agora Dom Tomás Balduíno, é uma homenagem coletiva a uma pessoa muito importante que não só defendia a causa camponesa e indígena, mas acreditava na grande potência da união dos movimentos sociais no campo. (mais…)

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CE – Funcionários da Funai mantidos em aldeia Tremembé são liberados

Tremembés lutam contra empreendimento sem apoio do governo. Foto: Eldem, Jornal A Notícia)
Tremembés lutam contra empreendimento sem apoio do governo. Foto: Eldem, Jornal A Notícia

Os indígenas protestavam por celeridade na resolução de conflitos com não-índios e com a empresa espanhola Nova Atlântida, que mantém empreendimentos turísticos em suas terras

Por Thiago Paiva, em O Povo

Foram liberados os quatro funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) que estavam sendo mantidos nas aldeias São José e Buriti, em Itapipoca, por índios Tremembés, desde a manhã de sexta-feira, 5. Os indígenas protestavam por celeridade na resolução de conflitos com não-índios e com a empresa espanhola Nova Atlântida, que mantém empreendimentos turísticos em suas terras. Após receberem um documento por email, enviado por representantes da Funai em Brasília, com garantias de resolução do impasse, eles permitiram que os funcionários deixassem o local, por volta das 20 horas de ontem.

“Não tivemos um resultado imediato como queríamos, mas esperamos que eles cumpram o que prometeram. Faz muito tempo que a gente aguarda por uma resolução. Agora eles garantiram que o processo vai andar mais rápido. Não agimos com violência, nem maltratamos eles. Mas essa era a nossa única arma naquele momento. Nossa única forma de protestar”, disse Erbene Rosa Veríssimo, uma das lideranças indígenas. (mais…)

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Militares entrenados por la CIA utilizaron napalm contra indígenas en Brasil, por Santiago Navarro F. y Renata Bessi

 

Pataxó - TI Barra Velha

Por Santiago Navarro F. y Renata Bessi, em Subverciones

Como en la Segunda Guerra Mundial o como en Vietnam, el napalm estadounidense quemó los cuerpos de cientos de indígenas en Brasil, en pueblos que no tenían ni ejército ni armas; el objetivo era ocupar sus tierras. Los pueblos indígenas de este país fueron quienes más sufrieron las atrocidades de la dictadura militar (1964-1985), apoyada por los Estados Unidos. Por primera vez en la historia de Brasil, la Comisión Nacional de la Verdad, creada por el Gobierno Federal en el año 2012 para investigar los crímenes políticos cometidos por el Estado durante la dictadura militar, presenta las cifras de indígenas asesinados que pueden ser 20 veces más, que los militantes de izquierda registrados hasta el momento de forma oficial.

A diferencia de lo ocurrido con otras víctimas de crímenes de Estado de esa época, los indígenas no han recibido ningún tipo de reparación o indemnización por los hechos; ni siquiera eran considerados víctimas del régimen militar. «Desde el norte al sur y de este a oeste, se registraron [con las Comisiones estatales de la Verdad] las acusaciones de genocidio, asesinato de líderes y defensores de los derechos de los indígenas, esclavitud, masacres, envenenamiento de las aldeas, desalojos forzosos, represión, prisiones secretas para indígenas, bombardeos a las aldeas, tortura y trato denigrante», explica Marcelo Zelic, vicepresidente del Grupo Tortura Nunca Mais-SP, una de las organizaciones que componen la Comisión Indígena de la Verdad y la Justicia, creada para proporcionar documentos e información a la Comisión Nacional de la Verdad. (mais…)

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Greenpeace – Linhas: ligando os pontos das energias do Brasil (minisérie em seis paradas – Parte 2)

Linhas – episódio 4 – Iluminando sonhos

Existem maia de 2 mil comunidades isoladas em toda Amazônia sem acesso à rede de energia elétrica. Boa parte delas tem eletricidade apenas 4 horas por dia, geradas por motores a diesel, barulhentos, poluentes e que custam caro. A distância e o alto custo para estender a rede elétrica até comunidades isoladas pede um modelo de geração elétrica local: a solar fotovoltaica. Com ela, é possível atender às demandas das comunidades 24h por dia, sem poluição ou barulho. Com menor custo e menos impacto ambiental.

A miniusina solar da comunidade Sobrado faz parte de um projeto experimental do Programa Luz para Todos, presente em 12 comunidades do Amazonas. O povoado, distante 200 km de Manaus, fica em uma das 400 ilhas do Parque Nacional das Anavilhanas. Hoje, a rede elétrica não chega na localidade, devido às dificuldades de transpor rios e florestas. Os custos de instalação e manutenção das redes de transmissão também são altos. Para garantir o funcionamento das escolas, muitos contam com barulhentos geradores movidos a diesel e lamparinas improvisadas em garrafas.

A fase experimental já passou. Agora é preciso aumentar a escala e levar energia solar e limpa para as centenas de milhares de brasileiros ainda sem acesso à eletricidade. Sabia mais no 4º episodio da minissérie. (mais…)

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Lideranças indígenas protestam contra mudança na homologação de terras na sede da CNA

Índios protestam, na sede da CNA, contra a proposta de emenda à Constituição que transfere do Executivo para o Congresso o poder de homologar terras indígenas (Antônio Cruz/Agência Brasil)
Índios protestam, na sede da CNA, contra a proposta de emenda à Constituição que transfere do Executivo para o Congresso o poder de homologar terras indígenas (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

Representantes das etnias Apinajé, Krahô, Kanela do Tocantins, Xerente, Krahô Kanela e Karajá Xambioá, todas do Tocantins, fizeram hoje (5) mais uma manifestação contrária à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional o poder de homologar terras indígenas. Desta vez, o ato pacífico foi realizado na entrada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e contou com a participação de ao menos 50 representantes desses povos.

O principal motivo do protesto é que, para os índios, se a PEC 215 for aprovada, ficará mais difícil que as terras União destinadas ao usufruto da população indígena serem, de fato, destinadas a ela. É o que afirma o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário, Cléber Buzatto, ao refletir sobre as consequências dessa mudança na Constituição, que desde 1988 garante aos índios os “direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens” (Artigo 231). (mais…)

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