Documentário investiga relação entre incêndios de favelas e especulação imobiliária em São Paulo

Documentário entrevistou urbanistas, jornalistas e o atual prefeito Fernando Haddad
Documentário entrevistou urbanistas, jornalistas e o atual prefeito Fernando Haddad

Victor Souza – Catraca Livre

Em 2012, diversas favelas de São Paulo sofreram com incêndios que devastaram comunidades e deixaram milhares de pessoa sem teto.

O número de incêndios, o curto período de tempo e a localização dessas favelas em regiões de especulação imobiliária criaram um questionamento: seriam esses incêndios criminosos? Uma maneira rápida de retirar as pessoas para a criação de grandes empreendimentos?

Pensando em investigar a hipótese, César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo, produziram e dirigiram o documentário Limpam com Fogo como TCC do curso de Jornalismo da PUC-SP. (mais…)

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Conflitos socioambientais aumentam na Amazônia

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Pesquisadores constatam multiplicação de violações de direitos humanos e de casos de degradação ambiental nos países amazônicos, em especial no Brasil

Fernanda B. Müller – Instituto CarbonoBrasil

Um novo relatório destaca que episódios de violência e destruição na região amazônica estão subindo, com destaque para o Brasil, onde os conflitos pela terra estão em seu patamar mais grave nos últimos dez anos.

A publicação foi elaborada por uma ONG norueguesa chamada Regnskogfondet (Rainforest Foundation Noruega), que trabalha há 25 anos na Amazônia. Um dos objetivos é alertar o governo norueguês – grande doador de recursos para projetos e programas de conservação, assim como investidor de empresas que atuam na região – sobre a situação preocupante em que se encontra a floresta e os povos nativos.

“Defensores dos direitos humanos, ambientalistas e indígenas estão sendo atacados e sofrendo forte pressão; o direito à terra e à consulta prévia são freqüentemente violados”, concluiu o relatório. (mais…)

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Análise de conjuntura da CNBB sobre povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais

Trecho do Documento de Análise de Conjuntura da CNBB referente à situação dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais 

Os povos indígenas, quilombolas e povos tradicionais, juntamente com seus direitos territoriais e culturais vêm sofrendo sérias ameaças por parte do Estado brasileiro e de suas classes dominantes. O Congresso Constituinte (1986-1988), por ter se constituído num desaguadouro das lutas populares que colocaram abaixo a ditadura civil-militar, foi sensível ao reconhecimento, pela nossa Constituição Federal, dos direitos dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, de outros segmentos minoritários e da necessidade da proteção ambiental no país. As Disposições Constitucionais Transitórias chegaram a estabelecer o período de cinco anos para que todas as terras indígenas fossem demarcadas.

Durante um longo período, particularmente nos anos 1980 e 1990, tivemos sucessivas crises econômicas no Brasil e no mundo e a comunidade internacional viveu o fim da Guerra Fria e a abertura de um novo momento histórico, de valorização da diversidade cultural e do patrimônio ambiental de cada país. Os setores progressistas também deixaram de investir apenas nas lutas operárias, para reconhecerem o valor das lutas territoriais, culturais, ambientais e seus protagonistas populares.

Este conjunto de fatores propiciou que o Estado brasileiro, apoiado pela cooperação internacional, realizasse um amplo processo de demarcação das terras indígenas na região amazônica, com a participação ativa das próprias comunidades e de suas organizações. A falta de interesse por parte das grandes empresas naqueles territórios distantes dos centros econômicos permitiu que este processo fosse realizado de maneira relativamente tranquila. Além das terras indígenas foi possível avançar também na definição de áreas destinadas à proteção ambiental (parques nacionais, reservas biológicas) e iniciar o reconhecimento dos territórios quilombolas. (mais…)

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MPF realiza amanhã, 20, audiência pública sobre impactos de projeto de irrigação em comunidades tradicionais de Xique-Xique

logo mpfEvento será realizado amanhã, 20 de maio, às 14h, na Câmara Municipal de Xique-Xique

O Ministério Público Federal (MPF) em Irecê realiza amanhã, 20 de maio, no município de Xique-Xique/BA, a 577km da capital, audiência pública com o objetivo de conhecer os impactos da implantação do projeto de irrigação “Baixio de Irecê” nas atividades das comunidades tradicionais que vivem no local.

O projeto, que visa promover o desenvolvimento da região por meio da agricultura irrigada, está sendo implantado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). No entorno da localidade onde está sendo implementado o projeto existem cerca de 800 famílias de comunidades tradicionais que vivem de agricultura familiar, criação de ovinos, bovinos, caprinos e pesca artesanal.

O MPF recebeu denúncia de representante dessas comunidades, relatando que as áreas adquiridas pela Codevasf para implantação do projeto resultam de um violento processo de grilagem sofrido nas décadas de 70 e 80. Parte dessas terras está situada em regiões que tradicionalmente eram ocupadas por comunidades rurais, como as de fundo de pasto, pescadores artesanais e agricultores familiares. (mais…)

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Povos do Cerrado debaterão sobre terra, biodiversidade, água e cultura em evento

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Encontro e Feira dos Povos do Cerrado reunirá cerca de 700 comunitários, de 05 a 08 de junho, no Complexo Cultural Funarte, em Brasília/DF

Embora seja o segundo maior bioma brasileiro, um dos hotspots mundiais da biodiversidade (área prioritária para a conservação do planeta com alto grau de ameaça) e possuir as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo, o Cerrado ainda não foi reconhecido como Patrimônio Nacional. As comunidades tradicionais que vivem no e do bioma, que elas ajudam a conservar, também são marginalizadas por não terem acesso a terra e são vítimas constantes de conflitos socioambientais. Ficam também à mercê de um modelo de desenvolvimento predatório e excludente, bem como longe das políticas públicas que poderiam fazer do uso sustentável do Cerrado uma estratégia de conservação. (mais…)

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III ENA começa debatendo a importância da agroecologia no Brasil

Mesa de Abertura do III ENA. Foto: Fabio Caffé/Imagens do Povo.
Mesa de Abertura do III ENA. Foto: Fabio Caffé/Imagens do Povo.

Por Viviane Brochardt

Por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia? Com essa pergunta, Maria Emília Pacheco, representante da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) deu início ao III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), na tarde desta sexta-feira, 16, na cidade de Juazeiro, na Bahia.

“Chegamos com as chuvas, os festejos de São João, para falar, mostrar, trocar, cuidar da terra, alimentar a saúde e cultivar o futuro. Somos 2 mil pessoas, destas 70% são agricultores e agricultoras e, destes, 50% são mulheres”, comemora Pacheco. “Essa mesa de abertura começa a responder a pergunta que nos traz aqui: “Por que interessa a sociedade apoiar a agroecologia?” (mais…)

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Las voces de Benedetti, a cinco años de su adiós

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desinformémonos hermanos
hasta que el cuerpo aguante
y cuando ya no aguante
entonces decidámonos,
carajo decidámonos
y revolucionémonos.

***

A decir de Silvio Rodríguez, los poemas de Benedetti están en todas partes: “lo mismo en las conversaciones que en los muros, en postales de amistad, en lemas de correo en Internet, en libros que la gente de dedica usando sus palabras, su bandera humana, su poesía”.

Por Beatriz Zalce, em DesInformémonos

México. Cultivó todos los géneros literarios y los periodísticos. Vivió más de 80 años y escribió más de 80 libros que se tradujeron a más de 20 idiomas. El montevideano por antonomasia, Mario Benedetti, cultivó los sentimientos y por eso está sembrado en nuestros corazones: nos enseñó que caminando codo a codo somos mucho más que dos.

Nació en Paso de Toros, Uruguay, el 14 de septiembre de 1920 y, desde su amado Montevideo, partió hacia la eternidad el 17 de mayo del 2009, hace cinco años.

De su infancia no le gustaba hablar, sus padres no se llevaban bien, un abismo cultural los separaba y discutían mucho frente a los hijos. Mario estudia en el Colegio Alemán de Montevideo, pero cuando en 1933 se hace obligatorio el saludo nazi, lo cambian de escuela. Muy pronto opta por la vía autodidacta. Es un apasionado lector, cree en el esfuerzo y práctica la disciplina. Le gustan los deportes, en especial el futbol y el ping pong. El suyo es un país tranquilo: “verde y con tranvía”, hasta que en ese mismo 1933 un golpe de Estado depone a Baltazar Brun, cuyo suicidio impresiona a Mario: se avergüenza por la falta de reacción de la colectividad.

Desde la adolescencia padece asma y se revela alérgico a la nuez, la penicilina y, sobre todo, a las dictaduras. Entra a trabajar en una empresa de refacciones automotrices; tiene sed de absoluto, de trascendencia espiritual.

Un domingo, sentado en la Plaza San Martín, con un libro del poeta Baldomero Fernández Moreno, descubre su vocación literaria. Tendrán una influencia decisiva en él Antonio Machado, José Martí y César Vallejo. Lee con fruición a Maupassant, a Chéjov, a Georges Duhamel quien lo deslumbra por su lenguaje tan accesible. Pasa por Proust, por Faulkner. Sabe que su destino es ser escritor y se pone a escribir, primero en una revista de Logosofía y, casi al mismo tiempo, cartas a Luz López Alegría, quien se convertirá en su esposa, su amor, su cómplice y todo. (mais…)

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