Mato Grosso entra na luta contra o racismo

Mato Grosso vai ganhar em maio mais uma entidade a União de Negros pela Igualdade (Unegro). A secretária do movimento social da diretoria estadual do PCdoB, Cátia Maria Justo, afirmou que está sendo organizada a construção dessa secretaria para 13 de maio, em Cuiabá.

A Unegro é conduzida pelo compromisso com as transformações políticas e sociais que precisam ser feitas na sociedade brasileira contra o racismo, as desigualdades de gênero e pela garantia dos direitos da população negra, rumo à construção de uma sociedade socialista multiracial no Brasil, é hoje uma entidade de reconhecimento local, nacional e internacional.

Ela está presente em mais outros 20 estados, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará, Pará, Roraima, Amazonas e Distrito Federal.

http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=367647

Ler Mais

GO – Dívidas e trabalho infantil sustentam escravidão por décadas

Parte das vítimas encontradas em olarias de Gouvelândia (GO) nasceu e passou mais de 30 anos enfrentando um quadro de servidão por dívidas, condições degradantes e outras precariedades na produção de tijolos

Por Bianca Pyl

Alguns dos 64 trabalhadores libertados de olarias em Goiás eram submetidos a trabalho escravo desde que vieram ao mundo. Integrantes da operação que inspecionou a área confirmaram que parte das vítimas nasceu e passou mais de 30 anos enfrentando um quadro de servidão por dívidas, condições degradantes e outras precariedades na atividade de produção de tijolos.

Além das dívidas ilegais (que em alguns casos chegavam a R$ 16 mil), os donos das 17 olarias flagradas com escravidão retinham objetos pessoais – como  roupas, panelas e até um berço – como forma de garantia de pagamento. Para completar, sete adolescentes (três deles com menos de 16 anos) laboravam diariamente das 4h às 10h da manhã, antes de ir à escola.  (mais…)

Ler Mais

Mais um pacote que valoriza a cultura negra chega ao circuito educacional brasileiro

Denise Porfírio/FCP

Por Daiane Souza

Chega ao circuito educacional mais uma contribuição para o efetivo cumprimento da lei que obriga o ensino da história e da cultura afro-brasileiras nas escolas: kits do projeto Mestres e Griôs do Brasil. Fruto de parceira entre a Fundação José de Paiva Netto e a Fundação Cultural Palmares (FCP), o material será entregue em bibliotecas, universidades, associações e instituições que valorizam o patrimônio imaterial do País.

Constituídos por dois DVDs, os pacotes exibem programas interdisciplinares de televisão sobre aspectos culturais afro-brasileiros. Eles integram um conjunto de iniciativas que buscam contribuir para a efetivação da Lei 10.639, de 2003, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileiras nas escolas públicas e privadas do Brasil. (mais…)

Ler Mais

O Estado Brasileiro e a Política da Vale

Adhemar S. Mineiro*

Ao se considerar esse tema, deve-se ter em consideração ao menos cinco aspectos fundamentais a serem levados em consideração. O primeiro, diz respeito à própria história da empresa. O segundo diz respeito ao seu peso estratégico na estrutura produtiva brasileira. Vale lembrar ainda os temas do controle de capital da empresa e do seu financiamento. Finalmente, há que ser considerado o seu papel como uma das chamadas “campeãs nacionais” e, conectado a isso, sua própria internacionalização como elemento que se inter-relaciona com a política externa brasileira. O texto curto a seguir, para debate, procura avançar algumas idéias sobre esses cinco pontos.

A então Companhia Vale do Rio Doce é criada como empresa estatal em 1942, sob o governo de Getúlio Vargas e tendo como grande pano de fundo as negociações para a entrada do Brasil na 2ª. Guerra Mundial ao lado da aliança contra os chamados países do “Eixo” (Alemanha, Itália e Japão). Uma das contrapartidas era o Brasil se transformar em um grande fornecedor de minérios para as forças “aliadas” (capitaneadas por EUA, Inglaterra e a então URSS), particularmente para os EUA, no bojo dos chamados “Acordos de Washington” e para servir como um dos instrumentos para esse fim se unificou, sob a égide do Estado, a então Estrada de Ferro Vitória-Minas com vários projetos de exploração minerais existentes ao longo da ferrovia, particularmente a mina de Itabira. (mais…)

Ler Mais

II Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale

Mais de 50 delegados de vários países do mundo encontraram-se em Belo Horizonte para debater estratégias de resistência contra impactos e ameaças sócio-ambientais e trabalhistas provocados pela mineradora. Linhas políticas contundentes unificam o movimento.

Um histórico de anos de resistência, em diversos países do mundo, levou os movimentos e as comunidades que se consideram atingidas pelas operações da mineradora Vale a realizar o II Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale.

Em 2010, em ocasião da primeira edição, 160 pessoas de 12 diferentes países inauguraram essa estratégia de articulação entre vítimas do ciclo de mineração e siderurgia da multinacional verde e amarela.

Ao longo do ano passado, vários eventos e atividades pautaram a resistência do movimento: entre eles, a greve de um ano inteiro no Canadá, a participação a várias assembléias de acionistas da Vale expressando as críticas das comunidades, a divulgação do Dossiê dos Impactos e Violações da Vale no mundo, a atuação da Federação Internacional dos Direitos Humanos em  pesquisa das violações de direitos em dois casos de Açailândia/MA e ação penal interposta contra dois diretores da siderúrgica CSA no Rio de Janeiro. (mais…)

Ler Mais