Três formas para convencer os pobres que aumentar o salário mínimo é ruim, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

O salário mínimo nacional passa a ser de R$ 880,00 a partir desta sexta (1). São 92 jujubas a mais do que os R$ 788,00 válidos até agora, ou seja, um aumento de 11,7%.

A política de valorização do mínimo, um cálculo que considera a inflação e a variação do PIB, levou a um aumento no seu poder de compra. Em 1995, adquiria-se uma cesta básica com o mínimo. Hoje, 2,14 cestas de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese). Esse valor representa um aumento real de 77,53% (descontada a inflação) desde 2002. (mais…)

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cunha

Quem terá sido o grande idiota do ano?

“Não se aproxime de uma cabra pela frente, de um cavalo por trás ou de um idiota por qualquer dos lados”. (Provérbio Judeu)

Por Leonardo Isaac Yarochewsky, em Justificando

Segundo o clássico dicionário Aurélio, idiota é o homem sem educação, ignorante, pouco inteligente, estúpido, imbecil, pretensioso, afetado, amalucado, etc.

Quem terá sido o grande idiota do ano? Não, não foi um só, foram vários idiotas que marcaram o ano de 2015. Em todas as áreas tivemos idiotas que se destacaram pelas suas patetices, pelas suas estupidezes. (mais…)

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Foto: Ruy Sposati

MS – Conflito, morte de indígena e CPIs rivais marcaram disputa por terra

“A reportagem esteve no local [das fazenda retomadas] durante três dias e mostrou como as famílias se organizaram para se manifestar evitando destruir o patrimônio dos fazendeiros. Um móvel com pratos decorativos e uma cristaleira no primeiro cômodo da entrada da casa cheia de xícaras e utensílios de porcelana intactos chamou a atenção dos repórteres”. (Leia AQUI)

Por Caroline Maldonado no Campo Grande News

O ano de 2015 não foi muito diferente para comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, quando se fala em disputa de terra. Sem resposta do Governo Federal, eles ocuparam fazendas, vieram novas liminares para despejo, tiroteios, Exército, Força Nacional e mais uma morte, a do Kaiowá Semeão Fernandes Vilhalva, 24 anos, baleado em agosto. (mais…)

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Em Paris para receber o Prêmio Equador, da ONU, as lideranças munduruku participam de evento que reuniu outras lideranças ambientais importantes do Brasil e do mundo. Foto: Fábio Nascimento /Greenpeace

A política Munduruku

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Foto: Marcela Bonfim /AmReal

Povos Indígenas: Diamantes de sangue na Amazônia, por Ana Aranda

Ana Aranda, especial para a Amazônia Real

Espigão D´Oeste (RO) – Os indígenas Cinta Larga, falantes da língua Tupi Mondé, vivem uma situação parecida com a da grande maioria dos agricultores familiares do interior da Amazônia. Suas casas não têm sistema de esgoto, nem água encanada. As escolas e os postos de saúde são precários e o que produzem nas roças é ineficiente à sobrevivência, pois faltam maquinário, insumos, assistência técnica e crédito bancário. Mas eles moram em cima da maior mina de diamantes do mundo, com capacidade para exploração de um milhão de quilates de pedras preciosas por ano, com receita anual estimada em US$ 200 milhões (ou R$ 760 milhões).

A exploração ilegal das pedras preciosas, que ganhou força em 1998 e chegou a reunir 5 mil garimpeiros, em 2004, mudou a vida dos índios. O Ministério Público Federal estima que vivem cerca de 2.500 Cinta Larga nas Terras Indígenas Roosevelt, Serra Morena, Parque Aripuanã e Aripuanã, que ficam na divisa dos estados de Rondônia e Mato Grosso. (mais…)

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Foto de Claudia Andujar, reproduzida da internet

Recorrente nas campanhas de ódio contra indígenas, “infanticídio” volta a ser tema da ‘grande imprensa’

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A Folha de São Paulo de hoje, 21/12, publica mais uma matéria – “Infanticídio de índios ainda é comum em aldeias do Amazonas” – que com certeza será usada como munição para o preconceito contra os povos indígenas. Mas não só: a reportagem ‘dá uma mãozinha’ também no que toca à criminalização e ao projeto do deputado Henrique Afonso (PV AC) sobre a questão, já aprovado na Câmara e aguardando votação no Senado. Entre os entrevistados na matéria está ainda uma representante da organização Atini, uma das responsáveis pelo falso documentário “Hakani – A história de uma sobrevivente“, tirado e mantido fora do ar por decisão da Justiça.

Não vou discutir o assunto, que aliás já foi objeto de diversas postagens neste blog. Prefiro republicar matéria do Ministério Público Federal, de 12 de maio deste ano. noticiando o pedido para a retirada do vídeo da internet. Vale ler a fundamentação da Ação Civil Pública, linkada ao final, através da qual o MPF pede providências contra as duas organizações religiosas envolvidas na questão (a Atini e a Jocum), “por incitar o ódio e aumentar o preconceito em relação às comunidades indígenas”. E acrescenta, já na abertura: (mais…)

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Ato de moradores da Vila Soma reuniu 2 mil em fevereiro, segundo organização. Foto: Arthur Menicucci / G1

Defensoria recorre à OEA contra a reintegração de posse de área com 10 mil habitantes

Por Alexandre Putti, em Justificando

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo enviou à Comissão Internacional de Direitos Humanos (OEA) uma petição denunciando a falta de direitos humanos prevista na reintegração de posse, marcada para o dia 17 de janeiro, da Vila Soma, bairro na cidade de Sumaré (118km da Capital), onde vivem cerca de 10 mil pessoas carentes.

No pedido, os defensores do Núcleo Especializado de Habitação e Urbanismo alegam que a reintegração contará com um grande amparo policial e há grande risco de que o cumprimento ocorra sem a garantia dos direitos humanos. “Em razão do elevado número de moradores da comunidade, e da inexistência de providência habitacional condigna a estes cidadãos, criou-se uma sensação generalizada de insegurança na região”, diz a petição. (mais…)

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Jairo Saw Munduruku (à frente) durante etapa do Projeto Ibaorebu, da Funai. Foto: Izabel Gobbi /Funai.

Dilma homologa terras indígenas, mas deixa áreas de conflitos na Amazônia de fora

As terras homologadas estão localizadas no Amazonas. Os índios Munduruku continuam esperando o reconhecimento de seu território no Pará

Por Elaíze Farias, em Amazônia Real

A presidente Dilma Rousseff homologou a demarcação administrativa de quatro terras indígenas no Amazonas, mas deixou de fora territórios que aguardam pelo decreto para por fim a conflitos com fazendeiros e madeireiros ou esperam o reconhecimento para enfrentar a pressão de projetos de construção de hidrelétricas. É o caso da Terra Indígena Buriti, no Mato Grosso do Sul, fortemente ameaçada por fazendeiros, e que foi reconhecida há 10 anos. Outra Terra Indígena excluída é Sawré Muybu, dos índios Munduruku, no Pará, cujo processo demarcatório está parado por pressão política do governo federal. (mais…)

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Indígena tenta impedir reintegração de posse no Amazonas. Foto vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, categoria Fotografia – Luiz Gonzaga Alves de Vasconcelos, Jornal A Crítica (2008).

Inoperância do governo: O cruel é que uns perdem dinheiro. Outros, a vida. Entrevista de Spency Pimentel a Leonardo Sakamoto

“As pessoas questionam muito a forma tendenciosa como esse ou aquele sujeito é chamado de ‘amigo do Lula’ na imprensa, pois isso não é feito quando se trata de políticos de outros partidos. Mas, falta dizer que esses novos ‘amigos do Lula’ são, muitas vezes, inimigos dos povos indígenas, dos trabalhadores rurais, dos quilombolas. O desenvolvimentismo quis convencer a população de que esses atores são aliados, amigos do povo, uma vez que garantiriam o ‘progresso’ para o país. Mas, por acaso eles têm se comportado de forma amigável, no que diz respeito aos povos indígenas e outras populações rurais?”

Essa é a opinião de Spensy Pimentel, doutor em antropologia, professor da Universidade Federal do Sul da Bahia, em Porto Seguro, pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios da Universidade de São Paulo e um dos maiores especialistas na questão indígena do país. (mais…)

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indios congresso

Cunha taí? Ejeí upegui Cunha, por José Ribamar Bessa Freire

Em Taqui Pra Ti

É. É isso mesmo. É assim que se diz em língua guarani “Fora Cunha”: Ejeí upegui Cunha. E já que o país é multilíngue, o grito em português pode ter sido traduzido não só ao guarani, mas a dezenas de outras línguas faladas por índios, quase todos bilíngues, que nesta quarta-feira (16) ocuparam o teto do Congresso Nacional. Eles foram lá para denunciar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 215), cujo Pai – Vitória na Guerra! – é o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB vixe vixe), o mafioso da facção ruralista enlameado por falcatruas até o último fio de cabelo, e a essas alturas a única figura em torno da qual se pode costurar a unanimidade ou pelo menos o diálogo pela dignidade nacional. (mais…)

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