Maria do Rosário pede diálogo e despreendimento para CDH “retomar paz e tolerância”

Logo que o PSC confirmou a indicação de Feliciano para a presidência da CDHM, Maria do Rosário havia dito, em seu perfil no Twitter, que não poderia se manifestar sobre a decisão, pois um posicionamento seu poderia ser interpretado como uma interferência do Executivo no Legislativo.

Da Redação de Sul 21

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário (PT), evitou na sexta-feira (15) promover uma crítica frontal ao deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), mas pediu diálogo para que a Comissão de Direitos Humanos e de Minorias da Câmara possa retomar o rumo.

“A Comissão de Direitos Humanos foi criada para a paz, a tolerância e o respeito. Por isso, se é possível dizermos algo, que tenhamos um espírito de desprendimento e que possamos dialogar para que a comissão, numa decisão legítima da Câmara, retome seu caminho de estar a serviço da paz, da tolerância, do diálogo, que é o que ela deve promover no Brasil”, afirmou durante conversa com jornalistas em São Paulo, antes de participar de evento da Caravana da Anistia, do Ministério da Justiça – a família do jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975, recebeu novo atestado de óbito, e o estudante Alexandre Vannuchi, assassinado em 1973, foi declarado anistiado político.

Nas últimas semanas, a CDH da Câmara despertou a atenção da sociedade depois que a distribuição de vagas para os próximos dois anos na Casa deu ao PSC o direito de presidi-la. O partido optou pela indicação de Feliciano, conhecido pelas declarações contra o casamento homoafetivo e o aborto.

Em protesto contra a decisão, parlamentares de PSOL, PT e PSB se retiraram do colegiado, agora comandado por Feliciano e com a presença de mais dez pastores, que na primeira sessão impediram o deputado Nilmário Miranda, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos, de participar dos debates. Deputados tidos como progressistas debatem agora alternativas ao problema criado pela indicação do PSC, e entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que o regimento da Casa foi desrespeitado porque a sessão de escolha da presidência se deu a portas fechadas, sem a presença de cidadãos.

Maria do Rosário, que é deputada federal licenciada pelo PT do Rio Grande do Sul, preferiu não citar nomes ao comentar a situação. “A Comissão de Direitos Humanos é tão importante para o Brasil e os deputados que a integram têm uma missão. Digo isso com muita humildade, porque não quero produzir uma atitude indevida em relação à Câmara, mas sei que um espaço como esse deve servir aos direitos humanos”, disse. “Para isso, é importante que os parlamentares com histórico de defesa das pessoas que mais sofrem sejam valorizados. Não se trata de ser contra um parlamentar ou contra alguém, mas de dizer que quem incita o ódio, violência e intolerância contribui para criar uma sociedade com intolerância, ódio e violência.”

Logo que o PSC confirmou a indicação de Feliciano para a presidência da CDHM, Maria do Rosário havia dito, em seu perfil no Twitter, que não poderia se manifestar sobre a decisão, pois um posicionamento seu poderia ser interpretado como uma interferência do Executivo no Legislativo.

Com informações da Rede Brasil Atual. 

http://www.sul21.com.br/jornal/2013/03/maria-do-rosario-pede-dialogo-para-cdh-retomar-paz-e-tolerancia/#.UUXnF2k6pT8.gmail. Enviada por José Carlos para Combate ao Racismo Ambiental.

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