revista yande

Rádio Yandê lança Revista com sua Retrospectiva 2015 (para ler e baixar)

Combate Racismo Ambiental

A Rádio Yandê está lançando sua Retrospectiva 2015: uma revista de 38 páginas escritas e/ou editadas por indígenas, com o objetivo de registrar “grande fatos e momentos que ficarão na memória dos povos por gerações”. De acordo com a apresentação, são lembranças “deste ano turbulento e danoso ao movimento indígena e à humanidade”, no qual também aconteceram “momentos de avanços gerado pela união dos que buscam um futuro com perspectivas, de força e amor”. E muita luta, claro. (mais…)

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Foto: Ruy Sposati

MS – Conflito, morte de indígena e CPIs rivais marcaram disputa por terra

“A reportagem esteve no local [das fazenda retomadas] durante três dias e mostrou como as famílias se organizaram para se manifestar evitando destruir o patrimônio dos fazendeiros. Um móvel com pratos decorativos e uma cristaleira no primeiro cômodo da entrada da casa cheia de xícaras e utensílios de porcelana intactos chamou a atenção dos repórteres”. (Leia AQUI)

Por Caroline Maldonado no Campo Grande News

O ano de 2015 não foi muito diferente para comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, quando se fala em disputa de terra. Sem resposta do Governo Federal, eles ocuparam fazendas, vieram novas liminares para despejo, tiroteios, Exército, Força Nacional e mais uma morte, a do Kaiowá Semeão Fernandes Vilhalva, 24 anos, baleado em agosto. (mais…)

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Jairo Saw Munduruku (à frente) durante etapa do Projeto Ibaorebu, da Funai. Foto: Izabel Gobbi /Funai.

Dilma homologa terras indígenas, mas deixa áreas de conflitos na Amazônia de fora

As terras homologadas estão localizadas no Amazonas. Os índios Munduruku continuam esperando o reconhecimento de seu território no Pará

Por Elaíze Farias, em Amazônia Real

A presidente Dilma Rousseff homologou a demarcação administrativa de quatro terras indígenas no Amazonas, mas deixou de fora territórios que aguardam pelo decreto para por fim a conflitos com fazendeiros e madeireiros ou esperam o reconhecimento para enfrentar a pressão de projetos de construção de hidrelétricas. É o caso da Terra Indígena Buriti, no Mato Grosso do Sul, fortemente ameaçada por fazendeiros, e que foi reconhecida há 10 anos. Outra Terra Indígena excluída é Sawré Muybu, dos índios Munduruku, no Pará, cujo processo demarcatório está parado por pressão política do governo federal. (mais…)

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Indígena tenta impedir reintegração de posse no Amazonas. Foto vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, categoria Fotografia – Luiz Gonzaga Alves de Vasconcelos, Jornal A Crítica (2008).

Inoperância do governo: O cruel é que uns perdem dinheiro. Outros, a vida. Entrevista de Spency Pimentel a Leonardo Sakamoto

“As pessoas questionam muito a forma tendenciosa como esse ou aquele sujeito é chamado de ‘amigo do Lula’ na imprensa, pois isso não é feito quando se trata de políticos de outros partidos. Mas, falta dizer que esses novos ‘amigos do Lula’ são, muitas vezes, inimigos dos povos indígenas, dos trabalhadores rurais, dos quilombolas. O desenvolvimentismo quis convencer a população de que esses atores são aliados, amigos do povo, uma vez que garantiriam o ‘progresso’ para o país. Mas, por acaso eles têm se comportado de forma amigável, no que diz respeito aos povos indígenas e outras populações rurais?”

Essa é a opinião de Spensy Pimentel, doutor em antropologia, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia, em Porto Seguro, pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios da Universidade de São Paulo e um dos maiores especialistas na questão indígena do país. (mais…)

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Cunha taí? Ejeí upegui Cunha, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

É. É isso mesmo. É assim que se diz em língua guarani “Fora Cunha”: Ejeí upegui Cunha. E já que o país é multilíngue, o grito em português pode ter sido traduzido não só ao guarani, mas a dezenas de outras línguas faladas por índios, quase todos bilíngues, que nesta quarta-feira (16) ocuparam o teto do Congresso Nacional. Eles foram lá para denunciar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 215), cujo Pai – Vitória na Guerra! – é o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB vixe vixe), o mafioso da facção ruralista enlameado por falcatruas até o último fio de cabelo, e a essas alturas a única figura em torno da qual se pode costurar a unanimidade ou pelo menos o diálogo pela dignidade nacional. (mais…)

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Brasília - Representantes indígenas, de governo e sociedade civil se reúnem em Brasília para a 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista para propor diretrizes ao Estado brasileiro.(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Decreto presidencial cria Conselho Nacional de Política Indigenista

Agência Estado

Brasília – Decreto presidencial, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira dispõe sobre a criação do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI). O órgão colegiado e de caráter consultivo, será responsável pela elaboração, acompanhamento e implementação de políticas públicas voltadas aos povos indígenas. O CNPI está sendo criado no âmbito do Ministério da Justiça. (mais…)

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Fábio na atividade em dezembro. Foto: Carlos Penteado

Quilombolas de Patauá do Umirizal (PA) constroem o mapa do seu território

Comissão Pró-Índio de São Paulo

“Tem muito conhecimento aqui. Dá para olhar um mapa e fazer a conta das distâncias, dos tamanhos. Ter o nosso mapa vai ser muito importante”. (Fábio Seixas, liderança  do Quilombo Patauá do Umirizal)

A Comissão Pró-Índio de São Paulo e a Associação dos Remanescentes de Quilombo do Patauá do Umirizal promoveram, entre 4 a 6 de dezembro, a terceira oficina  para o mapeamento participativo do território da comunidade situada no Município de Óbidos, na Região da Calha Norte do Pará. A oficina contou com a participação de 30 pessoas entre homens e mulheres, jovens e adultos. A agenda do evento incluiu uma expedição pelos limites do território para reconhecimento e levantamento dos pontos em GPS. (mais…)

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Líder quilombola Ana Moreira ergue cópia de Decreto Presidencial para comemorar assinatura - Foto: Ascom Incra/CE

Famílias celebram decretação de territórios quilombolas no Ceará

Incra

“Este é nosso!”. Foi assim, com o Decreto Presidencial nas mãos e em alto e bom som, como num grito de liberdade, que líder quilombola Ana da Silva Moreira encerrou a celebração em comemoração à publicação do documento assinado pela presidente Dilma Roussef que autoriza a desapropriação das áreas do território quilombola de Brutos, localizada no município cearense de Tamboril, formado por 76 famílias quilombolas. Outra comunidade decretada, a de Três Irmãos, em Croatá (CE), também fez festa na semana passada para marcar a nova etapa no processo de regularização de seu território.

Os Decretos, publicados no Diário Oficial da União do último dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, permitem à Superintendência Regional do Incra no Ceará vistoriar as áreas inseridas nos territórios, a serem destinadas para um total de 91 famílias remanescentes de quilombos nas duas comunidades, em uma área somada de 4.248 hectares. (mais…)

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Indígenas ocupam as cúpulas do Congresso Nacional em defesa de seus direitos

CIMI

Na manhã de hoje (16), mais de mil indígenas de todas as regiões do Brasil ocuparam a cúpula da Câmara dos Deputados, em protesto contra a PEC 215 e os diversos ataques que os povos originários vêm sofrendo por parte do Congresso Nacional.

Entre gritos de “Fora Cunha”, “Não a PEC 215” e diversos cantos e rituais tradicionais dos mais de 100 povos que estavam representados no protesto, os indígenas circularam a cúpula da Câmara, cantando, e depois desceram a rampa do Congresso em direção ao gramado. (mais…)

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Índios ocupam cúpulas do Congresso Nacional

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

Índios de cerca de 105 etnias ocupam, na manhã de hoje (16), as cúpulas da Câmara e do Senado, no prédio do Congresso Nacional. A Polícia Legislativa acompanha a ocupação e não está impedindo a permanência dos índios no local. No etanto, o grupo não tem permissão para entrar na Câmara ou no Senado.

Os índios pedem um encontro com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir a pauta indígena. “Estamos fazendo mais protesto contra a PEC 215 e contra todas a propostas que ferem direitos dos povos indígenas. Os políticos têm uma crise institucional e toda vez que eles têm uma crise fica pior para nós. A corrupção é problema deles. Eles querem atribuir a nós, retirando direitos, não fazendo demarcação de terras, mas essa crise não saiu das nossas aldeias”, criticou o cacique Babau Tupinambá, da etnia Tupinambá (BA). (mais…)

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