Pesquisa aponta mais conflitos e menos qualidade de vida para comunidades


Logo após a inauguração de Brasília, o lixo da capital começou a ser depositado na área entre o Plano Piloto e Taguatinga. Na mesma época, surgiram os primeiros invasores

Anna Beatriz Lisbôa, Correio Braziliense

Nos últimos dois anos, o país viu crescer em 15% o número de conflitos ambientais decorrentes de ocupações territoriais e da expansão de atividades econômicas poluentes e pouco sustentáveis. O Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a ONG Fase, aponta 343 casos onde houve piora significativa da qualidade de vida das populações locais decorrente de atividades industriais, agropecuárias, mineradoras e de obras de infraestrutura, entre outras. Ausente das listagens feitas até agora, o Distrito Federal será incluído ainda este ano no mapa, com o problema do Lixão da Estrutural. O conflito com os índios que ocupam uma a área do Setor Noroeste também deve integrar levantamentos futuros.

O estudo destaca que a queda da qualidade de vida das comunidades é a principal consequência dos conflitos ambientais, e se reflete no aumento da incidência de doenças crônicas — como câncer e enfermidades respiratórias —, da insegurança alimentar e da violência. São Paulo registra o maior número de disputas ambientais, com 34 casos, seguido de Minas Gerais, com 27 registros, e do Rio de Janeiro, com 21.

Enviada por José Carlos para Combate ao Racismo Ambiental.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2012/10/04/interna_brasil,325979/pesquisa-aponta-mais-conflitos-e-menos-qualidade-de-vida-para-comunidades.shtml#.UG3NMF6ywgs.gmail

Deixe um comentário

O comentário deve ter seu nome e sobrenome. O e-mail é necessário, mas não será publicado.