12 de outubro de 1492 – o começo do massacre

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Contam que foi assim. Naquele outubro de 1492, fazia um dia lindo de sol no mar dos Caraíbas e os arawakes observaram as estranhas embarcações que se aproximavam. Quando perceberam que ali vinham homens, correram para recebê-los com água, comida e desejos de boas vindas. Mas, toda essa hospitalidade foi logo entendida como fraqueza e é assim que descreve Colombo em seu diário, o povo que, de braços abertos, o acolheu: “Trouxeram louros, bolas de algodão, lanças e outras coisas que trocaram conosco por contas de vidro. Não tiveram qualquer inconveniente em nos dar tudo o que possuíam… Eram de forte constituição, corpos bem feitos e boas feições… Não carregam armas de fogo, não as conhecem. Ao tocarem numa espada, a tomaram pela lâmina e se cortaram sem saber o que fazer com ela. Não trabalham o ferro. Suas lanças são feitas de taquara… Seriam uns criados magníficos… Com cinquenta homens os subjugaríamos e com eles faríamos o que quiséssemos”. Já neste breve escrito pode-se perceber qual a lógica da armada de Cristóvão Colombo: a cobiça e o desejo de dominar. Tanto que nas primeiras tentativas de conversa com os nativos das Antilhas, onde aportaram, a primeira pergunta que sofregamente repetiam os espanhóis era: “onde está o ouro?” (mais…)

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12 de octubre: “Día de los Pueblos Originarios y del Diálogo Intercultural” + A versão de Eduardo Galeano

Servindi, 12 de octubre, 2015

Hace 523 años, con el financiamiento de los Reyes Católicos de España, el navegante genovés Cristóbal Colón llegó a la isla de Guanahaní, en el archipiélago de las Bahamas, creyendo haber llegado a la India y otras regiones de Asia oriental.

A pesar de que Colón desconocía que estas tierras correspondían a un “nuevo continente”, su arribo significó el comienzo de la colonización y el abuso contra los nativos americanos por parte de los europeos, además de la expropiación de sus tierras y recursos. (mais…)

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Missa dos Quilombos celebra liberdade e alegria em Diamantina. Festival de História debate genocídio e ditadura

Evento acontece em paralelo ao Festival de História da cidade. Confira outras atrações do evento na cidade histórica

Por Ana Clara Brant, no EM

Diamantina – Às 19h em ponto dessa sexta-feira, ao invés dos sinos, os batuques começaram a ressoar na Igreja do Rosário, em Diamantina, a 290 km de Belo Horizonte, convocando os fiéis. Além dos frequentadores assíduos das celebrações religiosas, os participantes do 3º Festival de História (fHist) – entre historiadores, jornalistas e estudantes – que está sendo realizado na cidade até domingo, compareceram para conferir um dos pontos altos da Festa do Rosário dos Homens Pretos: a Missa dos Quilombos. (mais…)

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RN – Natal: Canoa histórica

Na Tribuna do Norte

Relíquias arqueológicas retiradas há cerca de dois anos do fundo da lagoa de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal, as  canoas indígenas do período pré-colonial e colonial do Brasil estão ao relento à entrada da Fundação de Cultura Aldeia Guajiru, naquela cidade. Ao ver os três lastros de madeira se deteriorando no gramado, os mais desavisados poderão não atentar – e mesmo questionar o cuidado – para importância histórica e cultural do aparato. (mais…)

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Memórias, desafios e expectativas de futuro compõem as discussões na Conferência Regional de Dourados

Funai

O caminho das águas de um rio foi utilizado pelos Guarani Kaiowá para descrever o tempo passado e o presente, e para nortear suas propostas para a I Conferência Nacional de Política Indigenista. A época sem cercas relembrada pelos mais velhos, a Guerra do Paraguai, a criação das reservas, a presença dos Terena para trabalhar na construção de ferrovias e plantio da erva-mate, estes e outros marcos são águas que passaram por esse rio simbólico, de muitas perdas, resistência e crença no bem viver. (mais…)

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Reativada a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos

Brasil 247

Com a conclusão dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, cujo relatório enumerou 434 casos de mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar, a  Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) reiniciou uma nova fase dos trabalhos, agora com o objetivo de retomar investigações a partir das descobertas da CNV.

Na última sexta-feira, 2, foram reconduzidos à comissão a procuradora da República, e sua presidente,  Eugênia Augusta Gonzaga, o representante do Ministério da Defesa, Cel. João Batista Fagundes, e Diva Santana, representante de familiares. Tomaram posse o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, a advogada Rosa Cardoso, representante da sociedade civil e ex-integrante da CNV, Vera Paiva, filha do desaparecido político Rubens Paiva, e o procurador da República Ivan Marx. (mais…)

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Para evitar novas ditaduras, é preciso retirar poder dos militares, da mídia e do capital

Marcela Belchior – Adital

Trinta anos após a retomada da democracia política na Argentina, após superar sua sexta ditadura, considerada a mais cruel da América do Sul, o enfraquecimento dos poder militar, econômico e midiático nas decisões do Estado é sua principal política de direitos humanos. A orientação é proteger o país dos três pilares que, juntos, podem aplicar um golpe de Estado e destituir a população do seu poder soberano. Para discutir o assunto, a Adital entrevistou o ativista de direitos humanos Ramón Pablo Videla, ex-operário metalúrgico que lutou em movimentos da guerrilha armada dos anos 1970, na Argentina, esteve 10 anos na prisão pela repressão militar e, hoje, colabora dentro do governo da presidenta Cristina Fernández com a construção de uma nação livre de autocracia. (mais…)

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40 anos da Operação Condor: debate fortalece cooperação em direitos humanos

Ana Clara Jovino – Adital

Cerca de 150 representantes de entidades e organizações de direitos humanos e vítimas das ditaduras latino-americanas, instaladas nos anos de 1960-1980 se reuniram em Brasília, para debater os avanços e retrocessos após 40 anos da Operação Condor. O encontro gerou um debate sobre políticas públicas em torno da defesa da verdade, da memória e da justiça na região. (mais…)

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Secretária da OAB morta em 1980 foi vítima de agentes do Exército, diz comissão

Por Isabela Vieira, Repórter da Agência Brasil

A secretária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Lyda Monteiro foi assassinada em 27 de agosto de 1980, por agentes do Centro de Informação do Exército (CIE), ao abrir uma carta-bomba, revelou hoje (11) a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-Rio), vinculada ao governo do estado. A correspondência era endereçada ao então presidente da entidade, Eduardo Seabra Fagundes, mas foi aberta por Lyda, secretária dele. Na época, a OAB denunciava desaparecimentos e torturas de perseguidos e presos políticos.

Com base em depoimentos de testemunhas, fotos e retratos falados, a comissão identificou a participação do sargento Magno Cantarino Motta, codinome Guarany, que entregou a bomba pessoalmente na sede da OAB; o sargento Guilherme Pereira do Rosário, que confeccionou o artefato e o coronel Freddie Perdigão Pereira, que coordenou a ação. Guarany é o único vivo entre eles. (mais…)

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