MPF/SP denuncia ex-chefe do DOI-CODI pelo homicídio e ocultação do cadáver de militante do PCB durante a ditadura militar

Além da motivação política, assassinato teve como objetivo obter 60 mil dólares que a vítima havia recebido do partido; dinheiro foi rateado entre agentes da repressão

MPF SP

O Ministério Público Federal denunciou o ex-chefe do DOI-CODI, do II Exército, em São Paulo, Audir Santos Maciel, pelo homicídio duplamente qualificado e ocultação do cadáver do militante político José Montenegro de Lima durante a ditadura militar brasileira. A vítima, conhecida como Magrão, foi assassinada em 29 de setembro de 1975 com uma injeção destinada ao sacrifício de cavalos. O corpo do militante foi atirado nas águas do Rio Novo, em Avaré, e nunca foi encontrado. (mais…)

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PIC

As descobertas do relatório da Comissão da Verdade do Rio

Foram enumerados 181 agentes que comprovadamente são autores de graves violações aos direitos humanos. A lista acrescenta os nomes de agentes que não constavam no relatório da Comissão Nacional da Verdade

Por Maria Carolina Bissoto*, especial para a Ponte Jornalismo

No dia 10 de dezembro de 2015, passado exatamente um ano da entrega a presidente Dilma Rousseff do relatório da Comissão Nacional da Verdade, foi divulgado o relatório final da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-Rio), que conta com vinte e quatro capítulos, seis conclusões e quarenta recomendações. (mais…)

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jornal soledad barret

Brasil pide perdón por persecución y asesinato de Soledad Barret Viedma

Por Eliseo Paciello, em ABC

El Estado brasileño decidió pedir formalmente disculpas a Ñasaindy Barret de Araújo por la persecución y asesinato que sufrió su madre, Soledad Barret Viedma, durante la dictadura del Brasil.

Soledad fue declarada oficialmente muerta y desaparecida por la responsabilidad del Estado brasileño. Ahora también fue amnistiada por todas las persecuciones que sufrió en vida. Su hija, Ñasaindy Barret de Araújo, recibe formalmente el pedido de disculpas del vecino país. (mais…)

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garrastazu

UFRJ revoga título de Doutor Honoris Causa concedido ao general Médici

O Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ decidiu por unanimidade e aclamação revogar o título de Doutor Honoris Causa concedido, em 1972, ao general Emílio Garrastazu Médici, Presidente da República durante o Regime Militar. A votação ocorreu na tarde desta quinta-feira, 10 de dezembro, em sessão ordinária.

A anulação do título configura “reparação moral aos estudantes e professores da UFRJ torturados, mortos e desaparecidos e como resgate da dignidade acadêmica do Conselho Universitário”, afirma o relatório da Comissão da Memória e Verdade (CMV) da UFRJ, responsável pela proposta de revogação. (mais…)

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Imagem do filme “Corte Seco'', de Renato Tapajós

MPF/SP denuncia quatro ex-agentes da repressão responsáveis pela primeira morte registrada na ditadura

Virgílio Gomes da Silva foi preso e morto em 1969 após coordenar o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick; restos mortais permanecem sem identificação

MPF SP

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou quatro ex-agentes do regime ditatorial pela morte, em 1969, do operário e sindicalista Virgílio Gomes da Silva, considerado oficialmente o primeiro desaparecido político após o golpe de 1964. O major Inocêncio Fabrício de Matos era um dos chefes da Operação Bandeirante (Oban) e participou, junto com seus subordinados Homero Cesar Machado, Maurício Lopes Lima e João Thomaz, da prisão e da tortura de Virgílio. Pelo menos outras dez pessoas, hoje já falecidas, também se envolveram no crime. Os denunciados devem responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. (mais…)

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desaparecidos

Lluvia de críticas a La Nación por pedir la libertad de los genocidas

El diario publicó hoy su editorial No más venganza, donde criticó los juicios a los represores. Le reclamó al goberno electo que libere a los condenados

Tiempo

En su edición de hoy, el diario La Nación publicó un editorial donde critica con dureza la política de Derechos Humanos realizada por el kirchnerismo, habló de “venganza” y reclamó la libertad para los condenados. Las reacciones no tardaron en llegar, desde políticos, artistas y hasta periodistas del propio medio. (mais…)

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Iara, Arnaldinho e Zilda, no exílio

No dia dos seus 90 anos, morre a líder guerrilheira Zilda Xavier Pereira

Por Mário Magalhaes, em seu Blog

Uma das mais importantes militantes da luta armada contra a ditadura, Zilda Xavier Pereira morreu hoje em Brasília. Ela integrou o comando da Ação Libertadora Nacional, maior organização guerrilheira do país. Seus filhos Iuri e Alex Xavier Pereira, também guerrilheiros, foram assassinados por agentes da ditadura. Zilda foi companheira de militância e de amor do revolucionário Carlos Marighella.

Filha de pai ferroviário e mãe dona de casa de origem camponesa, Zilda Paula Xavier Pereira nasceu no Recife em 22 de novembro de 1925. (mais…)

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Volkswagen

O sinistro apoio das empresas à ditadura

Por Redação de Outras Palavras

Lucio Bellentani, hoje com 71 anos, foi ferramenteiro na Volkswagen de São Bernardo do Campo quando tinha 28 anos. Filiado ao PCB, foi preso às 23h30 de um dia de julho de 1972, dentro da fábrica, numa ação acompanhada de seguranças da empresa. Outros 12 operários foram detidos com ele. Levou socos e pontapés na sala de Recursos Humanos e foi depois transferido para o Dops, onde passou por sessões de tortura: palmatória nas mãos, pés e cabeças, pau de arara, choque elétrico. Chegou a ser arrastado por um carro amarrado pelas mãos, teve dentes arrancados com alicate. Ficou um ano e oito meses preso, não conseguiu mais emprego em São Bernardo – as empresas partilhavam lista de ‘malditos’ – e foi morar no interior. Até hoje tem pesadelos e não suporta quarto escuro. (mais…)

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Pablo Neruda y Salvador Allende

Relatório oficial: “altamente provável” que Neruda tenha sido assassinado

Até agora a morte do poeta, em setembro de 1973, era atribuída a um câncer de próstata

Winston Manrique Sabogal, El País

Um documento oficial do Ministério do Interior do Governo do Chile reconhece pela primeira vez que é bem possível que Pablo Neruda tenha sido assassinado. Segundo o documento, ao qual EL PAÍS teve acesso, o poeta e Prêmio Nobel de Literatura de 1971 não morreu “em consequência do câncer de próstata de que padecia”, mas é “claramente possível e altamente provável a intervenção de terceiros”. Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, um domingo, às 10 e meia da noite na Clínica Santa María, de Santiago, no Chile. Nesse dia, segundo “está comprovado no processo”, diz o documento oficial, aplicaram-lhe uma injeção ou o fizeram ingerir algo que teria precipitado a sua morte, seis horas e meia depois. Tudo isso, poucas horas antes de o Nobel partir em um avião rumo ao México, onde, como diz o texto do ministério, possivelmente iria liderar um Governo no exílio para denunciar a atuação do general Augusto Pinochet, que havia dado o golpe de Estado em 11 de setembro. (mais…)

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Série inédita brasileira mostra salto da desigualdade no começo da ditadura

IHU On-Line

É preciso crescer o bolo para depois distribuí-lo. O debate sobre a frase clássica da ditadura brasileira para explicar o salto da desigualdade na década de 1960 acaba de ganhar um novo capítulo. Série histórica inédita sobre a concentração de renda nas mãos do 1% mais rico da população do Brasil, de 1927 a 2013, mostra que a acumulação de renda no topo da pirâmide deu um salto nos primeiros anos de regime militar.

Os novos números identificam um aumento do fosso entre os mais ricos e os mais pobres antes do milagre econômico. Ou seja, não foi apenas em decorrência do crescimento acelerado da economia iniciado em 1968 — e da demanda insatisfeita por trabalhadores mais qualificados provocado por ele — que a alta da desigualdade se deu. As medidas dos anos de recessão e o ajuste do começo do período, que incluíram isenções fiscais, arrocho salarial e repressão a sindicatos, foram determinantes para a reversão rápida, entre 1964 e 1968, de uma trajetória de queda da disparidade. (mais…)

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