Em 2015, Mais Médicos ocupa todas as vagas abertas com brasileiros pela 1ª vez

Por Aline Leal, repórter da Agência Brasil

Depois de muita polêmica envolvendo a contratação de profissionais cubanos para o Mais Médicos, em 2015 o programa conseguiu atrair um número maior de clínicos com registro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) brasileiros. Enquanto 79%  dos médicos que entraram no programa de julho de 2013 a dezembro de 2014 são cooperados cubanos, todos os que entraram em 2015 são brasileiros. (mais…)

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Porto Sudeste (divulgação MPF/RJ)

MPF quer suspensão da operação do Porto Sudeste (RJ) até solução para famílias da área

Com capacidade de movimentação de 50 milhões de toneladas de minério por ano, terminal opera a menos de 30 metros de vila de pescadores

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) ingressou com ação civil pública contra a empresa MMX Porto Sudeste LTDA e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para suspender a Licença de Operação do empreendimento no município de Itaguaí (RJ), até que seja encontrada uma solução para as 25 famílias que atualmente residem na Vila do Engenho, Ilha da Madeira, a menos de 30 metros do terminal. Na ação, protocolada ontem na Justiça Federal do Rio de Janeiro, o MPF alega que a empresa deixou de cumprir obrigação estabelecida na Licença de Instalação do Porto, consistente na realocação de todos os moradores da Vila do Engenho, e que a operação de empreendimento desta magnitude e natureza é incompatível com a permanência da população residente na área, em razão da comprovada emissão, durante as operações, de gases e partículas altamente prejudiciais à saúde, dentre os quais dióxido de enxofre (SO2); dióxido de nitrogênio (NO2); partículas inaláveis (PM10), partículas totais em suspensão (PTS), hidrocarbonetos (HCT) e monóxido de carbono (CO). (mais…)

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Protesto. Profissionais de saúde mental e pacientes em frente à Alerj, na manifestação contra troca no ministério. Foto de Domingos Peixoto / Agência O Globo.

Mudança na Saúde gera protestos no país. Ex-diretor de manicômio denunciado ganha cargo

Por William Helal Filho, em O Globo

RIO – Pacientes esquálidos, medicações inadequadas e internações indevidas. Descritas no relatório de uma auditoria realizada em 2000, as denúncias contra a Casa de Saúde Doutor Eiras, então o maior manicômio particular do país, em Paracambi, na Baixada Fluminense, motivaram o governo federal a pedir, na época, uma investigação do Ministério Público. A medida levou a um processo de intervenção que terminou com o fechamento do local, em 2012. Mas a situação exposta há 15 anos foi relembrada, ontem, durante protestos de profissionais da área contra a nomeação do psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho para o cargo de coordenador de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde. O médico dirigiu o hospital em Paracambi na década de 1990. (mais…)

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Marcelo-Castro-e-Valencius

Trevas no rumo da Saúde Mental: ministro critica influência de Foucault e indica psiquiatra que dirigiu casa de horrores no Rio de Janeiro; “a comida não daria para meus cachorros”

No topo, o ministro Marcelo Castro e o novo coordenador-geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Valencius Wurch. As três fotos seguintes são da Casa de Saúde Dr. Eiras, todas do arquivo pessoal da médica Cristina Vidal. Na década de 1970, a direção internava lá crianças com retardo mental, paralisia cerebral e adultos deficientes após os 18 anos. Todas iam para o Pavilhão Santa Rosa. A foto é desta época. Em 1997, com o fechamento da Funabem, em Botafogo, todos os internos foram levados para lá. Uma casa de horrores

por Conceição Lemes, Viomundo

A política brasileira de saúde mental, álcool e outras drogas é hoje reconhecida  internacionalmente.

Ela é resultado de uma mudança radical na abordagem e atendimento de pessoas portadoras de transtornos mentais, a partir da Lei da Reforma Psiquiátrica (nº 10.216/2001), aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso. (mais…)

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remedios

Lobby da indústria farmacêutica põe direito à saúde na UTI

No Blog do Sakamoto

Grandes laboratórios investem em doações para campanhas eleitorais, bancam viagens internacionais para parlamentares e contratam ex-gestores públicos com acesso a informações privilegiadas. A razão é simples: só em 2014, a indústria do setor lucrou 29,4 bilhões de dólares por aqui e a expectativa é de crescimento, apesar da crise. Este texto de Najla Passos, para a Repórter Brasil, é longo, mas importante, pois mostra como funciona o lobby do setor, que atinge diferentes partidos e espectros ideológicos.

Afinal, a única certeza é que, em algum momento da vida (para os sortudos) ou pela vida inteira (no caso da maioria), quase todos nós usam, usaram ou usarão medicamentos. (mais…)

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dossie agrotoxicos

“A pauta dos agrotóxicos tem sido estratégica para uma nova forma de pensar, produzir conhecimento e atuar no campo da Saúde Coletiva”

Confira a entrevista na íntegra de Marcelo Firpo, coordenador do GTSA/Abrasco, sobre o Dossiê e a construção de uma nova agenda no campo

Abrasco

Engenheiro de produção, psicólogo, Marcelo Firpo de Souza Porto é pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (CESTEH/ENSP/Fiocruz) e coordenador do Grupo Temático Saúde e Ambiente (GTSA/Abrasco). Perguntado sobre o papel do Dossiê Abrasco no debate social para a matéria Dossiê Abrasco no centro dos debates e ações no dia internacional de luta contra os agrotóxicos, Firpo ressaltou que a obra trouxe novas formas de articulação política e científica da Abrasco: “A pauta dos agrotóxicos tem sido estratégica para uma nova forma de pensar, produzir conhecimento e atuar no campo da Saúde Coletiva”. Leia abaixo a entrevista na íntegra: (mais…)

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2015-12_dsei-Cacoal

Indígenas ocupam polo base da Sesai em Cacoal (RO)

CIMI

Desde a última quarta-feira (02), cerca de 200 indígenas de 13 povos do Mato Grosso (MT) e de Rondônia (RO) ocupam o polo base da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) no município de Cacoal (RO). Os indígenas reivindicam melhores condições e estrutura no atendimento diferenciado à saúde indígena e a troca da coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Vilhena, que abrange partes dos dois estados.

A ocupação é feita por representantes dos povos Cinta Larga, Surui, Kwazá, Sakirabyat, Apurinã, Mamaindê, Sabanê, Aikanã, Arara e Nambikwara, entre outros. Segundo a liderança Fernandino Kwazá, que participa da ocupação, a principal motivação para a ação dos indígenas é a indignação com a falta de estrutura e a precariedade da situação nas aldeias, no que diz respeito ao atendimento de saúde e ao saneamento básico. (mais…)

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RENAP: Moção de apoio à Reforma Psiquiátrica e ao fortalecimento da Política Nacional de Saúde Mental

A Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP), a partir da deliberação das advogadas e advogados populares presentes em seu XX Encontro Nacional realizado em Brasília-DF no período de 25 a 28/11/2015, manifesta seu apoio à continuidade e fortalecimento da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial em curso no Brasil e à expansão do Sistema Único de Saúde público, gratuito e acessível a todas as pessoas.

Fruto da luta e mobilização iniciadas ainda nos anos 80, e integrando o processo da Constituinte de 1988 e a criação do SUS em 1990, o Movimento Antimanicomial contribuiu na construção coletiva das bases teóricas, práticas e programáticas de um sólido processo de reforma da atenção em saúde mental no Brasil. Este processo, complexo e ainda em construção, mudou o cenário da assistência pública em saúde mental no país, constituindo a Política Nacional de Saúde Mental, álcool e outras drogas. (mais…)

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Médicos Júlio Croda e Zelik Trajber estão preocupados com a falta do exame PPD. Foto: Hedio Fazan

Sem teste, surto de tuberculose ameaça aldeias de Dourados, MS

Há um ano e meio não há fornecimento do exame PPD no Brasil e a doença, que foi praga do século XIX, volta a se tornar uma das que mais mata em todo o mundo

Por Valéria Araújo, do Progresso

A falta de teste para o diagnóstico de tuberculose latente, que é aquela em estágio inicial, em que o paciente ainda não tem sintomas, é motivo de preocupação na mais populosa Reserva Indígena do país: a de Dourados. Há mais de um ano e meio sem receber o exame pelo Sistema Único de Saúde, as comunidades indígenas correm o risco de que ocorram o descontrole da doença, que pode até mesmo se tornar um surto na Reserva. (mais…)

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felipe sotto

‘A melhor forma de combater o preconceito é se fazer presente’

Informe ENSP

“Nós, indígenas, chegamos à universidade com inúmeras pretensões, mas, ao ingressarmos, deparamo-nos com as expectativas da academia. Outra questão, que vai muito além do acesso, consiste na permanência (na academia) e construção de um diálogo eficaz com o indígena universitário”. Na visão do cientista social e indígena da etnia Tuxá, Felipe Sotto Maior, a temática da educação superior para os índios é pautada por esses dois eixos. O palestrante, presente no último (25/11) dia do Seminário Internacional Direito e Saúde, do Dihs/ENSP, participou da mesa que abordou a educação superior como novo espaço de luta da população indígena. (mais…)

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