moradores piquia comemorando

Quem semeia com lágrimas, recolhe com alegria

Por Padre Dário, em seu Blog

Foi um ano de lágrimas e sementes, para a comunidade de Piquiá de Baixo.

Muitos já conhecem a luta orgulhosa, resistente e firme dessa comunidade, no município de Açailândia-MA. Sofrendo há quase trinta anos os efeitos devastadores da poluição do ciclo de mineração e siderurgia em sua região, os moradores começaram de forma mais organizada a denunciar o descaso do Estado e as responsabilidades das empresas, reivindicando -para começar- o reassentamento coletivo numa área livre de poluição. (mais…)

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Homem caminha sobre restos de galhos e árvores no Rio Doce, no município de Rio Doce, quatro dias após o rompimento de duas barragens em Minas Gerais - Daniel Marenco / Agência O Globo / 9-11-2015

Laudo aponta que Rio Doce estará sujeito a danos ‘imprevisíveis’ ao longo dos anos

Abastecimento de 12 cidades vai depender de novos mananciais, diz documento da ANA

Por Vinicius Sassine, em O Globo

BRASÍLIA — As águas do Rio Doce, depois do maior desastre ambiental da História do país, estarão sujeitas a novos picos de turbidez (água turva), quedas de oxigênio, aumentos na concentração de metais e prejuízos para os dependentes da bacia por períodos “indeterminados e imprevisíveis”. Por essa razão, o abastecimento de água em 12 cidades de Minas Gerais e Espírito Santo que precisam do rio dependerá de “novos mananciais, implantação de poços profundos e sistemas de adução”. Essas 12 cidades concentram mais de 550 mil moradores. (mais…)

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06/11 - Carros e destroços de casas são vistos em meio a lama após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco no Distrito de Bento Rodrigues, no interior de Minas Gerais (Foto: Felipe Dana/AP)

El Perú debe extraer lecciones del peor desastre ambiental minero en Brasil

Servindi, 28 de diciembre, 2015

El especialista en temas ambientales Marc Dourojeanni advierte que el Perú debe extraer lecciones del peor desastre ambiental brasileño. Los futuros gobernantes “deben asumir seriamente el tema de las implicancias económicas y socioambientales de la minería, tanto de la formal como de la informal o ilegal” precisó.

Dourojeanni afirma que la gran minería en el Perú continúa construyendo diques para sus relaves y, probablemente, continúa aplicando el mismo criterio economicista que usó la empresa Samarco que provocó el desastre en Minas Gerais, Brasil. (mais…)

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Vista do leito assoreado do Rio Doce a partir de barco encalhado: remoção da lama é uma das exigências de processo na Justiça Federal. Foto: Beto Novaes /EM/D.A Press

Samarco (Vale/BHP) terá que pagar R$ 2 bilhões como indenização

Mineradora é notificada de decisão em ação movida pela União e estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Remuneração a sócios da empresa fica suspensa

Por Paulo Henrique Lobato, no Estado de Minas

A Samarco informou ter sido notificada pela 12ª Vara da Justiça Federal para depositar R$ 2 bilhões, em contas judiciais, como parte de ação civil pública ajuizada pela Advocacia-Geral da União (AGU), em parceria com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A mineradora, porém, não adiantou se vai recorrer no processo, movido em razão dos danos causados pelo estouro da Barragem do Fundão, em Mariana, na tarde de 5 de novembro, no maior desastre socioambiental do Brasil. (mais…)

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Imagem aérea do garimpo ilegal instalado na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda. Foto: Reprodução/TVCA

MT – Justiça determina desocupação e isolamento de ‘nova Serra Pelada’

Garimpo ilegal foi reocupado por aproximadamente 2 mil pessoas em MT. Decisão atende parcialmente ação movida pelo Ministério Público.

Por Lislaine dos Anjos, no G1 MT

A Justiça Federal determinou aos governos federal e estadual para que apresentem, dentro de 15 dias, um projeto para desocupação e isolamento do garimpo ilegal instalado na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. A decisão atende parcialmente a uma nova ação civil pública ingressada pelo Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal há três dias, onde pedem pela retirada de cerca de dois mil garimpeiros que retornaram ao local após a primeira desocupação, realizada em novembro deste ano. (mais…)

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barragem cachorro

MG – Barragem que se rompeu não voltará a funcionar, diz presidente da Samarco (Vale/BHP)

Por Estêvão Bertoni e Marcelo Leite, enviados especiais, na Folha/UOL

Mesmo que a mineradora Samarco volte a operar em Mariana nos próximos anos, a barragem que ruiu em 5 de novembro, deixando ao menos 17 mortos, não deverá ser reerguida. “Não é a nossa intenção voltar a construir naquele local, até por tudo o que esse acidente representou e representa para a empresa”, afirma Ricardo Vescovi, 45, diretor presidente da Samarco.

Em entrevista concedida na quarta-feira (23), na sede da mineradora em Belo Horizonte, onde também fica a Vale (coacionista da empresa ao lado da anglo-australiana BHP Billiton), Vescovi deixou em aberto questões sobre os problemas na estrutura que ruiu e as falhas no plano de emergência. (mais…)

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Rio Doce: prossegue ACP na 3ª Vara Cível de Vitória sem União e Estado. População demonstra completa insatisfação

Objetivo da ação é proteger unidades de conservação da foz do Rio Doce

MPF ES

Apesar dos impactos causados na foz do Rio Doce e no litoral Norte do Espírito Santo em decorrência do rompimento da barragem da Mineradora Samarco S/A, na cidade de Mariana (MG), o Estado do Espírito Santo e o Iema, além da União, do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), manifestaram desinteresse em integrar a ação civil pública ambiental em curso na 3ª Vara Cível de Vitória. (mais…)

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Foto: Marcela Bonfim /AmReal

Povos Indígenas: Diamantes de sangue na Amazônia, por Ana Aranda

Ana Aranda, especial para a Amazônia Real

Espigão D´Oeste (RO) – Os indígenas Cinta Larga, falantes da língua Tupi Mondé, vivem uma situação parecida com a da grande maioria dos agricultores familiares do interior da Amazônia. Suas casas não têm sistema de esgoto, nem água encanada. As escolas e os postos de saúde são precários e o que produzem nas roças é ineficiente à sobrevivência, pois faltam maquinário, insumos, assistência técnica e crédito bancário. Mas eles moram em cima da maior mina de diamantes do mundo, com capacidade para exploração de um milhão de quilates de pedras preciosas por ano, com receita anual estimada em US$ 200 milhões (ou R$ 760 milhões).

A exploração ilegal das pedras preciosas, que ganhou força em 1998 e chegou a reunir 5 mil garimpeiros, em 2004, mudou a vida dos índios. O Ministério Público Federal estima que vivem cerca de 2.500 Cinta Larga nas Terras Indígenas Roosevelt, Serra Morena, Parque Aripuanã e Aripuanã, que ficam na divisa dos estados de Rondônia e Mato Grosso. (mais…)

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barragens decisao samarco vale bhp

Justiça Federal determina bloqueio de bens da Vale e BHP Billiton

Ação afirma que Samarco não tem patrimônio suficiente para multas. Magistrado tomou medidas para garantir recuperação de danos.

Por Bruno Dalvi, da TV Gazeta/G1

O juiz federal Marcelo Aguiar Machado, da 12ª Vara Federal de 1º grau em Minas Gerais, determinou a indisponibilidade de bens da Vale e da anglo-australiana BHP Billiton, donas daSamarco. A decisão, assinada na noite desta sexta-feira (18), atende a grande parte dos pedidos de uma Ação Civil Pública impetrada pela União e pelos governos do Espírito Santo e Minas Gerais contra a Mineradora Samarco e suas controladoras. (mais…)

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Foto: Gustavo Ferreira / Jornalistas Livres

A lama da Samarco e o Carrinho de Cachorro Quente, por Antonio Claret Fernandes

Em Combate Racismo Ambiental

Sofia está deitada, mas não consegue dormir. A história de Riso, atingido pela lama da Samarco em Barra Longa, não lhe sai da cabeça. Ele sonha com a volta ao trabalho. E reivindica um Carrinho de Cachorro Quente da Samarco. Mas a ideia não dá certo. A empresa acha o preço caro: quatro mil e oitocentos reais. ‘É um Carrinho melhor’, Riso se justifica. Mas não adianta. O Capital faz conta de cada centavo. Duro igual pedra. Dizem-no sem alma. Enquanto Riso quer trabalhar pra tocar sua vida, os donos da Samarco querem retomar a exploração de minério em Mariana e, para isso, precisam guardar cada real próprio, usar o cofre do Estado em nome do ‘ocorrido’ – apelido dado pela empresa ao crime – e embolsar algo em torno de meio trilhão de reais.

Sofia se vira na rede, fica de lado, encolhida. E sente que, finalmente, o sono a vai tomando. Mas um riso incontrolado e repentino a invade. Lembra-se de uma coisa boba, mas não se aguenta. Durante o dia, na Rua, alguém tinha chegado perto dela e feito um comentário sobre a situação de Riso: ‘não fica bem para um empresário empurrar um carrinho pela rua’. A resposta dela vem na ponta da língua: ‘a lama da Samarco é tão forte que quebra até preconceito’! (mais…)

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