Rio de Janeiro registra sensação térmica de 55 ºC

Por Cristina Indio do Brasil, repórter da Agência Brasil

O Rio de Janeiro registrou ontem (28) 55 graus Celsius (ºC) de sensação térmica na região da Restinga da Marambaia, na zona oeste da cidade, onde está localizada uma estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), maior registrada na capital fluminense. A avaliação foi feita pela meteorologista Marlene Leal. Ela informou que a marca foi anotada no meio da tarde, quando a temperatura no local era 38,1 ºC, quando a umidade relativa do ar estava em 59%. “Ela chegou até a 72%, mas o cálculo da sensação foi feito exatamente no horário em que a temperatura foi máxima”, esclareceu, acrescentando que no restante da cidade do Rio a sensação ficou em torno de 39 ºC e 40 ºC, com temperatura de 36,5 ºC. (mais…)

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Faltando oito meses para as Olimpíadas, Prefeitura aumenta a pressão sobre a Vila Autódromo

Por Sam Salvesen, em Rio On Watch

“Se você não sair por amor, sairá pela dor.”

Esta foi a mensagem do sub-prefeito da Barra da Tijuca, Alex Costa, de acordo com os moradores da Vila Autódromo que ainda estão lutando por seu direito de permanecer na comunidade que fica no terreno adjacente ao Parque Olímpico de 2016. Faltando menos de oito meses para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, a prefeitura do Rio de Janeiro aumentou a pressão sobre a comunidade. Moradores relatam ameaças verbais e mentiras deslavadas, não só do Sr. Costa, mas de trabalhadores da construção civil, autoridades do sistema habitacional e outros agentes da prefeitura que entram na comunidade. ORioOnWatch vem acompanhando a situação na Vila Autódromo. Para a segurança dos moradores, todas as entrevistas citadas neste artigo permanecerão anônimas. (mais…)

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Florianópolis: Ponta do Coral ainda protegida

Movimento da Ponta do Coral 100% pública informa que um novo julgamento deverá ser realizado, pelo Tribunal Regional Federal  4a. Região, sobre a Competência Administrativa da FATMA à favor do IBAMA para liberações de licenças para a área da PONTA DO CORAL.

Por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

“Após pedido do Ministério Público Federal, o Superior Tribunal de Justiça anulou a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, (favoravel à FATMA e HANTEI) enviando os autos novamente ao TRF4 para novo julgamento do caso que envolve a área conhecida como Ponta do Coral, em Florianópolis. (mais…)

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Ato de moradores da Vila Soma reuniu 2 mil em fevereiro, segundo organização. Foto: Arthur Menicucci / G1

Defensoria recorre à OEA contra a reintegração de posse de área com 10 mil habitantes

Por Alexandre Putti, em Justificando

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo enviou à Comissão Internacional de Direitos Humanos (OEA) uma petição denunciando a falta de direitos humanos prevista na reintegração de posse, marcada para o dia 17 de janeiro, da Vila Soma, bairro na cidade de Sumaré (118km da Capital), onde vivem cerca de 10 mil pessoas carentes.

No pedido, os defensores do Núcleo Especializado de Habitação e Urbanismo alegam que a reintegração contará com um grande amparo policial e há grande risco de que o cumprimento ocorra sem a garantia dos direitos humanos. “Em razão do elevado número de moradores da comunidade, e da inexistência de providência habitacional condigna a estes cidadãos, criou-se uma sensação generalizada de insegurança na região”, diz a petição. (mais…)

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Foto: Coletivo Maruim

Não tem arrego para pobres, por Elaine Tavares

Em Palavras Insurgentes

Em 2013, por essa mesma época, perto do natal, famílias empobrecidas que viviam na ilha sem mais condições de pagar os altos aluguéis, ocuparam uma área na região da praia de Canasvieiras, um dos espaços mais caros da ilha. O terreno foi reivindicado pelo empresário Artêmio Paludo, que não conseguiu provar na justiça a posse legal de todo o espaço. Ainda assim, as famílias que ocuparam o terreno foram obrigada a sair da área, com a ação sempre truculenta da polícia militar. Quem acompanhou de perto aquela saga sabe muito bem o drama que é para as pessoas que buscam vida melhor na cidade, o despedaçamento de seus sonhos. Naqueles dias, muitos dos ocupantes eram migrantes do interior do estado e de outros estados do Brasil. Todos tentando encontrar na capital – que é chamada de ilha da magia – um lugar onde fincar uma casinha e seguir na batalha renhida pela vida. E esse, talvez, seja o sonho mais difícil de ver realizado. A terra na ilha tem peso de ouro. Perto da praia, então, não é coisa para “o bico de pobre”. (mais…)

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Comitê Popular Lança Último Dossiê Pré-Olimpíadas Sobre Violações de Direitos Humanos Frente aos “Jogos da Exclusão”

Cerianne Robertson – RioOnWatch

“Só não é best-seller porque não está à venda”. Um dia antes do lançamento oficial na terça-feira, 8 de dezembro, a página do Facebook do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas, orgulhosamente, postou uma imagem do seu dossiê–com pesquisas meticulosas–de 190 páginas sobre os megaeventos e as violações de direitos humanos no Rio. A quarta edição da série, ele também é o primeiro dossiê desde a Copa do Mundo de 2014. Essa nova publicação de novembro de 2015 se diferencia das versões anteriores por seu foco intensificado nas Olimpíadas de 2016. Este é o primeiro dossiê com um título único–“Olimpíada Rio 2016, os jogos da exclusão“–e o primeiro a ser publicado em português e inglês. (mais…)

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Foto: Chico Ludermir/ Direitos Urbanos. Alguns direitos reservados.

Vitória do Movimento Ocupe Estelita, desafio para nossas cidades

Por Raquel Rolnik, no Blog Habitat do Portal Yahoo!

No último sábado (28), a população do Recife acordou com a notícia da decisão judicial que anulou o leilão da venda da área do Cais José Estelita, realizado em 2008, em resposta à ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. Essa área, de cerca de 100 mil metros quadrados, pertencia à Rede Ferroviária Federal, que, uma vez extinta, teve seu patrimônio transferido para a União, ou seja, o governo federal. Em leilão, a área foi arrematada pelo consórcio Novo Recife, formado pelas construtoras Moura Dubeux, GL Empreendimentos, Ara Empreendimentos e a empreiteira Queiroz Galvão. Ali, o grupo pretendia implementar um megaempreendimento imobiliário, com 13 torres de edifícios de luxo de cerca de 40 andares. (mais…)

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Cais Estelita: Quem vai conduzir o processo de ocupação do espaço urbano? Entrevista especial com Tomás Lapa

“As decisões devem emanar do poder público municipal, que é quem é qualificado para conduzir o processo de ordenamento do espaço urbano”, diz o arquiteto

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

Apesar de a decisão judicial ter anulado a compra do terreno do Cais José Estelita, na área central do Recife, o sentimento de parte dos envolvidos com a condenação do projeto da construção de duas torres na atual área do Cais é ambíguo e pode ser compreendido na posição do professor Tomás Lapa, que vem acompanhando o processo de discussão em torno do Cais. De um lado, Lapa, que condenou o projeto da construção das torres, se diz “satisfeito”, porque apesar do “lobby da construção civil”, é “positivo o fato de a Justiça ter acatado uma ação do Ministério Público Federal e ter declarado a nulidade do leilão”. (mais…)

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Justiça anula compra de área do Cais José Estelita pelo Consórcio Novo Recife

Para o juiz Roberto Wanderley, o projeto Novo Recife inclui um sequencial de torres que esbarram com o perfil arquitetônico e paisagístico da área

Do JC Online

A Justiça Federal em Pernambuco anulou, na manhã deste sábado (28), a compra da área do Cais José Estelita, na região central do Recife,  realizada pelo Consórcio Novo Recife. O juiz Roberto Wanderley Nogueira da 1ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, acatou o pedido feito em ação civil pública pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), Município do Recife, Novo Recife Empreendimentos e União Federal. (mais…)

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Terreiro baiano torna-se patrimônio cultural brasileiro

Certificação foi aprovada por unanimidade pelo Iphan

SEPPIR

O terreiro Omo Ilê Agbôula, de culto a Egungun, na Ilha de Itaparica (BA), recebeu nesta quarta-feira (25/11) o reconhecimento do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com a certificação, o terreiro passa a ser patrimônio cultural brasileiro, protegido pelo governo federal.

O Conselho que avalia os processos de tombamento é composto por 23 especialistas e aprovou por unanimidade o reconhecimento do terreiro Omo Ilê Agbôula, fundado em 1940 e o primeiro no país a cultuar os Egunguns (ancestrais masculinos). (mais…)

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