Nota e pedido de apoio do Conselho da Aty Guasu Guarani-Kaiowá, em 11 de março de 2013

Nós lideranças e conselhos Guarani-Kaiowá da Aty Guasu Guarani-Kaiowá, estamos chegando (11/03/2013) a Brasília-DF, com urgência, vimos através deste documento escrito público solicitar uma audiência com a ministra da Casa Civil Drª Gleisi Hoffmann, Ministro da Justiça Dr José Eduardo Cardozo e com Presidente do Supremo Tribunal Federal Dr. Joaquim Barbosa.

ASSIM, MAIS UMA VEZ, RETORNAMOS A PEDIR A TODOS (AS) CIDADÃOS (ÃS) DO BRASIL E DO MUNDO QUE VIA PETIÇÃO APOIEM E REFORCEM O NOSSO PEDIDO DE AUDIÊNCIA COM A MINISTRA DA CASA CIVIL DRª GLEISI HOFFMANN, MINISTRO DA JUSTIÇA E COM PRESIDENTE DO STF. VISTO QUE ESSAS AUTORIDADES FEDERAIS SUPREMAS NECESSITAM DE OUVIR TAMBÉM AS VOZES DESESPERADAS DO GUARANI-KAIOWÁ EM EXTERMÍNIO/ GENOCÍDIO NO MS.

AGRADECEMOS A TODOS (AS) PELO APOIO PARA NOSSAS SOBREVIVÊNCIAS GUARANI-KAIOWÁ.

Como já é conhecimento de todos (as) brasileiros (as) que nos últimos 40 anos, ou melhor, desde 1960, nós povos Guarani e Kaiowá fomos massacrados, violentados e expulsados de nossas terras tradicionais pelos fazendeiros/políticos atuais do Cone Sul de Mato Grosso do Sul.

Hoje, nós sobreviventes indígenas ficamos sem espaço de terras tradicionais, sobrevivemos nas margens das rodovias e nos acampamentos em que somos isolados e ameaçados pelos pistoleiros das fazendas e somos condenados à morte pelas ações dos fazendeiros-políticos do Sul de MS.

Nesses pequenos espaços de terras isolados, sofremos ameaças de morte coletivas, as nossas crianças se encontram desnutridas e doentes, elas não têm mais condições de crescer e sobreviver com saúde, os idosos (as) estão morrendo, as nossas lideranças foram assassinadas e os restantes continuam sendo ameaçadas de modo consecutivas pelos fazendeiros.

Nessas situações, sobretudo sofremos as discriminações e violências institucionais públicas pelos políticos-fazendeiros do Sul de Mato Grosso do Sul, não há mais esperança de conseguirmos mais viver do nosso modo de ser e viver, conforme as nossas culturas tradicionais Guarani e Kaiowá.

Estamos em processo final de extermínio Guarani-Kaiowá praticados e alimentados pelos fazendeiros e arrendatários de terras indígenas em litígios.

Por fim, evidentemente em meado de 1960,

1º- os fazendeiros-políticos tomaram todas as nossas terras tradicionais, EXPROPRIAÇÃO DE TERRAS GUARANI-KAIOWÁ.

2º- em meado de 1980, os fazendeiros-políticos passaram a isolar as nossas vidas e culturas nas pequenas reservas/aldeias, ETNOCÍDIO/GENOCÍDIO GUARANI-KAIOWÁ.

3º- ao longo de ano 2000, infelizmente, nós sobreviventes Guarani-Kaiowá estamos na fase final de genocídio e dizimação Guarani-Kaiowá pelos fazendeiros/políticos do MS. O PROCESSO DE ASSASSÍNIO CONSECUTIVO DE LIDERANÇAS RELIGIOSAS GUARANI-KAIOWÁ.

4º-Em 2013, nós últimos dois meses, ou seja, desde janeiro de 2013, foram anunciados publicamente pelos fazendeiros aliados aos governos municipais (prefeitos) estaduais de Mato Grosso do Sul e associados aos fazendeiros/políticos do Estado do Paraná que irão investir em extermínio e genocídio total dos 46 mil sobreviventes Guarani e Kaiowá.

De fato, constatamos que a partir do mês de março de 2013, os políticos/fazendeiros/arrendatários de terras indígenas já iniciaram de forma planejadas as ações genocidas em todas as partes dos municípios do Cone Sul de MS, objetivando a finalização do processo de genocídio/extermínio Guarani e Kaiowá do Sul de Mato Grosso do Sul.

Todos, nós Guarani e Kaiowá assistimos às ações genocidas e sentimos os resultados cruéis dessas ações genocidas dos fazendeiros/políticos que revigoram com todas as forças virulentas contra as vidas dos sobreviventes Guarani-Kaiowá no MS/faixa de fronteira do Brasil com Paraguai.

Esses atos truculentos públicos dos fazendeiros-políticos estão alimentados discriminações, racismos, preconceitos e violências institucionais públicas e incitando mais violências de extermínios de Guarani-Kaiowá.

Diante desse processo final de extermínio final Guarani-Kaiowá, vimos solicitar as audiências com a Ministra Drª Gleisi Hoffmann e Ministro da Justiça e com o Presidente do STF, Dr. Joaquim Barbosa.

Desde já aguardamos, com urgência, o agendamento de reunião pela Ministra Drª Gleisi Hoffmann, pelo Ministro da Justiça José Cardoso e pelo Presidente do STF, Dr. Joaquim Barbosa.

Antecipamos os nossos imensos agradecimentos pela audiência e pela mínima atenção prestada ao Guarani-Kaiowá em processo de extermínio do Século XXI.

Atenciosamente,

Tekoha Guasu Guarani e Kaiowá, 10 de Março de 2013.
Lideranças e Conselho da Aty Guasu Guarani e Kaiowá contra genocídio

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