Historiadora e coordenadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro (Ficine) Janaína Oliveira. Foto de Fernando Frazão / Agência Brasil 

Cinema negro no Brasil é protagonizado por mulheres, diz pesquisadora

Por Isabela Vieira, repórter da Agência Brasil

Com quatro sessões lotadas no prestigiado Cinema Odeon – incluindo a primeira lotação para 600 pessoas após reforma da casa, no centro do Rio de Janeiro –, o filme Kbela, de Yasmin Thainá, é um dos mais importantes representantes de uma leva de produções feitas por realizadoras negras que ganharam o mundo em 2015. São narrativas que contam com mulheres negras na direção, na produção e como protagonistas, em um terreno onde elas costumam ser estereotipadas.

Levantamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), feito em 2014, já apontava para a subrrepresentação da mulher negra no cinema nacional. Para a professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e doutora em história, Janaína Oliveira, Kbela rompeu essa lógica em 2015. (mais…)

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Na filmagem, um avião voa rasante sobre o riacho, na terra indígena e despeja uma carga de agrotóxicos sobre a água.

MS – Fazendeiros atacam indígenas de Tey’i Jusu com agrotóxicos

“Debaixo do veneno, crianças, velhos, pessoas da etnia indígena Kaiowa que tentam viver sua cultura e plantar seu alimento em paz sobre seu território ancestral”.

Em Correio do Brasil

Uma nova denúncia, desta vez filmada por um líder indígena, mostra ação de supostos fazendeiros da região de Caarapó, no Mato Grosso do Sul, pela expulsão das famílias que permanecem no acampamento Tey’i Jusu, da etnia Kaiowá. De acordo com a filmagem “fazendeiros da região despejam agrotóxico sobre as famílias”. (mais…)

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nino dios menino jesus

Por qué me niego a celebrar Navidad, por Ollantay Itzamná*

Si en el siglo III, Aureliano estableció el 25 de diciembre como fiesta de Natalis Solis Invicti; en la segunda mitad del siglo XX, el señor Mercado (con la complicidad de las iglesias) instauró el 25 de diciembre como la celebración demencial de la consumopatia global, en nombre de Dios.

Em Servindi

Por varios años creí ciegamente que cada 25 de diciembre nacía Dios-con-nosotros (Emanuel) para salvar a la humanidad de su perdición.

De un tiempo a esta parte, las contrastantes realidades me inquietaron a sospechar de las verdades/creencias aprehendidas como doctrinas. Puse en “riesgo” mis seguridades existenciales, y comencé a ensayar preguntas sobre mis “verdades constitutivas”, y fue así que la duda me abrió los horizontes. (mais…)

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museuda lingua portuguesa sp

Das cinzas do Museu: uma pátria, muitas línguas, por José Ribamar Bessa Freire

“Este museu de tudo (…) / é mais do que um museu de tudo: / 
é um circo-feira,é um teatro / onde o tudo está vivo e em uso”.
(João Cabral de Melo Neto – Museu de Tudo)

Em Taqui Pra Ti

O Museu da Língua Portuguesa ali, no coração da Cracolândia, em São Paulo, em dez anos de existência foi visitado algumas vezes por mim, uma delas na companhia de um índio guarani. Cada vez saí de lá deslumbrado por conta do que presenciara, mas também bastante incomodado, confesso, pelo que gostaria de ter visto e a exposição não me mostrara. (mais…)

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Foto: Marco Aurélio Martins /Folhapress

Sobradinho chega perto do volume morto e pode voltar a ser sertão

Por Dimmi Amora, na Folha de São Paulo/Jornal da Mídia

Quase 40 anos depois de Sá & Guarabyra cantarem na música ”Sobradinho” que ”o sertão vai virar mar”, o sertão está voltando a ser sertão. O lago baiano criado pela represa que inspirou a música está praticamente no volume morto, com cerca de 2% de seu volume útil, nos menores níveis de sua história. É o que mostra neste sábado (26) reportagem do jornal Folha de São Paulo.

Muitas das cidades cantadas na música que foram alagadas com a formação do lago – que é o maior das hidrelétricas do país (o triplo do tamanho da capital paulista) – estão com ruínas visíveis. (mais…)

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barragem cachorro

MG – Barragem que se rompeu não voltará a funcionar, diz presidente da Samarco (Vale/BHP)

Por Estêvão Bertoni e Marcelo Leite, enviados especiais, na Folha/UOL

Mesmo que a mineradora Samarco volte a operar em Mariana nos próximos anos, a barragem que ruiu em 5 de novembro, deixando ao menos 17 mortos, não deverá ser reerguida. “Não é a nossa intenção voltar a construir naquele local, até por tudo o que esse acidente representou e representa para a empresa”, afirma Ricardo Vescovi, 45, diretor presidente da Samarco.

Em entrevista concedida na quarta-feira (23), na sede da mineradora em Belo Horizonte, onde também fica a Vale (coacionista da empresa ao lado da anglo-australiana BHP Billiton), Vescovi deixou em aberto questões sobre os problemas na estrutura que ruiu e as falhas no plano de emergência. (mais…)

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