Multidão, a democracia como potência. Entrevista especial com Homero Santiago

“O sábio é ‘mais livre na cidade’, e de toda a filosofia espinosana decorre uma valorização da vida citadina, que é afinal de contas onde podemos estabelecer algo comum”, propõe Homero Santiago

Por Ricardo Machado – IHU On-Line

Em Brasília, o parlamento — ou, se preferir, a casa do povo — é tomado por sujeitos de terno e gravata, eleitos conforme as atuais regras democráticas e munidos de suas retóricas. Lá, a democracia é disciplinar e funciona no fio da navalha entre a legalidade constitucional e a chantagem política. Uma outra democracia, que se constitui a partir de outro paradigma, emerge em São Paulo, com cadeiras no meio das avenidas e com o peso dos cassetetes como vassouras. Enquanto a casa do povo é cheia de ritos, a rua é plena de liberdades. “A escola pública nasceu vinculada à ideia de povo, uma escola popular (um ideal da revolução francesa), mas justo aí esconde-se o ardil: a escola é um dos mais eficazes instrumentos de produção do povo pelo poder; o caso, pois, seria conceber uma escola da e para a multidão, uma escola onde não se aprenda a ser povo”, defende Homero Santiago, em entrevista por e-mail à IHU On-Line. (mais…)

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Renap completa duas décadas de atuação

Rede de Advogadas e Advogados Populares nasceu para assessorar movimentos populares

Por Rafael Tatemoto
Do Brasil de Fato / MST

Completando duas décadas de articulação, a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap)  promoveu um encontro que ocorreu em Luiziania (GO), no centro de formação Vicente Cañas, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entre os dias 25 e 29 de novembro.  (mais…)

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Após vitória de Macri, movimentos sociais argentinos se reorganizam para defender conquistas

‘O momento é de tomar as ruas de volta, porque o neoliberalismo vai querer recuperar o espaço que perdeu nos últimos anos’, diz representante do movimento estudantil

Vanessa Martina Silva – Opera Mundi

Após a vitória da oposição que encerrou os 12 anos de governos kirchneristas, os movimentos sociais e correntes políticas que apoiaram a Frente para a Vitória, do candidato derrotado Daniel Scioli, começam a planejar a reorganização e as estratégias futuras para “impedir um retrocesso” nas políticas sociais e de direitos humanos no país. (mais…)

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Os desafios de elaborar um projeto popular para o Brasil. Entrevista especial com Gladstone Leonel da Silva Júnior

“A crise remonta a uma análise feita pelo próprio Gramsci, que dizia que em determinados momentos da história o que é velho já morreu e o novo ainda não nasceu. Nessa crise de destino, é necessário recriar formas de avançar um projeto distinto do vigente”, diz o advogado

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

Apesar de Gramsci ter influenciado a esquerda mundial e brasileira, e ter sido “referência dentro do PT”, “no governo federal, em que o PT está à frente há 13 anos, os governantes se valeram pouco das lições de Gramsci para pensar um projeto popular para o Brasil”, diz Gladstone Leonel da Silva Júnior à IHU On-Line, em entrevista concedida por e-mail. (mais…)

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Campanha em Defesa do CIMI e contra a criminalização dos movimentos indigenistas e militantes da causa

Diante do cenário que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul insiste em manter, no dia de mais uma oitiva fatídica da Comissão Parlamentar de Inquérito contra o Conselho Indigenista Missionário (CPI do CIMI), nós lançamos a Campanha #SomosTodosCIMI, com o intuito de mostrar a bancada ruralista da Casa de Leis que a tentativa de criminalização do CIMI, dos movimentos indigenistas e militantes da causa é inútil, pois a luta em defesa dos povos indígenas e os seus direitos é muito maior.

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“Lei Antiterrorismo”: CNDH aprova resolução pela retirada de pauta do projeto

Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) aprovou nesta sexta-feira (13) uma resolução que solicita à presidenta da República, Dilma Rousseff, que retire o Projeto de Lei n° 2016/2015 (PLC 101/2015), o qual define o crime de terrorismo no Brasil. A Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, representada pelo conselheiro Darci Frigo, foi uma das entidades integrantes do Conselho que propuseram a aprovação da resolução. (mais…)

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1º Encontro Nacional de Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas

“Cuidar, promover, preservar: a saúde se conquista com luta popular!”

CPP Nacional

Será realizado dia 30 de novembro a 5 de dezembro de 2015 em Brasília o 1º Encontro Nacional de Saúde das Populações do Campo, florestas e das Águas.  Contamos com a participação de 800 a 1000 pessoas. Encontro com caráter formativo e de luta, com os seguintes desafios: (mais…)

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Lei antiterrorismo: uma falsa solução para um falso problema. Entrevista especial com Adriano Pilatti

“Do ponto de vista do interesse público, não há necessidade nem da urgência nem do projeto”, assegura o advogado

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

O PL 101/15, conhecido como Lei antiterrorismo, aprovado no Senado, é um “desastre” do “ponto de vista das liberdades individuais e coletivas e dos direitos fundamentais”, diz Adriano Pilatti à IHU On-Line, na entrevista concedida por e-mail. Na avaliação dele, o PL representa um “retrocesso” que, se aprovado, nos jogará de volta “para os tempos do arbítrio e do terror de Estado e que pode produzir injustiças e sofrimentos em quantidades industriais”. (mais…)

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“Lei Antiterrorismo”: Quem são os terroristas? [Manifesto de repúdio à tipificação do terrorismo]

Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil

A “livre manifestação do pensamento” e a garantia de que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização” são direitos consagrados no artigo 5º da Constituição brasileira.

Mas a chamada “Lei Antiterrorismo” (PLC 101/2015), em discussão no Congresso Nacional, é uma séria ameaça à liberdade de expressão e manifestação no país. Desde as manifestações populares de junho de 2013, que tiveram origem nos protestos contra o aumento das passagens e continuaram nos anos seguintes, incluindo o período da realização da Copa do Mundo no Brasil, há uma tentativa de coibir a realização de atos públicos. Em muitos casos, as mobilizações foram – e ainda vêm sendo – reprimidas por meio de ação violenta e forte aparato pelas forças do Estado. (mais…)

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